Cooperativa de detentas será modelo em plataforma de cursos à distância

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As detentas do Centro de Recuperação Feminino (CRF), em Ananindeua (Região Metropolitana de Belém), integrantes da Cooperativa Social de Trabalho Arte Feminina Empreendedora (Coostafe) – a primeira formada no Brasil exclusivamente por mulheres presas -, serão modelo de aprendizagem em um módulo específico do curso de empreendedorismo da plataforma de cursos a distancia do Veduca.

Por meio da parceria firmada entre a Superintendência do Sistema Penitenciário do Estado (Susipe) e a plataforma de cursos Veduca serão garantidos, também, cursos profissionalizantes para as internas com certificação gratuita. Elas serão transformadas em multiplicadoras, graças à experiência dentro da Coostafe.

“Um dos módulos do curso de empreendedorismo terá como case a Coostafe. Vamos falar da experiência dessas mulheres em empreender de dentro de uma penitenciária. Queremos torná-las modelos e aproveitar a experiência delas para fazer um recorte de habilidades socioemocionais, referentes ao que todo empreendedor deve apresentar, como resolução de problemas, criatividade, resiliência e trabalho em equipe. Todos esses fatores são percebidos aqui na Cooperativa. Essas mulheres superam as limitações e conseguem empreender em condições restritas. Nosso objetivo maior é escutá-las e aprender como elas conseguem criar e empreender em condições tão limitadas”, explicou Marcelo Mejlachowicz, fundador do Veduca.

A plataforma de cursos a distância oferece experiências de aprendizagem online criadas para formar agentes transformadores de organizações, governos e novos negócios, com conteúdos baseados em videoaulas e oferecidos aos alunos gratuitamente. Uma das características principais é potencializar experiências transformadoras de aprendizagem, a partir de exemplos que podem ser seguidos pelos alunos.

Vivência – “Nada mais efetivo na educação do que o exemplo, e poder aproveitar a história dessas mulheres para inspirar e desenvolver outras pessoas é maravilhoso. Replicar essa vivência e direcionar outras pessoas que também querem fazer novos negócios, empreender e conseguir transformar ideias em ação, isso é muito desafiador e estimulante”, afirmou a coordenadora de Educação do Veduca, Renata Schiavone.

As internas gravaram um vídeo relatando e mostrando suas experiências, juntamente com as criações da Cooperativa que são comercializadas em feiras e em um shopping, em Ananindeua. “Saber que eu posso compartilhar com as pessoas aquilo que eu já aprendi aqui dentro, e passar para elas um pouco do que vivo, é algo que nunca imaginei que fosse acontecer. Hoje estou ansiosa em saber que, além de servir de modelo, terei a oportunidade de fazer e aprender mais cursos e ter um certificado”, contou a interna Ângela Maria.

Formação – Para a diretora do CRF, Carmem Botelho, tornar o Veduca parceiro é um ganho para o sistema penitenciário paraense. “Nós precisamos de projetos que visem à educação e formação profissionalizante das internas. Na plataforma do Veduca existem vários cursos que possibilitam essa formação. Além disso, o conteúdo é disponibilizado de forma gratuita e com certificados, pois 99% destas mulheres não teriam condições de pagar um curso. Elas terão esse benefício gratuito com certificação garantida. Vamos compartilhar experiências e qualificar as detentas”, explicou a diretora.

A plataforma Veduca contribui para impulsionar o desenvolvimento de habilidades socioemocionais (soft skills), para torná-las acessíveis na linguagem, na tecnologia e no preço. Com mais de cinco anos de história, o Veduca já ultrapassou a marca de 2 milhões de pessoas beneficiadas pela plataforma digital.

 

Fonte – Agência Pará

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