Desenvolvimento de aplicativos nativos ou híbridos: qual escolher?

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Mandar mensagens instantâneas, pedir comida, procurar ofertas em supermercados, conseguir caronas e até arrumar namorado: tudo pode ser feito na palma da mão e sem sair de casa. O uso de aplicativos em smartphones e tablets é crescente no Brasil e no mundo. Mérito da tecnologia que se desenvolveu a ponto de possibilitar a democratização desses recursos – e das empresas que apostam cada vez mais na proximidade e interatividade com seus clientes.

Uma pesquisa divulgada em julho de 2017 pelo Serviço de Proteção ao Crédito (SPC) em parceria com a Confederação Nacional de Dirigentes Lojistas (CNDL) mostra que 59% dos entrevistados nas 27 capitais brasileiras já fizeram ao menos uma compra por meio de aplicativos. Ainda mais expressivo é o número que comprova o uso generalizado dos apps, muito além do consumo: 93,6% da amostra entrevistada utiliza os aplicativos para outras finalidades, como operações e consultas bancárias, geolocalização, comparação de preços e organização de finanças.

Dados da 28ª Pesquisa Anual de Administração e Uso de Tecnologia da Informação nas Empresas, realizada pela Fundação Getúlio Vargas de São Paulo (FGV-SP), apontam também que até o final de 2017, o Brasil terá o equivalente a um smartphone por habitante. As empresas já bem estabelecidas no mercado enxergaram essa tendência e desenvolveram seus aplicativos para alcançar seu público no segmento mobile. Mas e quem está começando: que tipo de aplicativo escolher? Na fase de planejamento e desenvolvimento de app , atender às expectativas dos usuários é o principal objetivo.

Com tanta oferta disponível nas principais lojas de aplicativos, um app mal desenvolvido ou mal planejado pode não receber uma segunda chance. Logo, a empresa que deseja ir para o mercado mobile precisa ser bastante criteriosa e entender qual é a melhor solução a ser posta em prática. Em termos gerais, os aplicativos podem ser divididos em dois grandes grupos: nativos e híbridos.

Entenda a definição de aplicativos nativos e híbridos

Como a própria denominação já indica, os aplicativos nativos são desenvolvidos na linguagem original das plataformas e sistemas operacionais correspondentes.

Eles demandam permissões para utilizar funções específicas de cada sistema operacional como acesso à localização câmera, galeria e contatos. Essas características permitem uma integração maior com a biblioteca apresentada por essas plataformas, ou seja, a utilização do aplicativo estará diretamente relacionada aos arquivos armazenados no dispositivo. Geralmente, o desenvolvimento de aplicativos nativos requer um investimento financeiro mais alto porque são necessários o dobro de horas. Para estar disponível para download, por exemplo, um aplicativo precisa estar de acordo com a política interna das lojas de aplicativos, em termos de segurança, privacidade, confiabilidade, entre outros critérios.

Por outro lado, os aplicativos nativos oferecem maior possibilidade de personalização de acordo com cada plataforma e ainda costumam funcionar em modo offline. Dentro desta modalidade, os apps de maior sucesso são: Facebook Messenger, WhatsApp, Skype, Evernote e Google Maps.

Já os aplicativos híbridos, basicamente, utilizam a linguagem javascript, geralmente utilizada em sites, otimizada para a navegação mobile. Essa mescla entre as duas linguagens possibilita uma das principais vantagens dos aplicativos híbridos: o custo mais baixo para desenvolvimento. Por estarem atrelados à plataforma web, os aplicativos híbridos também carregam muito de uma identidade visual já consagrada, gerando um processo de identificação mais rápido com os usuários. Os exemplos mais famosos são: Facebook, Instagram e Twitter.

Como decidir qual tipo usar?

Peça sempre ajuda profissional. Consultar uma agência desenvolvedora de aplicativos vai ajudar a entender melhor as especificidades de cada tipo de app e delinear com mais clareza quais serão os objetivos dele após a criação.

“Híbridos são funcionais e são uma ótima escolha quando o foco é reduzir custo de investimento e ter algo que funcione. Agora, se você quer encantar o seu usuário, os nativos apresentam melhor performance, usabilidade e experiência do usuário. Porém, é preciso desenvolver um para cada plataforma, o que na prática significa o dobro de horas ou de investimento”, explica Vinicius Gallafrio, CEO da MadeinWeb e Mobile .

É inegável que um bom aplicativo valoriza a marca, favorece a comunicação com o público e traz mais visibilidade à empresa. E o contrário também é verdadeiro: ninguém gosta de um app que não funciona direito, apresenta muitos erros ou é confuso visualmente. A má impressão impacta diretamente na imagem da empresa.

 

Fonte – Segs

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