No Pará, reunião debate mudanças climáticas e efeito estufa

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A iniciativa foi promovida pela Secretaria de Meio Ambiente e Sustentabilidade (Semas), com apoio do Programa Municípios Verdes (PMV) e Instituto do Homem e Meio Ambiente da Amazônia (Imazon). A programação do evento girou em torno do Programa de Redução de Emissões de Gases que causam Efeito Estufa provenientes do Desmatamento e Degradação da Floresta (Pregedd) e da Estratégia Nacional para Redução das Emissões por Desmatamento e Degradação Florestal (Enredd+).

O Fórum é composto por diversas instituições públicas estaduais, federais e sociedade civil, com o interesse de enfrentar as consequências socioeconômicas e ambientais surgidas a partir das mudanças climáticas. Órgãos do Poder Público Estadual, organizações não governamentais, universidades, setor privado e movimentos sociais também são membros do Fórum.

Na ocasião, além da Semas, Imazon e PMV, estavam presentes representantes do Instituto de Conservação e Desenvolvimento Sustentável do Amazonas (Idesam), Secretaria de Estado de Desenvolvimento Econômico, Mineração e Energia (Sedeme), Ministério Público Estadual (MPE), Universidade Federal do Estado do Pará (UFPA), entre outras instituições.

O secretário adjunto de Recursos Hídricos, Ronaldo Lima, aproveitou a ocasião para enfatizar os avanços do Pará na redução do desmatamento e consequentemente na emissão de gases de efeito estufa. “Realizamos as reuniões do Fórum há algum tempo e temos conseguido grandes avanços a partir das discussões. Sabemos que o principal problema na emissão desses gases provém do desmatamento, mas seguimos conquistando metas para esse combate”.

A representante do Imazon, Brenda Brito, explicou sobre o conceito e estratégias da Redd+, ao destacar a possibilidade de obtenção de recursos como investimento em proteção ambiental ao estado. “O Fórum se reúne com frequência, mas o debate é focado no que o Pará pode contribuir para mitigar as emissões de gases de efeito estufa e como o mecanismo apoia atividades de conservação florestal. A Redd+ prevê os diferentes tipos de atividades que podem ser feitas para reduzir essas emissões e a possibilidade dos estados receberem recursos como forma de compensação pelas metas de redução alcançadas. A comissão nacional está, atualmente, discutindo regras de como o sistema poderia funcionar e nós estamos definindo o posicionamento do estado nesse contexto, para que o Pará consiga também ser beneficiado”, explicou.

Pedro Soares, do Idesam, destacou a importância da reunião para a troca de experiências e construção em conjunto de modelos alternativos para a redução do desmatamento e emissão de fases do efeito estufa. “A proposta é buscar de fato opções para trabalhar a sustentabilidade no Pará, entendendo o que o Enredd+ pode proporcionar como fonte de recursos adicional para fomentar modelos produtivos que levem a manutenção das florestas e geração de renda”.

 

Fonte – Governo do Pará

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