Turismo em terras e comunidades indígenas é tema de debate

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Potencializar o etnoturismo no Amazonas, respeitando os aspectos legais e socioculturais das comunidades indígenas do Estado. Com essa premissa, a Fundação Estadual do Índio (FEI), em parceria com a Empresa Estadual de Turismo (Amazonastur), realizou o evento I Diálogo Sobre Turismo em Terras e Comunidades Indígenas, na manhã desta quinta-feira (30/11), no Centro de Convenções Vasco Vasques, zona centro-sul de Manaus.

Para o diretor-presidente da FEI, Amilton Gadelha, trata-se de uma oportunidade para discussão da interiorização do desenvolvimento do Estado, uma preocupação do governador Amazonino Mendes. Nesse sentido, o etnoturismo ganha destaque como potencial de alternativa econômica. “Estamos realizando essa primeira rodada de diálogo com o objetivo de conhecer todos os atores e entidades que já trabalham nessa área para compartilharmos as experiências e a partir daqui formatar um projeto efetivo para implantar o turismo em terras indígenas”, destacou Amilton.

De acordo com o secretário da Amazonastur, Orsine Jr., o turismo como matriz econômica do Estado é visto como prioridade dentro da atual gestão do Governo do Estado. “São vários segmentos do turismo e o etnoturismo faz parte dessa agregação que a Amazonastur quer fazer junto com a FEI para que a gente o valorize e o estude melhor. Tudo isso procurando melhorar a economia do Estado, pois quando você atrai mais turistas com novos roteiros, o turista vem, fica na cidade, gasta, gerando emprego e renda”, afirma Orsine Jr.

Potencialidade – Esse segmento é alvo de atenção também do Ministério do Turismo. Leonardo Rio, representante do ministério no encontro, falou sobre a potencialidade do etnoturismo na região. “Nós viemos para entender um pouco melhor as necessidades da região e principalmente do Estado, com isso, contribuir ao máximo para que possamos construir de forma conjunta uma política pública que ajude essas comunidades a terem um turismo mais efetivo, o que inclui produtos associados como gastronomia, artesanato e tudo o mais que eles já têm dentro dessa cultura tão rica aqui do Amazonas”, afirmou Leonardo.

Segundo o diretor-presidente da FEI, a ideia é que até abril de 2018 aconteça outro encontro nesse sentido, dessa vez maior, com a participação de mais comunidades indígenas para fechar questões levantadas nesse primeiro encontro. Para a indígena Twtrate Yawara, da comunidade Nova Esperança, localizada no Ramal do Brasileirinho, a abertura do diálogo com o Governo do Estado é importante para a consolidação dessa economia tão importante para as comunidades.

“A gente vê a disposição do Governo do Estado de querer dialogar com a gente, pois nós também queremos dialogar com o Governo. Ninguém faz nada só. O turismo em nossas comunidades é geração de renda, uma oportunidade de vida melhor para a nossa população. Esse é o primeiro passo e não devemos parar por aqui. Temos que avançar!”, afirmou a representante da etnia kokama.

Fonte – Secom

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