Ação humana ainda é a maior causadora de incêndios florestais no Brasil

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Dados do Instituto Nacional de Pesquisas Espaciais (Inpe) indicam que 2017 é o segundo ano com o maior número de queimadas da história. A objetividade dos números mostra que, de janeiro a setembro, 185 mil focos de incêndio foram detectados no País; em 2010, foram cerca de 194 mil ocorrências dessa natureza. Somente em setembro deste ano, mais de 95 mil queimadas atingiram florestas brasileiras.

Além da ação humana – principal responsável pela ocorrência de incêndios -, não se pode desprezar o poder dos raios, os quais contribuem com sua cota de destruição para agravar o problema. A informação é da professora Vânia Regina Pivello do Instituto de Biociências da Universidade de São Paulo. Ela lembra que o Brasil é um dos países com maior incidência de raios no mundo, principalmente em sua região central, em que se tem uma vegetação – o cerrado – que favorece a ocorrência de queimadas.

No entanto, a grande maioria dos incêndios em florestas é mesmo proveniente da ação humana, à qual se juntam, em algumas regiões do País, longos períodos de estiagem e baixas condições de umidade do ar. Florestas úmidas, como as que abundam em São Paulo, “não queimam com facilidade” pelas suas próprias características, explica a professora Vânia. De resto, o fenômeno de incêndios florestais não é único e exclusivo do Brasil, atingindo igualmente países do Hemisfério Norte. Em Portugal e na Espanha, por exemplo, em que o verão é quente e seco e as vegetações possuem resina, a propagação do fogo é maior, assim como é mais alta a temperatura das chamas.

Ao contrário do que ocorre no cerrado, em que queimadas fazem parte de seu ciclo natural de vida, nas florestas o incêndio é prejudicial para a vegetação e para o ambiente, que se torna mais degradado à medida em que o fogo perdura. A professora Vânia diz que o homem pode agir no sentido de minimizar e prevenir os estragos, bastando para isso manter as queimadas sob controle em áreas prescritas. Ela aconselha cuidados com o entorno das florestas, a fim de minimizar os estragos causados pela queima agrícola ou queima de pastos.

 

Fonte – Jornal da USP

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