Igreja amazônica: comprometimento, gratidão e comunhão com o Papa

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Em 5 de setembro de 1850, o Príncipe D. Pedro II decretou a criação da Província do Amazonas (atual Estado do Amazonas). Nesta data, costumamos celebrar o “Dia da Amazônia”, ocasião para conscientizar as pessoas sobre a importância da biodiversidade na maior floresta tropical do planeta.

Os povos, a maior riqueza

Como ensina a Ecíclica Laudato si, a ecologia não é integral se não pensarmos nas pessoas e em sua relação com o meio ambiente. A maior riqueza de nossa floresta são os povos que nela habitam. É na Amazônia que vive a maioria das tribos indígenas do Brasil. São cerca de 300 mil, mais os ribeirinhos quilombolas, caboclos e imigrantes, índios voluntariamente isolados… todos enfrentando a exploração ilegal de terras pelo garimpo, agropecuária, construção de hidroelétricas, rodovias, e muitas outras atividades.

“Os povos da Amazônia nunca foram tão ameaçados nos seus territórios como agora”, disse o Papa Francisco em Puerto Maldonado, na Amazônia peruana, encontrando-se em janeiro passado com a população local, que respondeu:

“ Francisco, amigo, a selva está contigo. ”

Além dos novos caminhos para a evangelização, a preocupação do Papa com os povos que habitam este território foi um motivo pelo qual o Papa convocou o Sínodo da Amazônia, que será no Vaticano em outubro de 2019. A Igreja brasileira, e de modo especial, a amazônica, está se preparando para esta grande Assembleia. Todo o episcopado amazônico do Brasil se reuniu em fins de agosto em Manaus (AM) e manifestou ao Papa seu apoio neste processo.

“ Estamos comprometidos em ouvir o maior número possível de vozes dos povos amazônicos para levarmos seus anseios, alegrias, tristezas e esperanças ao Sínodo. ”

“Somos imensamente gratos por seu magistério e reafirmamos nossa plena comunhão e obediência com o atual Sucessor de Pedro. ‘Laudato si’, mi Signore”, afirma a mensagem assinada pelo Presidente da Comissão Episcopal para a Amazônia, o Cardeal Cláudio Hummes, que é também Presidente da REPAM, Rede Eclesial Pan-amazônica.

Os números da grandeza

A área da Amazônia é de cerca de 5,5 milhões de quilômetros e se expande por 8 estados brasileiros (Acre, Amapá, Pará, Amazonas, Roraima, Rondônia, Tocantins e parte do Maranhão e Mato Grosso) e 9 países (Suriname, Bolívia, Guiana, Guiana Francesa, Venezuela, Colômbia, Peru, Equador, sem falar do do Brasil, onde se concentra cerca de 60% da floresta.

Outro recorde da Amazônia é a sua bacia hidrográfica. Os rios Amazonas, Negro, Trobetas, Japurá, Madeira, Xingu, Tapajós, Purus e Juruá, com os outros afluentes do Rio Amazonas, totalizam 7 milhões de km. de extensão.

Fonte – Vatican News

Foto – Divulgação