No Amazonas, alunos de graduação e pós-graduação conhecem pesquisas da Embrapa Amazônia Ocidental

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Estudantes do programa de Pós-graduação em Agricultura no Trópico Úmido, do Instituto Nacional de Pesquisas da Amazônia (Inpa) participaram de atividades junto a pesquisadores da Embrapa Amazônia Ocidental, nos dias 16 e 17, em Manaus (AM) e Iranduba (AM). Os 20 estudantes de mestrado cursam a disciplina Culturas Agroindustriais na Amazônia, e tiveram oportunidade de conhecer algumas pesquisas sobre culturas de interesse econômico no estado.

Segundo o pesquisador da Embrapa Amazônia Ocidental, Everton Cordeiro, que também é um dos professores que ministram a disciplina, o objeto da visita é apresentar aos alunos as pesquisas e ações que são desenvolvidas na instituição por especialistas em cada uma das culturas que foram abordadas. “Como esses pesquisadores trabalham diretamente com essas culturas, têm mais capacidade de abordar tanto as ações de pesquisa como o potencial produtivo de cada uma”, ressaltou.

Uma das culturas abordadas foi a do guaraná, espécie nativa da Amazônia e com diferentes usos industriais e para consumo in natura. O pesquisador Lúcio Pereira dos Santos apresentou as pesquisas que estão sendo realizadas em relação à nutrição e adubação para o guaraná. No seu trabalho, o pesquisador está avaliando a utilização de calcário e gesso, além de macro e micro nutrientes, visando um bom desenvolvimento das plantas e o aumento da produtividade. Já o pesquisador Firmino José do Nascimento Filho falou sobre o programa de melhoramento genético do guaraná, que já resultou no lançamento de 18 cultivares comerciais da espécie. “Nesses 40 anos que a Embrapa desenvolve este programa, sempre se buscou disponibilizar para o produtor materiais que fossem resistentes a doenças e também altamente produtivos”, ressaltou o pesquisador.

A seringueira, espécie que já teve grande importância econômica para o estado do Amazonas, foi outra espécie abordada na visita. O pesquisador Everton Cordeiro falou sobre os trabalhos que resultaram na seringueira tricomposta, que tem como principal características a resistência a principal doença que afeta a árvore, o mal-das-folhas. Segundo o pesquisador, por quatro décadas, foram realizados cruzamentos entre espécies diferentes de seringueiras e selecionadas os melhores clones para formar, por meio de enxertos, as árvores tricompostas que são produtivas e resistentes ao fungo causador do mal-das-folhas.

Uma atividade com potencial para crescer na região, as plantas medicinais foi o tema abordado pelo pesquisador Francisco Célio Maia Chaves. Na sua palestra, o pesquisador relatou os trabalhos de pesquisa que a Embrapa Amazônia Ocidental vem desenvolvendo sobre, assim como os resultados já obtidos. Já no dia 17, os estudantes visitaram o Campo Experimental do Caldeirão, localizado no município de Iranduba. No local, o pesquisador Inocêncio Oliveira relatou os experimentos realizados com milho e mandioca que visam orientar os produtores para aumentar a produtividade dessas culturas na região.

Fixação biológica de nitrogênio – Em outra atividade voltada para estudantes, a importância da fixação biológica de nitrogênio para o desenvolvimento da agricultura e a consequente redução dos impactos ambientais, foi abordada pelo pesquisador Aleksander Muniz na palestra apresentada a alunos do Instituto de Ciências Biológicas da Universidade Federal do Amazonas (Ufam), que visitaram a Embrapa Amazônia Ocidental dia 16/5. Os estudantes também conheceram os laboratórios de Análise Química de Solos e Plantas e de Biologia Molecular.

O pesquisador Aleksander mostrou o vídeo institucional da Embrapa e apresentou informações sobre a fixação biológica de nitrogênio (FBN). Disse que após a fotossíntese, a FBN é o mais importante processo biológico do planeta e que na Embrapa são selecionadas essas bactérias para serem usadas em diversas culturas pelo Brasil, tais como soja, feijão, feijão-caupi, amendoim-forrageiro. “Esse trabalho de seleção é importante por que vai diminuir a quantidade de fertilizante nitrogenado como a uréia, possibilitando ainda ao agricultor a redução de custos na implantação da lavoura”, comentou.

O professor que acompanhava a turma, Renato Cavallazzi, agrônomo com doutorado em Microbiologia, disse que a visita serviu para mostrar aos alunos a estrutura da Embrapa e a importância das pesquisas feitas nessa empresa. A estudante Laís Maciel Moraes, finalista do curso de Biotecnologia, disse que já conhecia a Embrapa de nome e que a visita despertou-lhe o interesse em fazer uma pós-graduação e atuar mais intensamente na área de pesquisa. Achou os laboratórios bem equipados e para quem trabalha com pesquisa isso é fundamental.

Fonte – Embrapa

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