No Bosque da Ciência em Manaus, Estação de Aquicultura traz informações sobre peixes amazônicos

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Nesta terça-feira (24) e durante a 14ª Semana Nacional de Ciência e Tecnologia (SNCT) do Instituto Nacional de Pesquisas da Amazônia (Inpa/MCTIC), o Laboratório de Fisiologia Aplicada à Piscicultura (Lafap) apresenta a Estação de Aquicultura. No estande, haverá jogos para crianças, além de informações sobre duas importantes espécies para a piscicultura amazônica: o tambaqui e o pirarucu. A atividade acontece no Bosque da Ciência e é gratuita.

A Estação de Aquicultura é uma das atividades programadas pelo Instituto Nacional de Ciência e Tecnologia – Adaptação da Biota Aquática da Amazônia (INCT-Adapta II) para a SNCT 2017.

O Inpa realizará mais de 100 atividades na capital e em cinco municípios do interior durante a SNCT. As atividades são gratuitas e a maioria precisa de inscrição prévia. A programação do maior evento de popularização de ciência no país teve início na última segunda-feira (23), no Bosque da Ciência (Rua Bem-te-vi, s/nº-Petrópolis) e prosseguirá até o próximo domingo (29).

Exposições, mostras, visitas guiadas aos laboratórios, excursão, oficinas, minicursos e palestras nas escolas são algumas das atividades programadas para a SNCT, que este ano traz como tema “A Matemática está em tudo”.

De acordo com a pesquisadora do Inpa, Ligia Uribe Gonçalves, integrante do Lafap, o tambaqui (Arapaima gigas) é uma espécie que apresenta um rápido crescimento e se adapta bem às diversas condições do ambiente de piscicultura como a alta densidade de povoamento. É um peixe que aceita bem as rações formuladas e tolera baixas concentrações de oxigênio e altos níveis de amônia na água. “É muito resistente a manuseios e a doenças. É a espécie mais consumida em Manaus e muito apreciada pela população”, ressalta.

O visitante também terá informações sobre o pirarucu (Colossoma macropomum), um peixe conhecido em todo o Brasil e que tem atraído grande interesse dos piscicultores pelo seu grande porte podendo atingir até três metros e chegar a pesar até 200 quilos na natureza. “Sua carne é branca, magra e permite produzir cortes sem espinha de excelente qualidade. Tem um alto desempenho produtivo na piscicultura”, diz Uribe.

Segundo explica a pesquisadora, a espécie tem a capacidade de respirar diretamente o ar da atmosfera, o que significa dizer que o seu crescimento não é limitado pela falta de oxigênio na água.

Quem visitar o estande terá acesso aos banners e poderá adquirir as cartilhas sobre a piscicultura e a criação de peixes no Amazonas, além de também poder apreciar um aquário com as principais espécies, além de ter a oportunidade de conversar com equipe da Estação de Aquicultura para tirar dúvidas e coletar mais informações.

Pós-Graduação

No estande da Estação de Aquicultura também terá informações sobre o Programa de Pós-Graduação em Aquicultura na Amazônia, uma iniciativa da Universidade Nilton Lins em parceria com o Inpa. O curso é coordenado pela pesquisadora do Inpa, Elizabeth Gusmão Affonso. O Amazonas é o único Estado do Norte que tem o curso que capacita os profissionais nessa área em nível de doutorado.

O programa também oferece curso em nível de mestrado e tem o objetivo de formar competências acadêmicas e profissionais em assuntos relacionados com os problemas da biologia específicos de piscicultura (aquicultura). Capacita os profissionais proporcionando-lhes domínios do conhecimento e habilidades adequadas para atuar na educação superior, na pesquisa e no desenvolvimento, e também como gestores ou consultores em aquicultura.

 

Fonte – Inpa

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