Ciência e Tecnologia

MEDIDAS PROFILÁTICAS E DE TRATAMENTOS FARMACOLÓGICOS DA PANDEMIA DE COVID-19

Os pesquisadores do Amazonas estão estudando com muito afinco a cura através da farmacologia a cura para a Covid – 19

ANANIAS ALVES CRUZ – 1

ANTÔNIO JOSÉ BITTENCOURT ROSA – 2

BRENA DE OLIVEIRA ANCHIETA – 3

BRUNNO DANTAS – 4

CLEINALDO DE ALMEIDA COSTA – 5

EVANDRO DA SILVA BRONZI – 6

JOHNSON PONTES DE MOURA – 7

RANNI PEREIRA SANTOS DANTAS – 8

RODINEI LUIZ DA SILVA BUCCO JÚNIOR – 9

MARIA RAIKA GUIMARÃES – 10

CARLOS EDUARDO MENDES PINTO – 11

CARLOS VICTOR BESSA CORREA – 12

1 – PROFESSOR ADJUNTO DOS CURSOS DE ENFERMAGEM, ODONTOLOGIA E MEDICINA DA UNIVERSIDADE DO ESTADO DO AMAZONAS-UEA E DOUTOR EM CIÊNCIAS EM FITOPATOLOGIA- USP;

2 – MESTRE EM IMPLANTODONTIA – SÃO LEOPOLDO MANDIC- CAMPINAS/SP;

3 – DISCENTE DO CURSO DE MEDICINA DA UNIVERSIDADE ESTADUAL DO AMAZONAS;

4 – MÉDICO OFTAMOLOGISTA- CRM 5270201-3;

5 – REITOR DA UNIVERSIDADE DO ESTADO DO AMAZONAS-UEA E DOUTOR EM MEDICINA PELA FACULDADE DE MEDICINA DA UNIVERSIDADE DE SÃO PAULO- FMUSP;

6 – Especialista em ortodontia e ortopedia facial – UNESP – SP / CFO;
Mestre em Odontologia – área de Ortodontia – UNESP / Araraquara /SP-
Doutor em ciências odontológicas – área de Ortodontia – UNESP / Araraquara / SP;

7 – ENGENHEIRO QUÍMICO E MESTRE EM ENGENHARIA QUÍMICA PELA UFRN; DISCENTE DO CURSO DE ODONTOLOGIA DA UNIVERSIDADE ESTADUAL DO AMAZONAS- UEA;

8 – Médica oftalmologista CRM PR 39762. Especialização em oftalmologia pela Clínica Oftalmológica de Pernambuco com conclusão em 2005, Fellow em Catarata e glaucoma pela Fundação Leiria de Andrade em 2006, observership em glaucoma pelo Jules Stein Eye Institute em UCLA/Califórnia/USA em 2006, Membra do Conselho Brasileiro de Oftalmologia e da Academia Americana de Oftalmologia;

9 – Possui Graduação em Odontologia pela Universidade Federal de Santa Maria; Mestre e Doutor em Implantodontia pela São Leopoldo Mandic Campinas/SP.

10 – Mestre em Imunologia Básica e Aplicada/ PPGIBA- UFAM (2014). Especialista em Infectologia pela Universidade do Estado do Amazonas – UEA (2013). Possui graduação em Enfermagem pela Universidade do Estado do Amazonas – UEA (2010). Atualmente é Professora Assistente da Escola Superior de Saúde da Universidade do Estado do Amazonas (ESA/UEA), atuando nas disciplina de Semiologia e Semiotécnica em Enfermagem, Interpretação de Exames Complementares. Compõe o corpo docente da Residência em Enfermagem Obstétrica e Neonatal da Universidade do Estado do Amazonas.
11 – PROFESSOR DO CURSO DE MEDICINA DA UNIVERSIDADE ESTADUAL DO AMAZONAS (UEA), MÉDICO PELA FACULDADE DE MEDICINA DE PETRÓPOLIS (RJ) E MESTRANDO EM CIRURGIA PELA UFAM- UNIVERSIDADE FEDERAL DO AMAZONAS. 12 – COORDENADOR-GERAL DO CURSO SUPERIOR DE TECNOLOGIA EM ALIMENTOS DA UNIVERSIDADE DO ESTADO DO AMAZONAS-UEA. EMAIL: jsolar07@gmail.com

Infelizmente hoje o Brasil é o campeão em casos novos/milhão de habitantes pelo desrespeito a regras sanitárias, especialmente a quarentena. Outra característica interessante é que a maioria dos casos novos e mortes por 100 mil habitantes ocorre nas regiões onde a maioria da população não tem acesso a água potável e saneamento básico: Norte e Nordeste, onde no século 21 discutem-se problemas sanitários do século 19. Em uma análise crítica, essas regiões pararam no século 19. Ao contrário do que muitos imaginavam, o clima não teve relação nenhuma com a disseminação da pandemia ocasionada pelo SARS-COV-2.

Existia uma narrativa que em Minas Gerais, por ter supostamente adotado isolamento vertical, houve poucos casos e controle absoluto sobre a pandemia ao contrário de Sao Paulo que adotou o isolamento horizontal: essa semana governador de Minas admitiu o erro e o pré colapso no sistema de saúde do estado; o vírus não respeita narrativas de direita, esquerda, centro, liberal ou estatista.

O gráfico a seguir é bem esclarecedor: regiões do mundo que foram rígidas no isolamento horizontal tiveram redução drástica dos casos novos e das mortes por COVID-19 ao contrário das Américas que quiseram inovar no combate a pandemia e serão carimbadas como continentes infectados, especialmente EUA e Brasil. Quem respeita as regras rígidas de distanciamento e isolamento social na pandemia como Asia e União Europeia consegue retomar a economia e a normalidade mais cedo (OMS, 2020).

A OMS (Organização Mundial de Saúde) também encerrou todas as pesquisas com Cloroquina; no projeto “Solidariedade” que reuniu vários centros o estudo da droga, demonstrou-se ineficácia da medicação para tratamento eficaz e comprovado cientificamente da Covid 19; FDA (departamento americano de controle de medicações) chegou a mesma conclusão. Tudo indica que os estudos em pacientes com estágio 1 e 2 da Covid 19 com Cloroquina também mostrarão a ineficácia ou eficácia muito pequena nos estágios inicias da infecção.

Por fim, a grande notícia é que a OMS anunciou estágios avançados nas pesquisas das vacinas e ja articula produção em massa de alguma vacina até o fim do ano para vacinar os grupos mais vulneráveis e proporcionar a retomada da vida normal o mais breve possível.

SARS-CoV-2: uma poderosa máquina molecular

• A Covid-19 é causada pelo novo coronavírus (SARS-CoV-2)
• O Vírus tem largura de 1/1000 de um fio de cabelo humano
• É mais uma máquina molecular do que um organismo vivo
• O núcleo do vírus contém seu genoma de RNA protegido por proteínas especiais
• A concha que envolve o núcleo é feita de uma membrana formada por uma célula hospedeira e proteínas da matriz codificadas pelo vírus
• Pequenos canais do envelope ajudam a construir a concha
• A infecção começa quando a proteína atinge a superfície do vírus e se liga à receptores das células hospedeiras
• Proteínas virais fazem com que a célula produza novas partículas virais, o que acaba matando a célula hospedeira
• Para combater os vírus, o organismo humano produz anticorpos protetores, que impedem que os vírus se liguem às células hospedeiras e atraem células imunes para destruir os vírus.
Há dezenas de pesquisas científicas em andamento no Brasil e no mundo em busca de um fármaco seguro e eficaz para o tratamento da Covid-19.

Artigo hoje no PNAS de Mario Molina, Premio Nobel de Quimica, sobre a efetividade do uso de mascaras para conter a pandemia. Conclusão: Uso de máscaras foi um fator determinante na China, Europa e Estados Unidos. Outra conclusão: Ciência sólida é essencial no processo de tomada de decisão nesta e nas futuras pandemias.

Eles concluem: “We conclude that wearing of face masks in public corresponds to the most effective means to prevent interhuman transmission, and this inexpensive practice, in conjunction with simultaneous social distancing, quarantine, and contact tracing, represents the most likely fighting opportunity to stop the COVID-19 pandemic. Our work also highlights the fact that sound science is essential in decision-making for the current and future public health pandemics.”(
https://www.pnas.org/content/early/2020/06/10/2009637117/tab-figures-data. Acessado em: 20 de junho de 2020).

No espaço molecular representado pelos fármacos em investigação, o remdesivir, descrito pela primeira vez em 2016 como um candidato para o Ebola, tem demonstrado potencial contra uma variedade de vírus de RNA. Sua atividade contra a família de vírus coronavírus (CoV), como SARS-CoV e MERS-CoV, foi descrita em 2017, e mais recentemente para o tratamento de infecções por SARS-CoV-2.

Com base nos resultados positivos de estudos pré-clínicos, a empresa americana Gilead Sciences iniciou dois estudos de fase clínica 3 para avaliar o remdesivir em pacientes com a Covid-19. Esses estudos, que contam com a aprovação da agência reguladora de medicamentos dos Estados Unidos (FDA), tratam da investigação da segurança e eficácia em pacientes (i) com manifestações clínicas graves, com a necessidade de oxigênio suplementar, e (ii) com manifestações moderadas da doença. Estudos de fase clínica 2 também estão em andamento no – The National Institute of Allergy and Infectious Diseases (NIAID) – em pacientes adultos hospitalizados e diagnosticados com a Covid-19. Além disso, o – Institut National de la Santé et de la Recherche Médicale – (INSERM), na França, está avaliando o remdesivir e outros candidatos em cooperação com a Gilead e a Organização Mundial da Saúde (OMS); entre outros estudos já iniciados e alguns em fase de implementação em diferentes centros de pesquisa pelo mundo.

Muitas doenças comuns no passado, como a poliomielite, sarampo, rubéola, tétano e coqueluche, deixaram de ser um problema de saúde pública por causa da vacinação em massa da população. Entretanto, as vacinas têm sido alvo de rumores e desconfianças de todos tipos, trazendo de volta o risco de epidemias de doenças já erradicadas. Isso não é novidade se observarmos que a resistência às vacinas está presente desde o início da vacinação contra a varíola no princípio do século XIX. Algumas das questões que historicamente influenciaram os movimentos antivacina ainda são relevantes nos dias de hoje, impulsionadas pela evolução dos meios de comunicação. Entre as principais, a liberdade de escolha, opiniões, emoções, crenças e ideologias.

Este especial da revista Nature sobre vacinas aborda uma variedade de assuntos atuais e interessantes sobre o tema: https://www.nature.com/collections/cihgefejhh

Um dos grandes desafios do século XXI é o convencimento das pessoas sobre os benefícios das vacinas, considerando-se a diversidade cultural, social e econômica entre as diversas regiões do planeta, com uma população global superior a 7,7 bilhões. O acesso a informações precisas, claras e honestas é fundamental, mas não basta para mudar a opinião das pessoas. A pior coisa a se fazer é dizer às pessoas que elas são ignorantes ou estúpidas. Em grande parte estamos falando sobre os filhos das pessoas e devemos lembrar que todos os pais querem o melhor para seus filhos. As autoridades de saúde devem ouvir e responder às perguntas e preocupações do público, respeitando as características locais e individualidades. Não se trata apenas de divulgar informações, mas de adotar uma abordagem mais útil e eficaz.

O importante é não deixar que doenças já erradicadas no Brasil e no mundo voltem a assombrar a sociedade.

O caminho pela frente é desafiador, mas o remdesivir tem mostrado bom potencial com base em resultados de estudos pré-clínicos e clínicos bem feitos. As altas exigências de cautela e rigor científico são um grande diferencial dessas pesquisas. Um exemplo a ser seguido por todos.

Tão relevante quanto a limpeza e a desinfecção das mãos com água e sabão e com álcool em gel 70 é a de superfícies em geral para evitar o contágio e a propagação do novo coronavírus (USP, 2020). Produtos desinfetantes, como álcool e água sanitária, são necessários neste processo de eliminação do vírus, cuja persistência em diversas superfícies varia de algumas horas até alguns poucos dias. Por exemplo, o vírus persiste no ar por até 3 horas, e em superfícies como aço inoxidável e plástico por 2 ou 3 dias. Para a escolha e o uso dos produtos alguns cuidados são indispensáveis.

Em relação ao álcool, soluções alcoólicas com pelo menos 70% de álcool (grau GL, fração em volume) são eficazes. O álcool etílico líquido com graduação 46,2° INPM, comumente encontrado em supermercados e usado nos mais variados casos, não é eficaz na eliminação do vírus.

A água sanitária ou água de Cândida (hipoclorito de sódio – NaClO-diluído em água), por outro lado, é reconhecidamente um poderoso antisséptico. As embalagens dos produtos informam o teor de cloro ativo. Em geral, este teor varia de 2 a 2,5 %. Esta é a concentração de cloro. Por exemplo, em embalagens de 1 litro (L), a quantidade de cloro ativo é de 20 a 25 gramas (g). Em água, o hipoclorito de sódio se dissocia facilmente, formando o ânion hipoclorito (ClO-), que por sua vez atua como desinfetante e bactericida. Esse íon pode também reagir com moléculas de água e formar o ácido hipocloroso (HClO) que também atua como poderoso agente desinfetante. Soluções diluídas de água sanitária são eficazes contra o coronavírus e podem ser usadas se apropriadas para a superfície. Deve-se seguir as instruções do fabricante para aplicação e ventilação adequada, além de verificar que produto ainda não tenha expirado, devido à evaporação do cloro. Diversos produtos de limpeza com cloro ativo podem ser encontrados no mercado e são apropriados para eliminar germes, vírus e bactérias na desinfecção doméstica, mantendo todos protegidos contra o SARS-COV-2 (USP, 2020).

Como recomendação, as autoridades competentes do Brasil poderiam divulgar uma lista de produtos disponíveis para profissionais de saúde e público em geral para o combate do novo CoronaVirus, como feito recentemente nos Estados Unidos pelo – The American Chemistry Council’s (ACC) Center for Biocide Chemistries (CBC) para produtos pré-aprovados pela U.S. Environmental Protection Agency (EPA).

De acordo com as orientações do Ministério da Saúde para tratamento medicamentoso precoce dos pacientes diagnosticados com a COVID-19 e considerando que até a data do término de elaboração deste artigo científico (20 de junho de 2020) que não existem evidências científicas robustas que possibilitem a indicação de terapia farmacológica específica para a COVID-19 e também que vale ressaltar a manutenção do acompanhamento da comunidade científica dos resultados de estudos com medicamentos é de extrema relevância para atualizar periodicamente as orientações para o tratamento da COVID-19, que existem muitos medicamentos em teste, com muitos resultados sendo divulgados diariamente, e vários destes medicamentos têm sido promissores em testes de laboratório e por observação clínica, mesmo com ainda muitos ensaios clínicos em análise e apesar de serem medicações utilizadas em diversos protocolos e de possuírem atividade in vitro demonstrada contra o coronavírus, fica evidente que ainda não há meta-análises de ensaios clínicos multicêntricos, controlados, cegos e randomizados que comprovem o benefício inequívoco dessas medicações para o tratamento da COVID-19. Desta forma, fica a critério do médico a prescrição, sendo necessária também a vontade declarada do paciente diagnosticado com COVID-19.

O diagrama melhor descritivo do novo Coronavírus evidencia em sua estrutura a pequena coleção de moléculas que lançou o mundo inteiro em um caos. Seu genoma codifica cerca de 25 proteínas necessárias ao vírus para infectar humanos e se autorreplicar. Entre elas, a glicoproteína spike (S), que reconhece uma enzima humana no estágio inicial da infecção, duas proteases, que clivam proteínas virais e humanas, a RNA-polimerase, que sintetiza o RNA viral e a endoribonuclease (conforme figuras a seguir):

Fonte: Universidade de São Paulo (USP, 2020)

Observem a bicamada lipídica exposta. O sabão é tão letalmente eficaz, pois assim como os detergentes, possuem sais de ácidos graxos, que são aquela longas moléculas formadas por uma parte apolar (hidrofóbica) e uma extremidade polar (hidrófila). As moléculas de sabão “competem” com os lipídios na membrana do vírus e com ligações não-covalentes que ajudam as proteínas, o RNA e os lipídios a se unirem, “dissolvendo” a cola que mantém a integridade do vírus. As pesquisas científicas mostram que os pacientes com Covid-19 evoluem para quadros críticos de tromboembolia cardíaca e pulmonar. Por isso os pacientes internados são tratados com anticoagulantes como a heparina. Porém, nos primeiros sintomas da doença (2 a 5 dias), o melhor é tratar o paciente com retrovirais, antiinfamatorios (devido a resposta-imune da tempestade de citocinas) e antibióticos. Como já evidenciados em alguns artigos da Literatura médica, o SARS-CoV-2 liga-se, através de sua proteína “spike” (S), a diversos receptores do tipo ACE2 presentes na membrana plasmática de muitos tecidos. Desta forma, os tecidos com maiores números de células com receptores ACE2 estão na mucosa da boca, nariz, traqueia e pulmão. Por isso, foi observado nestes estudos científicos que esses tecidos são os primeiros a ser invadidos pelo novo CoronaVirus. Veículos de comunicação de alguns países estão apresentando a informação de que os medicamentos que contêm os princípios ativos cloroquina e hidroxicloroquina (um análogo simples da cloroquina) são úteis para a profilaxia, tratamento ou cura da infecção causada pelo novo coronavírus (COVID-19). Apesar dos resultados promissores descritos por alguns estudos na literatura médica, não há evidências científicas ou dados conclusivos de natureza clínica que comprovem a eficácia do uso desses medicamentos para o tratamento do novo coronavírus. Não existem recomendações de agências reguladoras no mundo para o uso destes medicamentos para a COVID-19. Este é também o caso no Brasil, não há recomendação da Anvisa para a sua utilização em pacientes infectados ou mesmo como forma de prevenção à contaminação pelo novo coronavírus. Deve ficar evidente que para a inclusão de novas indicações terapêuticas em medicamentos é necessário Tem circulado a informação de que os medicamentos que contêm os princípios ativos cloroquina e hidroxicloroquina (um análogo simples da cloroquina) são úteis para a profilaxia, tratamento ou cura da infecção causada pelo novo coronavírus (COVID-19). Apesar dos resultados promissores descritos por alguns estudos na literatura, não há evidências ou dados conclusivos que comprovem a eficácia do uso desses medicamentos para o tratamento do novo coronavírus. Não existem recomendações de agências reguladoras no mundo para o uso destes medicamentos para a COVID-19. Este é também o caso no Brasil, não há recomendação da Anvisa para a sua utilização em pacientes infectados ou mesmo como forma de prevenção à contaminação pelo novo coronavírus. Deve ficar claro que para a inclusão de novas indicações terapêuticas em medicamentos é necessário conduzir estudos clínicos em uma amostra representativa de seres humanos, demonstrando a segurança e a eficácia para o uso pretendido. Novos e melhores testes estão em andamento e é preciso aguardar os resultados. Por essa razão, nada justifica a correria desenfreada pela compra destes medicamentos. Além da simples perda de tempo e dinheiro, tais ações prejudicam as pessoas que realmente precisam dos medicamentos para os tratamentos ativos indicados (conforme orientações do Conselho Federal de Medicina, 2020).

No Brasil, alguns laboratórios comercializam o difosfato de cloroquina e o sulfato de hidroxicloroquina que são indicados para o tratamento da malária (crises agudas e tratamento supressivo da malária por Plasmodium vivax, P. ovale, P. malariae e cepas sensíveis de P. falciparum); artrite reumatoide (inflamação crônica das articulações); lúpus eritematoso sistêmico (doença multissistêmica); lúpus eritematoso discoide (lúpus eritematodo da pele); e outras condições dermatológicas provocadas ou agravadas pela luz solar.

A automedicação pode representar um grave risco à saúde das pessoas. As manifestações tóxicas da cloroquina estão relacionadas com efeitos cardiovasculares (hipotensão, vasodilatação, supressão da função miocárdica, arritmias cardíacas, parada cardíaca) e do sistema nervoso central (confusão, convulsões e coma). As doses terapêuticas usadas no tratamento oral podem causar cefaleia, irritação do trato gastrointestinal, tontura, distúrbios visuais, urticária, entre outros. Doses diárias altas podem resultar em retinopatia e ototoxicidade irreversíveis. O tratamento prolongado com altas doses podem causar miopatia tóxica, cardiopatia e neuropatia periférica, visão borrada, diplopia, confusão, convulsões, erupções, quineloides na pele, embranquecimento dos cabelos, alargamento do complexo QRS e anormalidade da onda T. Em casos raros podem ocorrer hemólise e discrasias sanguíneas. A cloroquina é um fármaco que apresenta estreita margem de segurança e uma dose única de 30 mg/kg pode ser fatal segundo o Conselho Federal de Medicina (CFM, 2020).

Além disso, há o problema das interações medicamentosas. Por exemplo, a cloroquina interage no organismo humano com uma variedade de fármacos. Não deve ser administrada concomitantemente com mefloquina, porque aumenta o risco de convulsões. O mesmo é válido para a associação com anticonvulsivantes, pois a cloroquina se opõe à ação dos mesmos. A associação com amiodarona ou halofantrina aumenta o risco de arritmias ventriculares. A cloroquina aumenta o risco de toxicidade da digoxina e ciclosporina. Deve ser evitado o uso com antiácidos à base de trissilicato de magnésio e produtos contendo caolim e pectina, pois provocam a diminuição da absorção do medicamento. O medicamento reduz a biodisponibilidade do praziquantel. A cloroquina pode interferir na imunogenicidade de certas vacinas. Embora o perfil de segurança da hidroxicloroquina seja relativamente superior ao da cloroquina, o uso da hidroxicloroquina também está sujeito a várias interações medicamentosas descritas para a cloroquina. Fica claro que a cloroquina e a hidroxicloroquina apresentam sérios efeitos adversos que podem ser experimentados pelas pessoas que optaram pela automedicação contra a COVID-19.

Embora não se pretenda entrar em um assunto ainda mais complicado, é preciso observar que a cloroquina exibe uma farmacocinética complexa. Os níveis plasmáticos do fármaco logo após sua administração são determinados pela velocidade de distribuição e não pela de eliminação. Existe também o problema da extensa ligação com os tecidos, o que requer uma dose de ataque para obter concentrações plasmáticas eficazes. A meia-vida da cloroquina aumenta de poucos dias para semanas à medida que os níveis plasmáticos declinam. A meia-vida terminal varia de 30 a 60 dias e vestígios do fármaco podem ser encontrados na urina durante anos após o uso terapêutico.

Se os resultados dos estudos em andamento com a cloroquina e hidroxicloroquina forem positivos e resultarem numa nova indicação para o novo coronavírus, outra questão ganhará grande importância: a produção em larga escala do medicamento para o tratamento de centenas de milhares de pessoas. Laboratórios especializados em medicamentos genéricos nos Estados Unidos, como a Teva e a Mylan, já anunciaram o aumento da produção. Esta parece uma medida prudente. Não existe no Brasil informação similar, por exemplo, da Cristália que produz o difosfato de cloroquina, ou da Apsen, que produz o sulfato de hidroxicloroquina.

Em decorrência dos argumentos expostos, é fundamental oferecermos as pessoas os melhores esclarecimentos para que elas sejam capazes de tomar decisões informadas, ou seja, de não comprarem medicamentos sem a devida orientação e prescrição médica e de não tomarem estes medicamentos na esperança de um efeito profilático, ou de um possível tratamento ou mesmo cura para o novo coronavírus. conduzir estudos clínicos em uma amostra representativa de seres humanos, demonstrando a segurança e a eficácia para o uso pretendido. Novos e melhores testes estão em andamento e é preciso aguardar os resultados. Por essa razão, nada justifica a correria desenfreada pela compra destes medicamentos. Além da simples perda de tempo e dinheiro, tais ações prejudicam as pessoas que realmente precisam dos medicamentos para os tratamentos ativos indicados.

No Brasil, alguns laboratórios comercializam o difosfato de cloroquina e o sulfato de hidroxicloroquina que são indicados para o tratamento da malária (crises agudas e tratamento supressivo da malária por Plasmodium vivax, P. ovale, P. malariae e cepas sensíveis de P. falciparum); artrite reumatoide (inflamação crônica das articulações); lúpus eritematoso sistêmico (doença multissistêmica); lúpus eritematoso discoide (lúpus eritematodo da pele); e outras condições dermatológicas provocadas ou agravadas pela luz solar (USP, 2020).

A automedicação pode representar um grave risco à saúde das pessoas. As manifestações tóxicas da cloroquina estão relacionadas com efeitos cardiovasculares (hipotensão, vasodilatação, supressão da função miocárdica, arritmias cardíacas, parada cardíaca) e do sistema nervoso central (confusão, convulsões e coma). As doses terapêuticas usadas no tratamento oral podem causar cefaleia, irritação do trato gastrointestinal, tontura, distúrbios visuais, urticária, entre outros. Doses diárias altas podem resultar em retinopatia e ototoxicidade irreversíveis. O tratamento prolongado com altas doses podem causar miopatia tóxica, cardiopatia e neuropatia periférica, visão borrada, diplopia, confusão, convulsões, erupções, quineloides na pele, embranquecimento dos cabelos, alargamento do complexo QRS e anormalidade da onda T. Em casos raros podem ocorrer hemólise e discrasias sanguíneas. A cloroquina é um fármaco que apresenta estreita margem de segurança e uma dose única de 30 mg/kg pode ser fatal.

Vale também pontuar que há o problema das interações medicamentosas. Por exemplo, a cloroquina interage no organismo humano com uma variedade de fármacos. Não deve ser administrada concomitantemente com mefloquina, porque aumenta o risco de convulsões. O mesmo é válido para a associação com anticonvulsivantes, pois a cloroquina se opõe à ação dos mesmos. A associação com amiodarona ou halofantrina aumenta o risco de arritmias ventriculares. A cloroquina aumenta o risco de toxicidade da digoxina e ciclosporina. Deve ser evitado o uso com antiácidos à base de trissilicato de magnésio e produtos contendo caolim e pectina, pois provocam a diminuição da absorção do medicamento. O medicamento reduz a biodisponibilidade do praziquantel. A cloroquina pode interferir na imunogenicidade de certas vacinas. Embora o perfil de segurança da hidroxicloroquina seja relativamente superior ao da cloroquina, o uso da hidroxicloroquina também está sujeito a várias interações medicamentosas descritas para a cloroquina. Fica claro que a cloroquina e a hidroxicloroquina apresentam sérios efeitos adversos que podem ser experimentados pelas pessoas que optaram pela automedicação contra a COVID-19.

Embora não se pretenda entrar em um assunto ainda mais complicado, é preciso observar que a cloroquina exibe uma farmacocinética complexa. Os níveis plasmáticos do fármaco logo após sua administração são determinados pela velocidade de distribuição e não pela de eliminação. Existe também o problema da extensa ligação com os tecidos, o que requer uma dose de ataque para obter concentrações plasmáticas eficazes. A meia-vida da cloroquina aumenta de poucos dias para semanas à medida que os níveis plasmáticos declinam. A meia-vida terminal varia de 30 a 60 dias e vestígios do fármaco podem ser encontrados na urina durante anos após o uso terapêutico (USP, 2020).

Se os resultados dos estudos em andamento com a cloroquina e hidroxicloroquina forem positivos e resultarem numa nova indicação para o novo coronavírus, outra questão ganhará grande importância: a produção em larga escala do medicamento para o tratamento de centenas de milhares de pessoas. Laboratórios especializados em medicamentos genéricos nos Estados Unidos, como a Teva e a Mylan, já anunciaram o aumento da produção. Esta parece uma medida prudente. Não existe no Brasil informação similar, por exemplo, da Cristália que produz o difosfato de cloroquina, ou da Apsen, que produz o sulfato de hidroxicloroquina.

Portanto , é imperioso oferecermos as pessoas os melhores esclarecimentos para que elas sejam capazes de tomar decisões informadas, ou seja, de não comprarem medicamentos sem a devida orientação e prescrição médica e de não tomarem estes medicamentos na esperança de um efeito profilático, ou de um possível tratamento ou mesmo cura para o novo coronavírus.

De acordo com o protocolo de tratamento para pacientes com sintomas leves de covid-19, o Ministério da Saúde incluiu hoje (20 de maio de 2020) a cloroquina, e seu derivado hidroxicloroquina. De acordo com o documento divulgado pela pasta, cabe ao médico a decisão sobre prescrever ou não este fármaco, sendo necessária também a vontade declarada do paciente, com a assinatura do Termo de Ciência e Consentimento.

Nesse link tem o termo de consentimento e tratamento com orientações.
https://coronavirus.saude.gov.br/index.php/manejo-clinico-e-tratamento?fbclid=IwAR0QPYyDym6ksuPQxzOgtBQG1VBtVmieJYZQH7OyVkuD5Xquwl2FfWgGesY

O debate da utilização de novos fármacos como a Cloroquina e Hidroxicloroquina deve ser conduzido com bom senso e inteligência. A ciência é feita de fatos e evidências sólidas. O artigo coloca em discussão duas questões-chave sobre o uso da cloroquina ou hidroxicloroquina, que são resumidas no quadro a seguir:

Link para o artigo – Annals of Internal Medicine: https://www.acpjournals.org/doi/pdf/10.7326/M20-1998. Acessado em: 20 de maio de 2020.

Praticamente desde o início da pandemia do SARS-COV-2, vários métodos terapêuticos e preventivos têm sido testados, entre eles os principais são: remdesivir, favipiravir, ribavirina, lopinavir-ritonavir (usado em combinação) e cloroquina ou hidroxicloroquina.

A hidroxicloroquina (HCQ) uma versão menos tóxica da cloroquina, é uma droga antimalárica e imunomoduladora que tem sido testada de forma extensiva desde do começo da pandemia.

Parte desse interesse na droga foi devido aos promissores estudos iniciais que apontavam a sua grande atividade antiviral quando testada in vitro, porém, quando novos estudos foram realizados o resultado inicial da droga foi posto em dúvida, sendo que atualmente não existem evidências convincentes oriundas de ensaios clínicos bem projetados para apoiar o uso de cloroquina ou hidroxicloroquina com boa eficácia e segurança no tratamento da covid-19.

Vale ressaltar que a cloroquina (CQ) e a hidroxicloroquina (HCQ) pertencem, quimicamente,a classe das 4-aminoquinolinas. Possuem uma estrutura central aromática planar comum ligada às corresponderes cadeias laterais básicas. São administradas como fosfato e sulfato, respetivamente, em suas formas racêmicas (misturas equimolares dos enantiômeros R e S). A eficácia, segurança e interações medicamentosas da CQ e HCQ estão associadas às suas estruturas químicas e ao metabolismo estereosseletivo mediado pelas enzimas do citocromo P450, principalmente, CYP2C8, CYP3A4, CYP2D6 e CYP1A1 (conforme pesquisas da USP, 2020).

Os estudos destes fármacos foram em decorrência aos promissores estudos iniciais que apontavam a sua grande atividade antiviral quando testada “in vitro”; no entanto, quando novos estudos foram realizados o resultado inicial desta substância foi colocada em dúvida, sendo que atualmente não existem evidências científicas convincentes oriundas de ensaios clínicos bem projetados para apoiar o uso de cloroquina ou hidroxicloroquina com boa eficácia e segurança no tratamento da pandemia do novo Coronavírus. O coronavírus possui uma membrana oleosa com instruções genéticas que permitem fazer milhões de autocópias e que estão codificadas em cerca de 30.000 letras do RNA – A, C, G, U – que a célula infectada reconhece e traduz em muitos tipos de proteínas virais.

Em Wuhan, China, ocorreu o primeiro sequenciamento do novo coronavírus. Com o vírus se espalhando para muitas pessoas, vários genomas foram comparados e revelaram apenas algumas mutações, sugerindo que os diferentes genomas tinham um ancestral comum recente. Já fora de Wuhan, com o vírus se espalhando rapidamente, foram identificadas outras gerações de novos vírus com outras mutações. Por exemplo, duas letras do RNA mudaram para U.

As mutações geralmente alteram um gene sem alterar a proteína resultante. Essas são “mutações silenciosas”. Por outro lado, as mutações “não silenciosas” alteram a sequência de uma proteína. Uma amostra do coronavírus de Guangzhou adquiriu duas mutações não silenciosas.

Mas as proteínas podem ser feitas de centenas ou milhares de aminoácidos. Alterar um único aminoácido geralmente não tem efeito em suas estruturas ou em como elas funcionam. Com o passar dos meses, partes do genoma do coronavírus ganharam muitas mutações, revelando importantes detalhes sobre a biologia do vírus.

E é aqui que a química encontra as bases propedêuticas biológicas em benefício da saúde humana. De particular interesse são as partes com poucas mutações que podem destruir o coronavírus, causando alterações desastrosas em suas proteínas. Essas regiões essenciais podem ser alvos atrativos para combater o vírus com novos medicamentos antivirais.
(Fonte: Universidade de São Paulo (USP, 2020).

A doença de coronavírus 2019 (COVID-19), causada pelo betacoronavírus SARS-CoV-2, é um desafio mundial para os sistemas de saúde. A principal causa de mortalidade em pacientes com COVID-19 é a insuficiência respiratória hipóxica da síndrome do desconforto respiratório agudo (SDRA) 1. Até o momento, as células endoteliais pulmonares (CEs) têm sido amplamente negligenciadas como um alvo terapêutico no COVID-19, mas evidências emergentes sugerem que essas células contribuem para o início e a propagação da SDRA alterando a integridade da barreira do vaso, promovendo -coagulativo, induzindo inflamação vascular (endotelite) e mediando a infiltração de células inflamatórias2,3. Portanto, uma melhor compreensão mecanicista da vasculatura é de extrema importância.

Segundo a OMS (Organização Mundial de Saúde), o Brasil é o único país que manteve o crescimento no número de casos e mortes depois de 50 dias de pandemia.

Diferentemente das demais nações que ocupam hoje o top-10 no número de infectados, os brasileiros são os únicos que mantiveram a evolução progressiva depois de 50 dias.

Com o aumento dos casos desde o mês passado (maio de 2020), o Brasil assumiu o segundo posto no mundo em contaminações, atrás apenas dos Estados Unidos, e ocupa o quarto lugar em mortes, ficando abaixo dos próprios norte-americanos, além de Reino Unido e Espanha – ultrapassou a Itália nesta quinta-feira. O cenário pode ser ainda muito pior, já que a Organização Mundial de Saúde (OMS) aponta que o país sul-americano não está no pico máximo da doença, o que deve ocorrer a partir da metade de julho, de acordo com especialistas.

Nós mantivemos o isolamento por quase dois meses em média por 50% e depois sempre caindo, um índice muito baixo. Hoje, por exemplo, segundo o Instituto In Loco, o Brasil atingiu 39,5% de adesão às medidas de isolamento. E esse é o grande motivo do alto número de contaminações e mortes.

Até o momento (20 de junho de 2020), não há intervenções farmacológicas com efetividade e segurança comprovada que justifique seu uso de rotina no tratamento da COVID-19, devendo os pacientes serem tratados preferencialmente no contexto de pesquisa clínica. As recomendações serão revisadas continuamente de forma a capturar a geração de novas evidências.

Considerações Finais:

Em suma, o uso estratégico e bem fundamentado da informação química a partir da biodiversidade brasileira é fulcral e torna-se imperioso na era da Inteligência Artificial para impulsionar descobertas inovadoras, particularmente, na área de química medicinal e planejamento de medicamentos. O Brasil possui aproximadamente 20% da biodiversidade do planeta, contudo, grande parte permanece inexplorada. Mais de 54 mil substâncias da nossa rica biodiversidade serão investigadas, estabelecendo dois cenários fundamentais: conexão da informação e organização de dados para descoberta de novos fármacos para tratamentos idôneos e científicos da pandemia do novo CoronaVirus (SARS-COV-2) de forma hodierna. Vale ressaltar a necessidade de realizar uma Reflexão Crítica sobre as mudanças climáticas, pandemia do COVID 19 e o atual sistema econômico mostra que o liberalismo faz muito mal ao planeta e a nossa civilização. A insuficiência do sistema de saúde e a diminuição do Estado em geral trouxeram vulnerabilidades enormes em nossa sociedade.

Estamos despreparados para enfrentar as mudancas climáticas. Falta governança global e cooperação entre as nações, fatos escancarados pela pandemia do COVID 19.

“O Estado estará fraco demais para enfrentar a mudança climática. Caso houvesse escassez de água, não seria algo que os capitalistas resolveriam. Teremos de mudar a economia e decidir como supriremos a ausência do Estado.”

(Leitura legal sobre o atual estado de nossa civilização).

Vale também realizar uma incrível similaridade da pandemia ocasionado pelo novo CoronaVirus (COVID-19) e a peste negra de 1348, como discutido pela obra prima de Boccaccio em “The Decameron”. Os ricos se isolavam da peste negra no interior, colocando os pobres para trabalhar para eles nas cidades, e morrer aos milhões. De 40 a 50% da população da Europa foi dizimada. O mesmo sentimento hoje de desprezo pela Vida dos pobres, como há 700 anos.

Acabar com o isolamento social hoje beneficia principalmente os mais ricos que ficam em casa, com os pobres arriscando a Vida ganhando somente o pão do dia-a-dia.

Em decorrência dos argumentos elencados, torna-se imperioso também fazer uma análise crítica sobre as Mudanças climáticas e perda de biodiversidade são fatores de risco para a emergência de novas pandemias como a COVID-19, SARS, Ebola, dengue, Leishmaniose. Além disso, a pandemia ocasionada pelo SARS-COV-2 teria tido menor impacto se a agenda 2030 tivesse avançado, com acesso à água limpa e saneamento básico. Isso mostra claramente que preservação ambiental e sustentabilidade são poderosas ferramentas para que a humanidade tenha mais recursos para lidar com futuras pandemias que virão por aí. Portanto, a Amazônia é uma região chave para isso, pois é um enorme reservatório de patógenos que podem entrar em contato com nossa sociedade. Temos que nos preparar para isso aqui no Brasil e globalmente.

Referências:

www.americanchemistry.com/Novel-Coronavirus-Fighting-Products-List.pdf. Acessado em: 20 de junho de 2020.
https://www.nature.com/articles/d41586-019-03635-9. Acessado em: 20 de junho de 2020. https://educacao.estadao.com.br/blogs/ponto-edu/wp-content/uploads/sites/86/2020/05/diretrizes-para-o-tratamento-farmacologico-da-covid-v18mai2020-1_180520203354.pdf. Acessado em: 14 de junho de 2020.

https://coronavirus.saude.gov.br/index.php/manejo-clinico-e-tratamento?fbclid=IwAR0QPYyDym6ksuPQxzOgtBQG1VBtVmieJYZQH7OyVkuD5Xquwl2FfWgGesY. Acessado em: 14 de junho de 2020.
https://www.pnas.org/content/early/2020/06/10/2009637117/tab-figures-data. Acessado em: 20 de junho de 2020.

 

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