A cada carnaval, milhares de pessoas saem às ruas deixando-as cobertas de resíduos – em sua ampla maioria, embalagens e materiais recicláveis. O maior problema disso é que quase nada é recuperado e praticamente TUDO vai parar no aterro sanitário, pois a Prefeitura de São Paulo não tem uma política eficiente de recuperação dessas matérias primas.
Os Catadores de Materiais Recicláveis fazem o que podem para limpar a cidade de maneira gratuita e sem apoio da Prefeitura da SP, que paga bilhões de reais para empresas descartarem quase a totalidade em aterros sanitários.
Nesse Carnaval 2018 vamos fazer diferente: organizamos o Bloco da Reciclagem – um bloco de trabalho e protesto para denunciar a situação precária de trabalho dos Catadores na maior cidade do país.
Vamos trabalhar gratuitamente limpando as ruas e mostrar que é possível fazer uma cidade sustentável na prática. Essa ação é de protesto para que os catadores de materiais recicláveis de São Paulo mostrem como limpar a cidade, com coleta seletiva e inclusão social.
Será no dia 13 de fevereiro, a partir das 11 horas, na região do Largo da Batata, onde se concentram alguns blocos de carnaval de rua nesse período.
Os Catadores e Catadoras da Cidade de São Paulo, já há muito tempo vêm sofrendo com as políticas de desvalorização do seu trabalho, e dificuldade na implementação do Plano de Gestão Integrada de Resíduos Sólidos (PGIRS), em que os atores principais são os catadores e catadoras.
No início deste ano, todas as cooperativas tiveram suspensos o serviço de caminhões de coletas inviabilizando uma parte do trabalho dos Catadores. Esse trabalho, que deveria ser pago integralmente pela prefeitura, é sustentado apenas pelo material que os trabalhadores e trabalhadoras conseguem recuperar, uma situação insustentável devido a oscilação de preços no mercado de recicláveis.
Nossa categoria realiza a educação ambiental, relação direta com a população onde fazem as coletas e evitam que grande quantidade do lixo produzido pela população vá para os bueiros, rios e para o aterro sanitário. Mas este ano, a política do Prefeito Doria, de Cidade Linda está tirando o direito de trabalho desta categoria. Com a retirada dos caminhões gaiola, muitas sobreviviam com este instrumento para coletar os materiais recicláveis e levar o pão para sua família. Com esta ação, algumas cooperativas estão fechando por falta de material.
Fonte – MNCR




