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Reforma Tributária para frutas, flores e hortaliças é assunto de reunião

A Confederação da Agricultura e Pecuária do Brasil (CNA) realizou uma reunião conjunta das Comissões Nacionais de Fruticultura e de Hortaliças e Flores para debater os principais impactos do texto da Reforma Tributária (PEC 45/2019) aprovado na Câmara dos Deputados.

Na abertura do encontro, o presidente da Comissão Nacional de Hortaliças e Flores, Manoel Oliveira, destacou a importância de discutir o tema para esclarecer alguns pontos que podem trazer preocupação para o setor.

“O TEXTO SERÁ AVALIADO NO SENADO FEDERAL E HÁ POSSIBILIDADE DE ALTERAÇÃO, ENTÃO DEVEMOS FICAR ATENTOS ÀS DEFINIÇÕES DADAS EM LEI COMPLEMENTAR. A TRIBUTAÇÃO PARA O SETOR DE FLORES E ORNAMENTAIS PODE INVIABILIZAR A ATIVIDADE, POIS NÃO TEMOS ESPAÇO PARA REPASSAR ESSE VALOR PARA O CONSUMIDOR FINAL”, AFIRMOU MANOEL.

O coordenador do Núcleo Econômico da CNA, Renato Conchon, fez uma apresentação sobre o contexto da tramitação da reforma no país e citou os itens que precisaram ser aperfeiçoados para garantir um texto justo para o agro.

“É importante entender que apesar de existir a possibilidade de o Senado alterar o texto, nós conseguimos fazer com que ele evoluísse muito em relação ao que era no início”, disse.

Na reunião, Renato alertou os representantes das duas comissões sobre a importância e o nível de detalhamento que deverá ser trabalhado na Lei Complementar. Dentre os pontos, ele destacou a definição da cesta de produtos a qual será concedida a redução em 100% das alíquotas dos tributos.

“É A LEI COMPLEMENTAR QUE VAI DIZER O QUE VAI TER ALÍQUOTA REDUZIDA OU NÃO, ENTÃO ELA TEM QUE SER MUITO BEM TRABALHADA. IMPORTANTE LEMBRAR QUE A ALÍQUOTA ZERO GARANTE A MANUTENÇÃO DOS CRÉDITOS”, EXPLICOU CONCHON.

Durante o debate, a assessora técnica da CNA, Maria Angélica Ferreira, esclareceu as dúvidas dos participantes em relação aos processos de aprovação do texto, as prováveis mudanças e as preocupações com alguns tópicos.

A vice-presidente da Comissão Nacional de Fruticultura, Nilde Antunes Rodrigues, afirmou que a entidade e outras entidades do setor terão o desafio de se dedicar, além de todos os outros setores do agro, às cadeias produtivas de frutas, flores e hortaliças em função da diversidade de produtos e suas particularidades. “Teremos que nos debruçar sobre o tema para não trazer prejuízos para os produtores”.

 

 

Fonte – Sou Agro

Foto – Divulgação

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