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Contribuição do MEI aumenta em 2026 e pede mais organização no bolso

Especialista explica como manter as contas em dia e transformar esse ajuste em um passo para investir e planejar o futuro com mais segurança.
O aumento da contribuição do MEI em 2026 muda a rotina financeira de milhões de trabalhadores que atuam por conta própria.
Com planejamento simples e controle dos gastos, é possível encaixar o novo valor no orçamento sem sufoco.

Com o reajuste do salário mínimo nacional para R$ 1.621,00 em 2026, a contribuição mensal do Microempreendedor Individual também foi atualizada. O valor do MEI é calculado com base no salário mínimo e varia conforme a atividade exercida, como comércio, indústria ou prestação de serviços, o que exige ainda mais atenção de quem trabalha por conta própria.

Mesmo nos meses em que não há faturamento, o pagamento do Documento de Arrecadação do Simples Nacional, o DAS-MEI, continua obrigatório. A guia deve ser quitada até o dia 20 de cada mês para garantir benefícios importantes, como aposentadoria, auxílio-doença, salário-maternidade e pensão por morte.

Para o educador financeiro Renato Costa, do Sicoob, o aumento da contribuição do MEI não precisa virar um peso constante no orçamento. Segundo ele, o segredo está em organização e na forma como o empreendedor encara essa despesa no dia a dia do negócio.

“A contribuição mensal é parte do custo de manter a empresa funcionando e o CNPJ regular. Quando o MEI inclui esse valor no planejamento financeiro, fica mais fácil manter as contas em dia e ainda pensar em reserva de emergência e investimentos para o futuro”, explica o especialista.

Renato Costa também chama atenção para o prazo fixo de vencimento do DAS-MEI, que é sempre no dia 20, independentemente de o mês ter sido bom ou fraco em vendas. “Antecipar esse compromisso no planejamento evita atrasos, juros e dor de cabeça. Não dá para esperar o boleto chegar para lembrar que ele existe”, reforça.

Três passos para conciliar o novo DAS, a reserva de emergência e os investimentos

Para não deixar que o reajuste da contribuição desorganize as contas, o especialista sugere três passos práticos de educação financeira voltados ao MEI.

Separar o dinheiro do negócio e o dinheiro pessoal

“O primeiro movimento é não misturar o caixa da empresa com o orçamento da casa. Ao receber pelos serviços ou vendas, o MEI deve priorizar os custos do negócio, onde entra o DAS, as demais despesas e, continuamente, uma fatia para reserva de emergência e investimentos”, explica. Essa divisão deve ser planejada antes mesmo dos recebimentos, pois ela ajuda a enxergar a realidade do negócio e fazer projeções ou ajustes para os próximos ciclos.​

Tratar o DAS-MEI como despesa fixa

Segundo o especialista, o ideal é incluir a contribuição do MEI no planejamento mensal, pois ele é uma despesa fixa, ao lado de despesas como aluguel, energia e internet. “A melhor estratégia é ter sempre um fluxo de caixa bem definido e atualizado diariamente. Esse fluxo também deve conter todas as previsões de recebimento e pagamentos para os próximos meses, pois assim o empreendedor consegue acompanhar de perto todas as movimentações, antecipar pagamentos e se prevenir de eventuais contratempos”, explica.

Construir reserva de emergência e começar a investir, mesmo com pouco

Mesmo com orçamento limitado, o MEI deve buscar montar uma reserva para emergências que cubra por um período os custos fixos do negócio e das despesas essenciais da família (separados), preferencialmente em aplicações de baixo risco e liquidez diária. “Um exemplo que temos no cooperativismo é o Recibo de Depósito Cooperativo (RDC), um investimento seguro, com rentabilidade atrativa e alta liquidez, ideal para quem quer fazer o dinheiro render mais, sem abrir mão de previsibilidade e segurança”, destaca.

Renato também alerta que, após garantir a reserva, é possível direcionar, com planejamento, valores para investimentos voltados a objetivos de médio e longo prazo, como aposentadoria complementar, compra de equipamentos ou expansão do negócio.

​Ajustar preços e rotinas para não perder renda

Além de organizar o orçamento, o reajuste do salário-mínimo e da contribuição do MEI pode ser um momento para revisar tabela de preços, custos e produtividade.

“Se os gastos fixos aumentaram, é fundamental avaliar se o valor cobrado pelos produtos ou serviços acompanha essa nova realidade. Muitas vezes, pequenos ajustes de preço ou melhoria de processos já são suficientes para absorver o impacto do DAS e outros custos e ainda abrir espaço para poupar e investir”, afirma o especialista.

Gestão financeira descomplicada com o Sicoob

Para apoiar o Microempreendedor Individual nessa jornada, o Sicoob oferece o curso de Finanças para MEI, disponível na plataforma Se Liga Finanças ON. O conteúdo ensina de forma prática como fazer uma boa gestão financeira do negócio. O acesso é gratuito e pode ser feito pelo site: . E não para por aí: o Sicoob também disponibiliza consultorias financeiras individuais, gratuitas e online, realizadas por orientadores financeiros especializados. O serviço está disponível no site .​

 

 

Fonte – Ascom

Edição – Coopnews

Foto – Divulgação/Ascom

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