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Número de catadores MEI cresce no Brasil e já passa de 16 mil

O Brasil já conta com mais de 16 mil catadores de materiais recicláveis formalizados como MEI, ampliando a presença desses trabalhadores na economia formal.
A formalização fortalece a atividade de coleta de materiais recicláveis, amplia oportunidades e dá mais reconhecimento ao trabalho dos catadores no país.
Levantamento do Sebrae aponta que o número de catadores registrados como MEI mais que triplicou nos últimos 11 anos no Brasil.

No Brasil, milhares de catadores de materiais recicláveis estão conquistando mais visibilidade e reconhecimento ao se formalizarem como MEI. A mudança representa muito mais que um CNPJ: abre portas para políticas públicas, acesso a direitos e melhores condições de trabalho para quem atua diariamente na coleta de materiais recicláveis.

Levantamento do Sebrae, com base em dados da Receita Federal e do Cadastro Único, mostra que o país já soma mais de 16,1 mil catadores registrados como MEI. Desse total, cerca de 70% seguem com os registros ativos, fortalecendo a presença desses trabalhadores na economia formal do Brasil.

O crescimento chama atenção. Em apenas 11 anos, o número de catadores ativos como MEI mais que triplicou, passando de 3,2 mil em 2014 para 10,8 mil em 2025. Atualmente, o Sebrae acompanha diretamente mais de 5 mil profissionais do setor, e 83,4% estão com impostos e declarações em dia.

Para o presidente do Sebrae, Décio Lima, reconhecer o papel desses trabalhadores é essencial. Segundo ele, os catadores de materiais recicláveis desempenham uma função fundamental para a sociedade e para o meio ambiente no Brasil, ajudando diariamente a reduzir impactos ambientais e fortalecer a economia circular.

O perfil dos catadores também revela dados importantes. Mais de 70% têm entre 30 e 59 anos. Embora os homens representem a maioria da atividade, as mulheres se destacam quando o assunto é formalização: elas possuem a maior proporção de registros ativos como MEI.

A presença dos catadores de materiais recicláveis como MEI está concentrada principalmente no Sudeste, com destaque para São Paulo. Mas a atividade se espalha por todo o Brasil, mostrando a força de quem transforma resíduos em oportunidade e dignidade. No fim das contas, cada material reciclado carrega algo muito maior: o trabalho de quem ajuda a cuidar do planeta todos os dias.

Cadastro Único

A maioria dos MEI Catadores não está no Cadastro Único: dos 16,1 mil empreendedores formalizados, somente 42,4% têm acesso aos programas sociais. A formalização se apresenta como uma porta de entrada para a superação da pobreza. Isto porque 62,8% dos profissionais foram incluídos no CadÚnico após abrirem seu pequeno negócio e mais da metade (50,3%) deles recebe o benefício do Programa Bolsa Família.

Projeto Pró-Catadores

Atualmente, o Sebrae atua no apoio ao setor por meio do projeto Pró-Catadores, em 19 estados brasileiros, com mais de 300 organizações de catadores, que representam 4.800 catadores. A iniciativa integra os esforços do governo federal, sob liderança da Secretaria-Geral da Presidência da República, para fortalecer a inclusão dos catadores e catadoras de materiais recicláveis. O Sebrae participa ainda como entidade convidada do Comitê Interministerial para Inclusão Socioeconômica de Catadoras e Catadores (CIISC).

 

 

Fonte – Agência Sebrae

Edição – Coopnews

Foto – Julia Nagle e Lúcio Bernardo Jr.

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