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Curso da Embrapa revela potencial do açaí solteiro com alta rentabilidade e qualidade nutricional

Curso da Embrapa une conhecimento técnico, rentabilidade e valorização do alimento.
Capacitação destaca o açaí solteiro como alternativa promissora para produtores.
Produção de açaí solteiro ganha força com foco em qualidade nutricional e mercado.

A Embrapa Amazônia Ocidental realizou, nos dias 18 e 19 de março de 2026, o curso “Produção e Manejo da Cultura do Açaí com Ênfase ao Euterpe precatoria”. A capacitação reuniu produtores rurais, técnicos de extensão rural, estudantes e profissionais do setor interessados em fortalecer a cadeia produtiva no Amazonas.

A programação teve início com palestras e visitas a dois experimentos na sede da Embrapa em Manaus e seguiu para uma manhã dedicada a parte de beneficiamento no Campo Experimental do Caldeirão, em Iranduba.

O foco central do evento foi a valorização do açaí-solteiro, espécie nativa predominante na Amazônia Ocidental. Durante a abertura oficial, o chefe-adjunto de Transferência de Tecnologia da Embrapa Amazônia Ocidental, Rosildo Simplício da Costa, ressaltou como o conhecimento técnico é decisivo para elevar a produtividade regional. Embora apresente um crescimento mais lento que o açaí-do-pará, o Euterpe precatoria se destaca pelo maior rendimento de polpa e superior qualidade nutricional, além de possuir um período de safra que permite escalonar a oferta do fruto no mercado durante o ano todo.

O aprendizado técnico foi conduzido por pesquisadores da Embrapa que abordaram desde o cenário econômico até os detalhes do cultivo. O pesquisador Edson Barcelos da Silva discutiu a importância comercial da cultura, enquanto Ricardo Lopes apresentou materiais genéticos voltados para plantios comerciais. A produção de mudas ficou a cargo de Maria do Rosário Lobato Rodrigues, seguida pelas orientações de Aleksander Westphal Muniz sobre microrganismos promotores de crescimento e de Ronaldo Ribeiro de Morais, que detalhou os aspectos fisiológicos da planta e José Roberto Antoniol Fontes explanou sobre o manejo de plantas daninhas, encerrando o turno com uma rodada de discussões.

No período da tarde, as atividades reiniciam às 13h30 com Aureny Maria Pereira Lunz, pesquisadora da Embrapa Acre, que expôs um panorama da pesquisa com a espécie no estado do Acre, abrindo espaço para novo debate antes da visita técnica conduzida por Maria do Rosário e Ricardo Lopes, ao campo onde os visitantes conheceram os experimentos de açaí consorciados com banana pacovã e de melhoramento genético.

Expectativas dos participantes

Participando do curso, Dalvacy Garcez Dias, produtora familiar do assentamento Tarumã Mirim, investe na cultura do açaí como estratégia de sucessão e viabilidade econômica. Em busca de capacitação técnica na Embrapa, a produtora disse que planeja implementar um sistema de consórcio entre 400 mudas de açaí e banana-pacovã, utilizando irrigação e sombreamento natural. Segundo ela, o objetivo é substituir culturas que exigem maior esforço físico por uma atividade de alto valor de mercado, visando o fortalecimento da economia familiar e o atendimento à demanda estadual e mundial pelo fruto.

Representando o Idam de Manacapuru, o técnico agrícola Elias Medeiros, participou atentamente das explicações e disse que levaria os conhecimentos aos agricultores do município.

O evento prosseguiu no dia 19/3, no Campo Experimental do Caldeirão, em Iranduba, onde o foco inicial principal foi o beneficiamento do açaí, com a participação de Rodrigo Serpa Vieira Leite, representante da Superintendência Federal de Agricultura do Ministério da Agricultura e Pecuária (SFA/Mapa) e uma visita à agroindústria, sob a orientação de Maria do Rosário e Rosildo Simplício, que finalizou com a degustação de suco de açaí colhido da plantação local de Euterpe precatoria.

 

 

Fonte – Embrapa Amazônia Ocidental

Edição – Coopnews

Foto – Maria José Tupinambá

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