Em um movimento estratégico para fortalecer a economia regional, a OCB/AM firmou um acordo de cooperação técnica com o Centro de Bionegócios da Amazônia (CBA). A parceria abre caminhos para inovação, apoio às cooperativas e valorização dos recursos amazônicos, conectando conhecimento, tecnologia e oportunidades. Mais do que um acordo institucional, a iniciativa representa um passo importante para transformar potencial em desenvolvimento real, com impacto direto na vida de quem vive e produz na região.
O cooperativismo no Amazonas ganha um novo impulso com a formalização de uma parceria estratégica. O Sistema OCBAM firmou um Acordo de Cooperação Técnica com o Centro de Bionegócios, mirando um objetivo que vai além do papel: transformar potencial em desenvolvimento real na Amazônia.
A iniciativa conecta o OCBAM ao Centro de Bionegócios da Amazônia (CBA), gerido pela Fundação Universitas de Estudos Amazônicos (FUEA). Juntos, os parceiros passam a atuar de forma integrada para fortalecer o cooperativismo e abrir caminhos para inovação no estado.
O acordo nasce com foco claro na bioeconomia, apostando no uso sustentável da biodiversidade amazônica como motor de crescimento. A ideia é valorizar o que a região tem de único, gerando oportunidades para quem vive e produz aqui.
Na prática, a Cooperação Técnica prevê uma série de ações que aproximam conhecimento e produção. Entre elas estão visitas técnicas, desenvolvimento de projetos piloto e apoio direto às cooperativas em diferentes cadeias produtivas.
Outro ponto importante é a integração ao Hub de Inovação do Centro de Bionegócios. O espaço deve funcionar como um ambiente de troca, onde cooperativas poderão acessar estrutura de coworking, compartilhar experiências e construir soluções conjuntas.
A parceria também abre portas para conexões institucionais mais amplas. A proposta é aproximar cooperativas de agentes estratégicos, criando uma rede capaz de acelerar ideias e transformar desafios em oportunidades concretas.
Entre as ações previstas, está o apoio à recuperação da indústria de abacaxi de Novo Remanso, uma atividade tradicional que pode ganhar novo fôlego com inovação e organização produtiva.
Além disso, o acordo prevê a estruturação de iniciativas com potencial de acesso a crédito e financiamento. A meta é facilitar o caminho para que projetos saiam do papel e ganhem escala dentro da realidade da Amazônia.
A participação conjunta em agendas estratégicas, como o ConectaCoop, também faz parte desse movimento. O evento se consolida como um espaço importante para gerar conexões e fortalecer o cooperativismo no estado.
Para o diretor-geral do Centro de Bionegócios, a parceria representa um passo decisivo. A expectativa é transformar o potencial da bioeconomia em resultados concretos, com geração de emprego, renda e qualidade de vida.
A visão é clara: a bioeconomia precisa deixar de ser apenas promessa e se tornar realidade no dia a dia das comunidades amazônicas. E isso passa, necessariamente, pelo fortalecimento das cadeias produtivas locais.
Representantes do setor produtivo também reforçaram a importância da iniciativa. Antônio Carlos, da AGROFRUT de Urucará, destacou a necessidade de avançar na agregação de valor do guaraná, uma das riquezas da região.
Já Everton Rebelo, da Embrapa, apontou o ConectaCoop e o Centro de Bionegócios como ambientes estratégicos para enfrentar desafios e impulsionar o crescimento das cooperativas.
O presidente do Sistema OCBAM, Petrucio Magalhães Júnior, destacou o papel do ConectaCoop como espaço de integração. Segundo ele, o evento já vem gerando parcerias importantes e ajudando a tirar projetos do papel.
Com vigência inicial de 24 meses, a Cooperação Técnica reforça o compromisso do OCBAM com o fortalecimento do cooperativismo. Mais do que um acordo, a iniciativa representa um passo concreto rumo a uma Amazônia mais inovadora, sustentável e cheia de oportunidades.
Fonte – OCB
Ediçãom- Coopnews
Foto – Divulgação/OCB




