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Câmara rejeita mudanças do Senado em medida provisória do seguro-defeso

Decisão mantém texto aprovado pela comissão mista que analisou a medida provisória.
Proposta segue para sanção com versão consolidada após debate na comissão mista.
Impasse entre Câmara e Senado marca tramitação do seguro-defeso no Congresso.

Em meio a divergências no Congresso, a Câmara decidiu rejeitar as mudanças feitas pelo Senado na medida provisória do seguro-defeso. Com isso, prevalece o texto elaborado pela comissão mista, que analisou a proposta e consolidou o parecer final. A decisão reforça o papel do colegiado na construção do acordo e define o caminho do texto, que agora segue para sanção.

O Plenário da Câmara dos Deputados rejeitou, na sessão desta quinta-feira (9), as mudanças feitas ontem pelo Senado na Medida Provisória 1323/25. Assim, ficou mantida a versão aprovada pelos deputados na terça-feira (7). O texto, que altera as regras para pagamento do seguro-defeso, segue para sanção presidencial.

O seguro-defeso é um benefício social decorrente da proibição da pesca no período de reprodução dos peixes.

O texto que vai à sanção é o parecer do senador Beto Faro (PT-PA), apresentado na comissão mista que analisou a MP.

Principais pontos

A medida provisória estabelece novas condições de cadastro e identificação para evitar fraudes no pagamento do seguro-defeso e autoriza a quitação das parcelas pendentes em 2026 se o beneficiário atender aos requisitos exigidos em lei.

Segundo o texto aprovado, para ter direito ao benefício de anos anteriores, o interessado deve ter solicitado dentro dos prazos legais. O pagamento ocorrerá em até 60 dias depois da regularidade plena do pescador no programa.

As despesas ficarão de fora do limite previsto na Lei 10.779/03, que é a dotação orçamentária do ano anterior mais a correção permitida pelo arcabouço fiscal (IPCA mais até 2,5% da variação real da receita primária).

Para 2026, o total do seguro-defeso previsto, exceto esses atrasados, é de R$ 7,9 bilhões.

“Essa aprovação representa um avanço importante para os pescadores”, afirmou o deputado Fausto Jr. (União-AM), que fez parte da comissão mista. “Conseguimos garantir mais agilidade, menos burocracia e mais segurança jurídica no acesso ao seguro-defeso. Essas medidas vão facilitar a vida de quem mais precisa, especialmente nas regiões mais remotas.”

 

 

Fonte – Agência Câmara de Notícias

Edição – Coopnews

Foto – Agência Câmara

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