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Cooperativismo entra no centro do debate sobre o endividamento rural e aponta caminhos para soluções estruturais no país

Debate reforça necessidade de políticas integradas e planejamento para reduzir vulnerabilidade dos produtores.
Encontro entre Sistema OCB e OCEs fortalece o papel das coops diante do avanço do endividamento rural.
Cooperativas são apontadas como protagonistas na construção de soluções estruturais para o campo.

No centro das discussões, o cooperativismo surge como uma alternativa sólida para enfrentar desafios históricos do setor rural. As cooperativas têm atuado como ponte entre produtores e crédito, além de oferecer suporte técnico e estratégico para reorganização financeira. A proposta é avançar em soluções estruturais que não apenas aliviem o endividamento rural no curto prazo, mas que também promovam sustentabilidade econômica a longo prazo.

O Sistema OCB reuniu representantes das Organizações Estaduais (OCEs), nesta quinta-feira (23), para aprofundar o debate sobre o avanço do endividamento rural no país e alinhar estratégias de atuação conjunta. O tema, considerado prioritário tanto pelo setor produtivo quanto por parlamentares, reflete um cenário de pressão crescente sobre os produtores, influenciado por fatores econômicos, climáticos e de mercado.

Durante o encontro foi destacado que o endividamento rural não é resultado de um único fator, mas de uma combinação complexa que envolve o aumento dos custos de produção, oscilações nos preços agropecuários, eventos climáticos adversos e um ambiente macroeconômico desafiador. Esse conjunto tem impactado, conforme apresentado, principalmente os produtores rurais pessoa física, que apresentam níveis mais elevados de inadimplência.“Esse cenário evidencia uma diferença importante entre os modelos de organização produtiva. Enquanto produtores individuais enfrentam maior vulnerabilidade financeira, o cooperativismo se mostrar mais uma vez como ferramenta de resiliência aos cooperados, através de um modelo que dilui riscos e amplia o acesso a crédito e apoio técnico”, afirmou o gerente Técnico e Econômico do Sistema OCB, João Prieto.

O debate também contou com a contribuição das visões estratégicas dos ramos agropecuário e de crédito, representados pelos coordenadores consultivos de seus respectivos conselhos, Luiz Roberto Baggio e Cledir Magri. A participação reforçou a importância de integrar diferentes perspectivas do cooperativismo na construção de medidas mais efetivas para enfrentar o endividamento no campo.

Outro ponto acompanhado de perto, de acordo com a Presidente do Sistema OCB, Tania Zanella, é a tramitação de propostas no Congresso Nacional e no Executivo que buscam enfrentar o problema de forma estrutural, como projetos de lei e medidas provisórias voltadas à renegociação de dívidas e à ampliação de instrumentos de crédito.

Para a presidente executiva do Sistema OCB, Tania Zanella, o momento pede coordenação e visão de longo prazo. “Estamos diante de um cenário que exige respostas rápidas, mas também estruturantes. O cooperativismo tem mostrado, na prática, que é parte da solução, ao oferecer um modelo que reduz riscos, amplia o acesso ao crédito e fortalece o produtor. Nosso papel é seguir atuando de forma articulada para garantir que essas soluções cheguem a quem mais precisa”, destacou.

Ao final da reunião, foi reforçado o compromisso do Sistema OCB e das OCEs em manter a atuação conjunta junto aos poderes Executivo e Legislativo, além de entidades do setor agropecuário, para avançar em medidas que contribuam para a sustentabilidade financeira do campo e a continuidade da produção rural no país.

 

Fonte – OCB

Edição – Coopnews

Foto – Divulgação/Unicopas

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