Brasil e Bolívia intensificaram ações conjuntas no município de Brasileia, na região da Fronteira Acreana, com foco no acolhimento humanizado de pessoas em situação de mobilidade. A iniciativa reúne esforços institucionais para fortalecer o acesso a direitos básicos e melhorar o atendimento na região de fronteira. As medidas incluem articulação entre serviços públicos e ampliação de políticas de proteção social. O objetivo é tornar o fluxo migratório mais organizado e respeitoso, garantindo dignidade às pessoas atendidas. A cooperação também reforça o diálogo entre Brasil e Bolívia em temas sensíveis da fronteira. Com isso, a Fronteira Acreana se consolida como espaço de integração e cuidado compartilhado entre os dois países.
Na próxima quinta-feira, 25 de junho, a cidade de Brasileia se torna o coração do diálogo sobre mobilidade humana na fronteira acreana. O encontro binacional busca transformar números e estatísticas em rostos e histórias de vida, unindo Brasil e Bolívia no compromisso de garantir dignidade a quem atravessa fronteiras em busca de proteção e novas oportunidades.
O evento integra a 7ª Semana Estadual do Migrante, celebrando o dia dedicado a quem escolheu — ou foi forçado a — recomeçar em terras estrangeiras.
Autoridades e sociedade civil debatem desde a assistência humanitária básica até o combate rigoroso ao tráfico de pessoas na região do Alto Acre.
Além do debate técnico, visitas a casas de passagem em Assis Brasil e Epitaciolândia trazem o olhar prático sobre a realidade de quem chega ao Acre em busca de refúgio.
A partir das 9h, o Centro Cultural de Brasileia abrirá suas portas para uma discussão urgente e necessária: como acolher melhor aqueles que chegam ao nosso território. Promovido pelo Governo do Acre, por meio da Secretaria de Estado de Assistência Social e Direitos Humanos (SEASDH), este encontro binacional pretende ir além dos protocolos diplomáticos, focando na construção de políticas públicas que realmente alcancem migrantes, refugiados e apátridas.
A complexidade da vida na fronteira exige uma rede de proteção multifacetada. Por isso, o evento reunirá um mosaico de vozes, incluindo representantes das áreas de saúde e educação, o Sistema de Justiça — com a presença do Tribunal de Justiça e Ministérios Públicos — e as forças de segurança, como as polícias Federal, Rodoviária Federal e o Gefron. O objetivo é claro: criar um intercâmbio de boas práticas que garanta que o direito de ir e vir venha acompanhado do direito à proteção e ao acolhimento humanizado.
Durante a programação, temas sensíveis e vitais estarão em pauta. Especialistas e gestores discutirão estratégias para a regularização migratória e solicitações de refúgio, além de focar na proteção de grupos vulneráveis e no acesso facilitado aos serviços públicos essenciais. Este encontro binacional também se posiciona como uma barreira estratégica contra crimes transnacionais, reforçando o combate ao tráfico de pessoas por meio da cooperação internacional.
A escolha da data não é por acaso. O encontro coroa a 7ª Semana Estadual do Migrante, Refugiado e Apátrida, conectando-se simbolicamente a duas datas de peso mundial: o Dia do Refugiado (20 de junho) e o Dia do Imigrante (25 de junho). É um momento de reflexão e ação, onde o governo e a sociedade civil reafirmam que a fronteira não deve ser apenas um limite geográfico, mas um espaço de acolhida e integração.
Além das mesas de debate, o evento preza pelo contato direto com a realidade. A programação começou em Assis Brasil, com visitas técnicas e rodas de conversa com migrantes. Após as palestras em Brasileia, que contarão com representantes do Ministério dos Direitos Humanos e Cidadania, a agenda segue para Epitaciolândia, onde a equipe visitará casas de passagem para ouvir as experiências de quem vive o dia a dia da migração na pele.
Fonte – Agência Acre
Texto com apoio da Inteligência Artificial/Edição da Coopnews
Foto – Divulgação/Agência Acre




