As férias escolares representam um período de descanso e diversão para as crianças, mas também acendem um importante sinal de alerta para a Saúde Mental. Com mais tempo livre em casa, cresce o uso de celulares, tablets, computadores e televisores, muitas vezes por várias horas seguidas. Especialistas alertam que o excesso de exposição às telas pode comprometer o desenvolvimento cognitivo, emocional e social das crianças. A recomendação é que pais e responsáveis aproveitem esse período para incentivar brincadeiras, leitura e momentos de convivência familiar, promovendo hábitos mais saudáveis e equilibrados.
Durante as férias, é comum que os dispositivos eletrônicos ocupem boa parte da rotina infantil. Embora a tecnologia faça parte do cotidiano e ofereça recursos importantes para o aprendizado e o entretenimento, seu uso sem limites pode trazer consequências que vão além do comportamento, afetando diretamente a Saúde Mental e o desenvolvimento das crianças.
De acordo com orientações da Sociedade Brasileira de Pediatria (SBP), o uso excessivo de telas está relacionado ao aumento de problemas como alterações no sono, ansiedade, dificuldade de concentração, prejuízos na socialização e impactos no desenvolvimento da linguagem. Esses efeitos podem comprometer habilidades essenciais para a infância, justamente em uma fase marcada pela descoberta, pela criatividade e pela interação com o mundo ao redor.
Para o professor de Pedagogia e reitor do Unitoledo Wyden, Reginaldo Arthus, o período de férias oferece uma oportunidade valiosa para que as famílias reorganizem a rotina e criem experiências que favoreçam o desenvolvimento infantil longe dos dispositivos digitais.
“Precisamos devolver às crianças o direito de brincar, imaginar, ler e até de ficarem entediadas. O tédio também faz parte do desenvolvimento porque estimula a criatividade. Quando a tela entrega tudo pronto, a criança perde oportunidades importantes de criar soluções, lidar com frustrações e desenvolver autonomia”, destaca.
Segundo o educador, não é necessário investir em atividades caras ou sofisticadas para proteger a Saúde Mental das crianças. Brincadeiras ao ar livre, jogos de tabuleiro, pintura, construção de cabanas, preparo de receitas simples, criação de brinquedos com materiais recicláveis e momentos dedicados à leitura são alternativas acessíveis que despertam a imaginação e fortalecem diferentes habilidades.
A leitura, inclusive, ocupa um papel de destaque nesse processo. Além de estimular o gosto pelos livros, ela amplia o vocabulário, fortalece a concentração, desenvolve a cognição e contribui para a formação emocional das crianças. Quando compartilhada entre pais e filhos, transforma-se também em um momento de afeto e fortalecimento dos vínculos familiares.
“O brinquedo mais importante, muitas vezes, é a presença do adulto. Ler uma história junto com a criança, propor brincadeiras e permitir que ela explore o mundo pelo toque, pelo movimento e pela imaginação são formas simples de promover desenvolvimento e fortalecer a convivência familiar”, afirma Arthus.
O especialista ressalta que o objetivo não é eliminar completamente a tecnologia da rotina infantil, mas estabelecer limites claros e saudáveis. Definir horários para o uso dos dispositivos, evitar telas durante as refeições e antes de dormir e reservar momentos exclusivos para atividades em família são atitudes que fazem diferença no equilíbrio entre o mundo digital e a vida real.
Mais do que reduzir o tempo diante das telas, essas escolhas ajudam a preservar a Saúde Mental, estimulam a autonomia, favorecem o desenvolvimento cognitivo e fortalecem os laços familiares. Em um período pensado para descanso e diversão, transformar as férias em uma oportunidade de convivência e descobertas pode ser um dos maiores presentes que pais e responsáveis oferecem às crianças.
Fonte – Ascom
Texto com apoio da Inteligência Artificial/Edição da Coopnews
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