O turismo brasileiro vive um momento histórico de expansão acelerada. Em 2025, a atividade registrou o seu melhor desempenho em 14 anos, passando a representar cerca de 8,1% do Produto Interno Bruto (PIB) nacional, impulsionada pela força das viagens domésticas e pela chegada recorde de 9,3 milhões de visitantes internacionais. Para consolidar e expandir essa marca de forma sustentável, o Sistema CNC-Sesc-Senac, por meio do Conselho Empresarial de Turismo e Hospitalidade (Cetur), lançou um robusto conjunto de propostas voltadas para políticas públicas. O foco central do documento, entregue aos pré-candidatos à Presidência da República durante a Agenda dos Presidenciáveis 2026, é modernizar a mobilidade urbana e regional. A estratégia propõe conectar ferrovias, rodovias e aeroportos, além de incentivar a aviação regional e estruturar o acesso por vias aquáticas, eliminando os gargalos logísticos que dificultam o acesso a destinos incríveis e garantindo que o visitante desfrute de cada momento da sua jornada.
Muito além do destino – o caminho também faz parte da viagem
Viajar vai muito além de chegar ao destino final. A facilidade para se deslocar, o tempo gasto em trânsito e o conforto durante o percurso definem diretamente a qualidade da experiência de quem viaja. Atenta a essa realidade, a agenda estratégica “Políticas Públicas de Turismo – Propostas e Recomendações” defende que a mobilidade urbana e regional deve ser tratada como fator determinante para a atração e a permanência de visitantes no país.
O plano nacional propõe que investimentos federais priorizem a qualificação da infraestrutura em territórios que já possuem forte apelo para o turismo, mas que ainda sofrem com barreiras de acesso ou baixa conectividade de transporte. Ao requalificar a acessibilidade dessas regiões e otimizar a fluidez do tráfego, o Brasil melhora a experiência de deslocamento de quem viaja e estimula o crescimento regional.
Decolagem regional e a conexão estratégica entre modais
Para encurtar distâncias em um país com dimensões continentais, a aviação regional é apontada como peça-chave. O fortalecimento do setor de aviação depende da modernização de aeroportos estratégicos no interior do país, do aperfeiçoamento regulatório, do estímulo a concessões e da oferta de incentivos fiscais e operacionais que permitam baratear as passagens e multiplicar as rotas para destinos prioritários.
Entretanto, o avião é apenas o ponto de partida. As propostas apresentadas defendem uma abordagem logística verdadeiramente integrada. A recomendação é coordenar, em escala nacional, a conexão direta entre os principais centros emissores de viajantes e os destinos turísticos locais. Na prática, isso significa facilitar a vida de quem precisa desembarcar de um voo e pegar um ônibus, barco ou trem de forma ágil e segura, reduzindo distâncias desnecessárias e fomentando a economia de toda a rede de comércio que opera em torno do turismo.
Apostando na “Economia Azul” e na distribuição de fluxos no país
Dono de uma costa privilegiada e de uma rica bacia hidrográfica, o Brasil também precisa olhar para as suas águas como vias de desenvolvimento. Por isso, a agenda propõe a criação de uma política nacional focada no desenvolvimento da infraestrutura náutica voltada para o lazer. Com foco rigoroso na conservação ambiental, a proposta sugere diretrizes claras para o planejamento costeiro e hidroviário, licenciamentos ambientais eficientes e incentivos para investimentos sustentáveis na economia azul, abrindo novas fronteiras para o setor.
Essa melhoria contínua na mobilidade também se mostra como o melhor caminho para descongestionar destinos tradicionais e distribuir o fluxo de viajantes por novos polos de interesse. Nas regiões Norte e Nordeste, por exemplo, a expansão de rotas aéreas e a facilitação do acesso físico são consideradas urgentes para reduzir barreiras históricas de entrada e posicionar novos destinos de forma competitiva nos mercados nacional e internacional.
Um esforço coletivo para o futuro do setor de viagens
Este projeto transformador não foi desenhado de forma isolada. Ele reúne a voz e a força de pelo menos 850 instituições de todo o país e de 32 entidades nacionais representativas da cadeia produtiva do turismo. Além disso, traz o respaldo de propostas desenvolvidas nas 27 unidades da Federação por meio das oficinas do programa Vai Turismo – Rumo ao Futuro, iniciativa coordenada pela CNC.
Para o Sistema CNC-Sesc-Senac, destravar os gargalos logísticos do país exige uma ação integrada e harmônica entre a União, Estados, Municípios e a iniciativa privada. Tratar a mobilidade de forma transversal e estratégica, ao lado de investimentos em segurança, inovação tecnológica e qualificação profissional, é o passaporte definitivo para elevar de vez o patamar de competitividade do turismo brasileiro no cenário global.
Fonte – CNC
Texto com apoio da Inteligência Artificial/Edição da Coopnews
Foto – Divulgação/ABAC




