O Setembro Amarelo chega mais uma vez como um convite para falar sobre um assunto que durante muito tempo foi tratado em silêncio: a prevenção do suicídio. A campanha busca ampliar a informação, combater o estigma relacionado à saúde mental e estimular pessoas em sofrimento a procurar ajuda. O dia 10 de setembro é reconhecido como o Dia Mundial de Prevenção ao Suicídio, mas a mobilização não se limita a uma data. No Brasil, ações de conscientização são realizadas ao longo de todo o ano, com a participação de instituições de saúde, organizações, profissionais e sociedade. Para o Ministério da Saúde, o suicídio é um fenômeno complexo, com múltiplos fatores, e pode afetar pessoas de diferentes idades e condições sociais. Por isso, falar sobre prevenção do suicídio exige cuidado, informação responsável e, principalmente, disposição para ouvir. Em muitos casos, uma conversa acolhedora pode ser o primeiro passo para aproximar alguém de uma rede de apoio e de um atendimento especializado.
O Setembro Amarelo é uma campanha de conscientização voltada à prevenção do suicídio. No Brasil, a iniciativa ganhou projeção a partir de uma parceria entre a Associação Brasileira de Psiquiatria (ABP) e o Conselho Federal de Medicina (CFM), que passaram a promover ações nacionais a partir de 2014.
A campanha tem como um de seus principais objetivos estimular uma mudança na forma como a sociedade encara o tema. Em vez do silêncio, a proposta é criar espaço para informação, escuta e acolhimento.
Em 2026, a campanha utiliza a mensagem “Se precisar, peça ajuda!”, reforçando a importância de reconhecer o sofrimento e procurar apoio. O site oficial do Setembro Amarelo também destaca que a iniciativa acontece durante todo o ano, e não apenas em setembro.
O Dia Mundial de Prevenção ao Suicídio é celebrado em 10 de setembro e é organizado pela International Association for Suicide Prevention (IASP), com apoio da Organização Mundial da Saúde (OMS). Para o triênio 2024-2026, a mensagem internacional é voltada à mudança na comunicação sobre o suicídio e ao incentivo para começar a conversa.
Escutar também é uma forma de cuidar
Quando uma pessoa passa por uma situação de sofrimento intenso, nem sempre consegue encontrar sozinha uma saída ou expressar claramente o que está sentindo. Por isso, familiares, amigos, colegas de trabalho e outras pessoas próximas podem ter um papel importante.
O Ministério da Saúde orienta que, diante de alguém sob risco, é importante encontrar um momento adequado e um lugar tranquilo para conversar. Ouvir com atenção, sem julgamentos, demonstrar disponibilidade e incentivar a busca por atendimento profissional são atitudes que podem ajudar. Em situações de risco imediato, a orientação é não deixar a pessoa sozinha e procurar serviços de emergência e profissionais de saúde.
Também é importante compreender que não existe um único perfil de pessoa em risco. O suicídio é um fenômeno complexo e pode estar relacionado a diferentes fatores. Por isso, sinais de sofrimento precisam ser observados dentro do contexto de cada indivíduo, sem conclusões precipitadas.
Mudanças importantes de comportamento, manifestações de desesperança, isolamento ou falas relacionadas à morte podem merecer atenção, principalmente quando aparecem de forma persistente ou combinada com outros sinais de sofrimento. O Ministério da Saúde ressalta, entretanto, que esses sinais não devem ser analisados isoladamente e que não existe uma fórmula capaz de identificar com certeza uma crise suicida.
Prevenção depende de uma rede de cuidado
A prevenção do suicídio não é responsabilidade de uma única pessoa ou instituição. Ela envolve família, amigos, escolas, locais de trabalho, serviços de saúde e políticas públicas.
No Sistema Único de Saúde (SUS), a Rede de Atenção Psicossocial (RAPS) reúne diferentes serviços voltados ao cuidado de pessoas em sofrimento mental. A rede inclui desde a atenção básica até serviços especializados e atendimento de urgência e emergência.
Buscar ajuda profissional não significa fraqueza. Ao contrário, reconhecer que algo não vai bem e procurar apoio pode ser uma atitude de cuidado consigo mesmo ou com alguém próximo.
A campanha também chama atenção para a importância de combater o estigma. Comentários que minimizam o sofrimento, julgamentos ou frases que tratam a dor emocional como falta de força podem afastar a pessoa da ajuda de que necessita.
Por isso, a comunicação importa. Falar sobre prevenção do suicídio não significa estimular o comportamento, mas criar condições para que o assunto seja tratado com responsabilidade, informação e acolhimento. A campanha internacional do triênio 2024-2026 justamente propõe mudar a narrativa e transformar o silêncio em uma conversa capaz de aproximar as pessoas do cuidado.
O Setembro Amarelo, portanto, vai além da cor que toma conta das campanhas durante o mês. A mensagem central é permanente: sofrimento emocional merece atenção, saúde mental também é saúde e ninguém precisa enfrentar sozinho um momento de crise.
Se você ou alguém próximo estiver passando por uma situação de sofrimento intenso ou risco, procure ajuda profissional. O CVV oferece apoio emocional pelo telefone 188. Em uma emergência, procure um serviço de urgência ou acione o atendimento de emergência.
Fonte – Ministério da Saúde/Wikipedia e site Setembro Amarelo
Texto com apoio da Inteligência Artificial/Edição da Coopnews
Foto – Facebook




