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Mulheres avançam no empreendedorismo, mas ainda enfrentam dificuldades para manter os negócios

Empreendedoras lideram 41,7% dos pequenos negócios abertos em 2025, mas representam 44,6% das empresas que encerraram atividades.
Acesso ao crédito aparece entre os principais desafios para a continuidade dos negócios liderados por mulheres.
Especialistas defendem políticas que ajudem empreendedoras a atravessar os primeiros anos e fazer suas empresas crescerem.

O crescimento da participação feminina na abertura de pequenos negócios convive com um desafio importante: manter essas empresas em funcionamento e criar condições para que elas possam crescer. Dados de 2025 levantados pelo Serviço Brasileiro de Apoio às Micro e Pequenas Empresas (Sebrae) mostram que as mulheres estiveram à frente de 41,7% dos pequenos negócios abertos no Brasil, mas representaram 44,6% daqueles que encerraram as atividades. No ano passado, foram 4,96 milhões de pequenos negócios abertos no país, enquanto 2,79 milhões fecharam. O cenário ganha destaque neste 5 de outubro, Dia Nacional da Micro e Pequena Empresa. Para representantes do setor, o desafio do empreendedorismo feminino não está mais apenas em estimular a abertura de empresas, mas também em garantir condições para que elas sobrevivam aos primeiros anos. Entre os pontos considerados fundamentais estão acesso ao crédito, capacitação, melhoria da gestão e um ambiente de negócios que permita planejamento e investimento.


Mulheres ampliam presença entre os novos negócios

Neste Dia Nacional da Micro e Pequena Empresa, celebrado em 5 de outubro, o empreendedorismo feminino ganha destaque diante de um cenário que combina avanço na abertura de empresas e dificuldades para garantir a permanência desses negócios no mercado.

Dados referentes a 2025, levantados pelo Serviço Brasileiro de Apoio às Micro e Pequenas Empresas (Sebrae), mostram que as mulheres estiveram à frente de 41,7% dos pequenos negócios abertos no Brasil. Ao mesmo tempo, elas representaram 44,6% dos empreendimentos que encerraram suas atividades.

No ano passado, 4,96 milhões de pequenos negócios foram abertos no país. Entre os 2,79 milhões que fecharam, a participação feminina foi proporcionalmente maior.

Para Ana Cláudia Badra Cotait, presidente do Conselho da Mulher Empreendedora e da Cultura (CMEC), vinculado à Confederação das Associações Comerciais e Empresariais do Brasil (CACB), os números mostram que é necessário ampliar a discussão sobre as condições de permanência das mulheres no mercado.

“Não basta incentivar a abertura das empresas pelas mulheres, é preciso olhar para o que acontece depois que elas abrem seus negócios. Como essa empreendedora consegue crédito, se capacita, melhora a gestão e enfrenta os primeiros desafios”, afirma.

Acesso ao crédito continua sendo um obstáculo

Entre as principais dificuldades para a continuidade dos pequenos negócios está o acesso ao crédito.

Segundo o Sebrae, dos R$ 109 bilhões concedidos em crédito às micro e pequenas empresas, 29,4% foram destinados a negócios liderados por mulheres. O país tinha 10,4 milhões de mulheres empreendedoras no quarto trimestre de 2024.

A participação feminina também não ocorre de maneira uniforme nas diferentes etapas de desenvolvimento das empresas. De acordo com levantamentos do Sebrae, as mulheres possuem participação relevante entre os pequenos empreendedores, mas essa presença diminui à medida que os negócios avançam em porte e estrutura.

Para Ana Cláudia, a discussão sobre empreendedorismo feminino precisa mudar de foco. Em vez de concentrar os esforços apenas na abertura de empresas, ela defende a criação de condições para que as empreendedoras consigam atravessar os primeiros anos, tenham acesso a financiamento e possam ampliar seus negócios.

“Empreender exige capital, acesso a crédito e um ambiente de negócios que permita planejar e investir. A mulher já mostrou que quer empreender. O próximo passo é garantir condições para que seu negócio sobreviva e cresça”, afirma.

Segundo a presidente do CMEC, cabe ao Congresso Nacional colocar o tema na agenda econômica e discutir medidas que ofereçam às pequenas empresas melhores condições para se manter e crescer.

Pequenos negócios têm papel importante na economia

O Dia Nacional da Micro e Pequena Empresa também é uma oportunidade para destacar a importância dos pequenos negócios para a economia brasileira.

O presidente da CACB, da Associação Comercial de São Paulo (ACSP) e da Federação das Associações Comerciais do Estado de São Paulo (Facesp), Alfredo Cotait Neto, ressaltou a importância dos empreendedores e do trabalho desenvolvido por esse segmento.

“Vamos sempre valorizar muito os empreendedores. Que esse dia seja registrado como um dia importante, sempre com os agradecimentos de toda a sociedade civil do Brasil pelo seu trabalho, seu empenho e pelo empreendedorismo brasileiro”, afirma.

A data nacional é celebrada anualmente em 5 de outubro e está relacionada à criação do Estatuto da Microempresa e da Empresa de Pequeno Porte, instituído pela Lei nº 9.841, de 5 de outubro de 1999. Atualmente, o tema é regulamentado pela Lei Complementar nº 123, de 14 de dezembro de 2006.

Além de marcar a importância das micro e pequenas empresas para a economia, a data reforça a necessidade de discutir condições para que os empreendedores consigam manter suas atividades, superar dificuldades e ampliar seus negócios.

O CMEC mantém ações voltadas ao apoio e fortalecimento do empreendedorismo feminino.

 

 

Fonte – Brasil 61, com dados do Sebrae – Contexto sobre a data – Calendarr

Texto com apoio da Inteligência Artificial/Edição da Coopnews

Foto – Divulgação/CNDL

 

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#EmpreendedorismoFeminino #PequenosNegócios

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