A formalização como Microempreendedor Individual (MEI) contribuiu para o aumento das vendas de 75% dos empreendedores que adotaram esse modelo, segundo pesquisa do Serviço Brasileiro de Apoio às Micro e Pequenas Empresas (Sebrae). O resultado, divulgado em 9 de outubro de 2026, é o melhor da série histórica do levantamento Perfil do MEI e da MPE, que ouviu 14 mil pequenos negócios em todo o país. Os dados também destacam a importância da emissão de notas fiscais, do acesso a benefícios previdenciários e das oportunidades comerciais para quem trabalha formalmente.
A formalização dos negócios tem contribuído para ampliar as oportunidades comerciais dos microempreendedores individuais no Brasil. De acordo com a pesquisa Perfil do MEI e da MPE, realizada pelo Sebrae, 75% dos MEI afirmaram que registrar a atividade ajudou a aumentar as vendas.
O percentual representa o melhor resultado da série histórica da pesquisa. Em 2019, 71% dos entrevistados relataram esse benefício. Em 2022, o índice caiu para 69%, subindo para 74% em 2024 e alcançando 75% em 2026.
Entre os estados e unidades da Federação com os maiores percentuais estão o Ceará, com 81%, Mato Grosso e Piauí, ambos com 80%, e o Distrito Federal, com 79%.
Os resultados indicam que a formalização pode facilitar o acesso a novos clientes e ampliar as possibilidades de atuação comercial dos pequenos negócios.
Emissão de notas fiscais é principal motivo para obter CNPJ
A pesquisa também identificou as principais razões que levam os microempreendedores individuais a formalizar suas atividades.
A possibilidade de emitir notas fiscais aparece em primeiro lugar, mencionada por 32% dos entrevistados. Em seguida, estão o acesso aos benefícios do Instituto Nacional do Seguro Social (INSS), com 27%, e a intenção de evitar problemas com a fiscalização, citada por 17%.
Além de permitir a emissão de documentos fiscais, o registro empresarial pode facilitar o acesso a crédito, a participação em licitações e a prestação de serviços ou venda de produtos para empresas que exigem fornecedores formalizados.
Segundo o presidente do Sebrae, Décio Lima, a formalização também pode contribuir para elevar a renda dos empreendedores. Ele destaca que o acesso a oportunidades comerciais e às compras públicas representa uma possibilidade de crescimento para os pequenos negócios.
Micro e pequenas empresas também registram aumento de renda
Os resultados da pesquisa mostram que os efeitos positivos da abertura de empresas também aparecem entre as microempresas e empresas de pequeno porte (MPE).
Nesse grupo, 75% dos empresários afirmaram que a abertura do negócio representou aumento de renda. Os maiores percentuais foram registrados no Amazonas e no Piauí, ambos com 82%, seguidos por Mato Grosso do Sul, com 81%.
Entre os principais motivos para abrir uma empresa estão o desejo de ter um negócio formal, mencionado por 29,5% dos entrevistados; a possibilidade de emitir notas fiscais, com 14%; e a vontade de ser dono do próprio negócio, com 11,7%.
Os dados reforçam a relevância do empreendedorismo formal para a geração de renda e para a ampliação das oportunidades de trabalho e de negócios.
Empreendedores demonstram interesse em manter suas empresas
A pesquisa também investigou a disposição dos microempreendedores individuais para continuar à frente dos próprios negócios.
Antes de se formalizarem como MEI, 57% dos entrevistados trabalhavam com carteira assinada. Outros 11% atuavam como empreendedores informais, enquanto 9% eram empregados sem carteira assinada.
Mesmo diante da possibilidade de receber uma proposta para trabalhar como funcionário na mesma área e com remuneração equivalente ao faturamento obtido como empreendedor, mais de 68% dos MEI afirmaram que não aceitariam fechar a empresa.
A disposição para permanecer no empreendedorismo é maior entre aqueles que abriram o negócio por oportunidade: nesse grupo, apenas 18% aceitariam voltar a ser funcionários. Entre os que empreenderam por necessidade, o percentual sobe para 43%.
Entre os empresários de micro e pequenas empresas, a preferência por manter o próprio negócio também é expressiva: 80% disseram que não fechariam a empresa para trabalhar como funcionários recebendo o mesmo que faturam atualmente.
Formalização pode ampliar oportunidades para pequenos negócios
Os dados divulgados pelo Sebrae mostram que a formalização é percebida por muitos empreendedores como um caminho para aumentar as vendas, ampliar a renda e conquistar novos mercados.
Para os microempreendedores individuais, a emissão de notas fiscais e o acesso a benefícios previdenciários estão entre os principais fatores que motivam o registro. Já para as empresas de maior porte dentro do segmento de pequenos negócios, a possibilidade de atuar formalmente e desenvolver uma atividade própria também aparece entre as razões para empreender.
Os resultados reforçam a importância de informações confiáveis, orientação empresarial e conhecimento das obrigações e dos benefícios associados à formalização, contribuindo para uma gestão mais segura e para o desenvolvimento sustentável dos pequenos negócios.
Fonte – Agência Sebrae de Notícias. Pesquisa Perfil do MEI e da MPE.
Texto com apoio da Inteligência Artificial/Edição da Coopnews
Foto – Divulgação/ Sebrae
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