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Sistema OCB apresenta propostas para ampliar trabalho, renda e inovação no Brasil

Documento estratégico para o ciclo 2027-2030 aponta caminhos voltados à formalização de atividades e inclusão produtiva.
Agenda defende a integração de caminhoneiros autônomos, fortalecimento de cooperativas minerais e estímulo aos modelos de plataforma digital.
Entidade destaca a importância de um ambiente regulatório e previdenciário mais equilibrado para garantir a competitividade do setor cooperativista.

O cooperativismo brasileiro tem potencial para ampliar significativamente seu papel na geração de trabalho, renda e desenvolvimento econômico por meio da organização de trabalhadores autônomos, da formalização de atividades e do fomento a novos modelos de negócios digitais. É o que aponta o eixo 4 do documento “Propostas para um Brasil Mais Cooperativo 2027-2030”, elaborado pelo Sistema OCB para subsidiar a construção de políticas públicas no próximo ciclo de governo.

A agenda apresentada pela entidade destaca medidas estruturantes para enfrentar as transformações no mercado de trabalho. Entre as prioridades estão o apoio à formalização da atividade garimpeira, a ampliação da integração de caminhoneiros autônomos ao cooperativismo de transporte, o estímulo às inovações do cooperativismo de plataforma e a busca por equidade e justiça no tratamento previdenciário das cooperativas de trabalho.

Segundo a presidente executiva do Sistema OCB, Tania Zanella, o modelo cooperativo já comprova na prática sua eficiência na criação de oportunidades coletivas, demandando agora um ambiente regulatório mais moderno e conectado às novas realidades econômicas do país.

 

O cooperativismo pode ampliar seu papel na geração de trabalho e renda no Brasil com medidas voltadas à organização de trabalhadores autônomos, à formalização de atividades econômicas e ao desenvolvimento de novos modelos de negócios. Essa é a proposta do eixo 4 do documento Propostas para um Brasil Mais Cooperativo 2027-2030, elaborado pelo Sistema OCB para contribuir com a construção das políticas públicas do próximo ciclo de governo.

Com o tema Trabalho, geração de renda e inovação com o cooperativismo, o eixo apresenta propostas para fortalecer o modelo cooperativo diante das transformações no mercado de trabalho e na economia. Entre as prioridades estão a formalização da atividade garimpeira por meio de cooperativas, a integração de caminhoneiros autônomos ao modelo do movimento, o estímulo às cooperativas de plataforma e a busca por maior equilíbrio no tratamento previdenciário das cooperativas de trabalho.

Segundo a presidente executiva do Sistema OCB, Tania Zanella, o cooperativismo já demonstra sua capacidade de organizar atividades econômicas e criar oportunidades a partir da atuação coletiva. “O cooperativismo já demonstra, na prática, que é possível gerar trabalho, renda e desenvolvimento por meio da organização coletiva. Precisamos de um ambiente mais moderno, seguro e conectado às novas realidades econômicas para que esse modelo continue crescendo”, afirma.

Formalização da atividade garimpeira

Uma das propostas é fortalecer as cooperativas minerais como instrumento de organização e formalização da atividade garimpeira. A agenda aponta que o modelo pode facilitar o acesso dos trabalhadores a direitos minerários, crédito, capacitação, políticas públicas e canais de comercialização da produção.

A proposta também prevê mecanismos para ampliar o acesso a crédito e financiamento destinados à modernização tecnológica da pequena mineração e à adequação da atividade a padrões de sustentabilidade e devida diligência.

Para a presidente executiva do Sistema OCB, “fortalecer a organização dos garimpeiros em cooperativas também contribui para ampliar a governança e a rastreabilidade da produção mineral, conciliando geração de renda, inclusão social e responsabilidade socioambiental,” disse.

Caminhoneiros autônomos

O eixo 4 também propõe ampliar a integração de caminhoneiros autônomos às cooperativas de transporte. A ideia é aproveitar estruturas e experiências já consolidadas para fortalecer a organização desses profissionais nos estados e regiões onde atuam.

Por meio das cooperativas, os caminhoneiros podem ganhar escala e ampliar sua capacidade de negociação de contratos e de aquisição de insumos, com potencial para reduzir custos e aumentar a competitividade das operações.

“A proposta busca oferecer uma alternativa de organização econômica para profissionais que trabalham de forma autônoma, preservando essa característica e, ao mesmo tempo, ampliando os benefícios proporcionados pela atuação coletiva”, explica Tania.

Cooperativismo de plataforma

As transformações provocadas pela economia digital é mais um tema com espaço na agenda. O Sistema OCB propõe políticas públicas e aperfeiçoamentos no ambiente regulatório que estimulem o desenvolvimento do cooperativismo de plataforma.

Nesse modelo, os próprios trabalhadores são associados e participam das decisões, da gestão e dos resultados do empreendimento digital. A estrutura pode ser aplicada tanto à prestação de serviços por meio de plataformas quanto à comercialização de produtos e a outras atividades desenvolvidas no ambiente digital.

A proposta busca fortalecer uma alternativa cooperativista para as novas formas de trabalho mediadas pela tecnologia, combinando inovação, autogestão e participação econômica. “Precisamos aproveitar a transformação digital para criar novas oportunidades. O cooperativismo permite colocar as pessoas no centro dessas mudanças”, destaca Tania.

Justiça previdenciária

Outro ponto considerado prioritário é o tratamento previdenciário das cooperativas de trabalho. O Sistema OCB avalia que o modelo enfrenta uma carga previdenciária elevada em comparação a outras formas de organização econômica, cenário que pode reduzir a competitividade das cooperativas e desestimular a entrada e a permanência de cooperados.

A agenda defende a construção de um tratamento previdenciário mais equilibrado, que considere as especificidades do modelo de negócios do movimento e contribua para ampliar as oportunidades de trabalho e geração de renda.

Para o Sistema OCB, avançar nessa discussão é importante para garantir condições mais adequadas ao desenvolvimento das cooperativas de trabalho e fortalecer o modelo como alternativa de organização econômica para diferentes categorias profissionais.

“Precisamos garantir regras que reconheçam as características próprias das cooperativas. Um ambiente equilibrado e seguro é fundamental para que mais trabalhadores possam encontrar no cooperativismo uma alternativa de geração de renda e desenvolvimento”, conclui Tania.

 

 

 

Fonte – Sistema OCB

Texto com apoio da Inteligência Artificial/Edição da Coopnews

Foto – Divulgação

cooperativismo no Brasil trabalho, renda e inovação

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