O avanço da estiagem no Pará tem intensificado a preocupação com o aumento de queimadas e incêndios florestais próximos à infraestrutura de distribuição de energia elétrica. Dados do Instituto Nacional de Pesquisas Espaciais (Inpe), extraídos da plataforma TerraBrasilis, revelam que o estado registrou 8.625 focos de incêndio entre 16 de julho e 13 de outubro de 2026. Além dos graves prejuízos ambientais à Amazônia, a proximidade do fogo com a rede elétrica ameaça a segurança da população, danifica equipamentos e provoca interrupções no fornecimento do serviço. Levantamento da distribuidora Equatorial Pará aponta que, de janeiro a outubro deste ano, foram contabilizadas 637 ocorrências com fogo afetando o sistema. A situação exige atenção redobrada, pois as chamas e o calor intenso podem derrubar postes, romper cabos e paralisar serviços essenciais, como hospitais e redes de abastecimento de água.
Com o avanço do período de estiagem, a incidência de queimadas e incêndios em áreas próximas à fiação elétrica tornou-se uma das principais ameaças à estabilidade do fornecimento de energia e à segurança pública no Pará. Além dos inevitáveis impactos ambientais à vegetação, o calor excessivo e o fogo direto têm potencial para danificar estruturas estratégicas, como postes, cabos de alta e baixa tensão, transformadores e diversos outros componentes da rede de distribuição.
Segundo dados oficiais da plataforma TerraBrasilis, mantida pelo Instituto Nacional de Pesquisas Espaciais (Inpe), o estado do Pará contabilizou 8.625 focos de incêndio no intervalo de 16 de julho a 13 de outubro de 2026. Os números acendem um sinal de alerta vermelho tanto para a preservação ambiental quanto para a integridade do sistema elétrico.
Entre os municípios paraenses que lideraram o número de registros no período analisado pelo Inpe, destacam-se:
Altamira: 1.725 registros;
São Félix do Xingu: 1.341 registros;
Itaituba: 1.190 registros;
Jacareacanga: 766 registros;
Novo Progresso: 726 registros;
Portel: 500 registros;
Uruará: 424 registros;
Trairão: 419 registros;
Aveiro: 362 registros.
Mapeamento de ocorrências e impactos diretos
A estiagem prolongada e a previsão de condições climáticas propícias à rápida propagação das chamas tornam o cenário ainda mais crítico. Um levantamento realizado pela distribuidora Equatorial Pará indica que, entre janeiro e outubro de 2026, foram computadas 637 ocorrências com fogo que impactaram diretamente a infraestrutura elétrica no estado — em comparação a 1.323 registros apurados no mesmo período de 2025.
No ranking das cidades mais afetadas por incidentes com fogo nas proximidades da fiação em 2026, a capital e a Região Metropolitana aparecem em destaque:
Belém: 204 incidentes;
Ananindeua: 140 incidentes;
Benevides: 30 incidentes;
Santarém: 18 incidentes;
Marabá: 17 incidentes;
Marituba: 15 incidentes;
Canaã dos Carajás: 15 incidentes;
Altamira: 13 incidentes.
Quando um incêndio atinge as imediações da fiação, as altas temperaturas podem destruir componentes eletrônicos, comprometer a estabilidade de postes e até causar o rompimento de condutores de eletricidade. Nesses cenários de maior gravidade, a concessionária precisa efetuar desligamentos de emergência para resguardar a vida de moradores e permitir o trabalho de contenção.
Além dos elevados custos financeiros de reparo e substituição dos equipamentos destruídos, o desligamento forçado prejudica a rotina de residências, comércios e estabelecimentos prioritários.
“Quando as chamas atingem a rede de distribuição, comunidades inteiras podem ficar sem energia. Estamos falando de hospitais, sistemas de captação e distribuição de água, escolas e residências que podem permanecer sem fornecimento por longos períodos. Por isso, é fundamental que a população não provoque queimadas próximas à rede elétrica e, ao identificar um incêndio, mantenha distância e acione os órgãos responsáveis”, alerta Elton Lucena, executivo de Segurança da Equatorial Pará.
Casos recentes e riscos operacionais
Em episódios recentes registrados nos municípios de Juruti (no Oeste do estado), Medicilândia (na região Sudoeste) e Colares (na região Nordeste), incêndios florestais de grandes proporções trouxeram prejuízos severos. As queimadas descontroladas avançaram sobre a rede elétrica, destruíram estruturas, derrubaram postes e deixaram cerca de 20 mil clientes desabastecidos de energia por longos intervalos.
O avanço do fogo também limita a capacidade de resposta técnica da concessionária. “Com as chamas próximas à rede, as equipes não conseguem atuar com segurança. Isso aumenta o tempo de resposta e o risco de acidentes. É fundamental combater os focos de incêndio e investir na prevenção para proteger a população e preservar a rede de distribuição”, reforça Elton Lucena.
Orientações e medidas de prevenção
Para mitigar novos acidentes, a Equatorial Pará orienta que a comunidade não realize nenhum tipo de queimada perto de postes, cabos ou transformadores. O uso do fogo para queimar lixo, folhagens secas ou vegetação rasteira próximo à fiação deve ser totalmente evitado, uma vez que as fagulhas se espalham rapidamente sob o vento e a seca.
Em propriedades rurais, o cuidado precisa ser redobrado durante a estiagem, mantendo palha, resíduos de colheita e materiais inflamáveis longe dos vãos da rede elétrica. Qualquer ação de manejo que utilize fogo deve respeitar rigorosamente a legislação e as autorizações dos órgãos ambientais competentes.
Em situações de emergência com fiação energizada:
Não tente combater as chamas por conta própria caso haja fiação ou equipamentos elétricos envolvidos;
Nunca jogue água sobre a rede elétrica energizada;
Não tente remover galhos, árvores ou objetos em contato com os fios;
Mantendo distância segura e afastando crianças e animais, ligue imediatamente para o Corpo de Bombeiros pelo 193;
Comunique também a distribuidora Equatorial Pará pelo telefone 0800 091 0196 para a adoção de medidas técnicas com isolamento da área.
Fonte – Instituto Nacional de Pesquisas Espaciais (Inpe) / Equatorial Pará
Texto com apoio da Inteligência Artificial/Edição da Coopnews
Foto – Hudson Barros/Sebrae-AM
Queimadas próximas à rede elétrica Equatorial Pará
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