Cultura

Pebas Multi leva música, arte e diversidade amazônica a Parauapebas

Festival gratuito será realizado nos dias 6 e 7 de novembro, com atrações de diferentes estilos musicais.
Tribo de Jah, Moda de Rock e Carol Panesi estão entre os destaques da programação.
Evento reúne música, gastronomia e artesanato com o tema “A Amazônia é aqui”.

Parauapebas, no sudeste do Pará, recebe nos dias 6 e 7 de novembro a primeira edição do Pebas Multi – Festival Parauapebas Multicultural, evento gratuito que celebra a diversidade cultural da Amazônia por meio da música, da gastronomia e do artesanato. A programação começa às 19h30, na Praça dos Esportes Radicais, no Centro da cidade, e reúne artistas locais e convidados de diferentes regiões do Brasil. Entre as atrações estão a Tribo de Jah, referência nacional do reggae, o projeto Moda de Rock, que adapta clássicos do gênero para a viola caipira, e a instrumentista Carol Panesi, que se apresenta com o Festejo Brasileiro e convida a percussionista Larissa Umaytá para um encontro inédito. O festival também terá apresentações de forró, choro, carimbó e rock paraense, valorizando diferentes expressões artísticas. Com o tema “A Amazônia é aqui”, o evento propõe uma visão da região que vai além da floresta e reconhece a diversidade de suas cidades, manifestações culturais e populações. A iniciativa é da LC Produções, com patrocínio master da Vale e patrocínio da Equatorial, por meio da Lei Federal de Incentivo à Cultura, a Lei Rouanet.

Música e diversidade marcam a programação do festival

O Pebas Multi foi concebido para celebrar a multiplicidade da Amazônia e a diversidade de linguagens artísticas. Durante os dois dias, o público poderá acompanhar apresentações que aproximam tradições regionais, música instrumental, rock, reggae e diferentes formas de expressão da cultura brasileira.

A primeira edição tem como tema “A Amazônia é aqui”, uma proposta que reconhece a região como um território formado por floresta, cidades, pessoas, arte, música e gastronomia.

Além dos shows, o festival integra gastronomia e artesanato à programação, ampliando o espaço para diferentes manifestações culturais.

Sexta-feira (6 de novembro)

A abertura será feita pelo Forró Jambú, de Parauapebas, com repertório que combina o forró tradicional e influências amazônicas. O grupo é formado por Alex Santti, nos vocais e violão; Joquinha do Acordeon, na sanfona e voz; Wdson Fernandes, no triângulo e voz; e Eudes Barros, na zabumba e voz.

O repertório inclui clássicos de Luiz Gonzaga, Dominguinhos e Trio Forrozão, além de releituras de músicas de Dona Onete e Pinduca.

Na sequência, o Quinteto Caxangá, de Belém, apresenta sua pesquisa sobre a música instrumental amazônica. Formado por João Marcos Palheta, no clarinete; Sara Moraes, no violino; Camila Alves, no violão de sete cordas; Igor Melo, no cavaquinho; e Tomás Menezes, na percussão, o grupo explora diálogos entre choro, carimbó e baião.

Em 2025, o quinteto lançou o EP Transamazônica. O grupo também já se apresentou em festivais como o Choro Jazz, em Soure, na Ilha do Marajó, e o Festival Internacional de Música de Campina Grande.

A sexta-feira será encerrada por Carol Panesi e Festejo Brasileiro, com participação especial de Larissa Umaytá, em um espetáculo que celebra a música brasileira e a representatividade feminina.

Multi-instrumentista, compositora, arranjadora e diretora musical, Carol Panesi tem mais de 20 anos de carreira e cinco álbuns autorais lançados. A artista é uma das herdeiras do legado musical de Hermeto Pascoal e recentemente realizou uma turnê pelo Sesc São Paulo e Rio de Janeiro interpretando exclusivamente músicas inéditas do compositor alagoano.

A participação de Larissa Umaytá é outro destaque da noite. Reconhecida por sua atuação na percussão, ela dividirá o palco com Carol Panesi pela primeira vez. O encontro inédito integra a proposta do festival de valorizar a diversidade e a presença feminina na música contemporânea brasileira.

Sábado (7 de novembro)

A programação de sábado começa com a Roda de Carimbó do Grupo Zimba Carajás, manifestação que destaca a força de uma tradição reconhecida como Patrimônio Cultural Imaterial do Brasil desde 2014.

Criado em 2020, a partir de um Ponto de Cultura, o grupo reúne músicos de diferentes partes do Pará e desenvolve uma sonoridade que aproxima a tradição do carimbó das experiências contemporâneas. Em 2026, lançou o EP O Som que Vem do Norte, com quatro faixas que expressam a essência do gênero e a identidade amazônica.

Em seguida, a banda Pirucaba, de Marabá, leva o rock paraense ao palco do Pebas Multi. A apresentação representa a presença da cena musical regional e a diversidade de expressões artísticas da Amazônia.

Outra atração da noite será o Moda de Rock, projeto criado em 2007 pelos violeiros Ricardo Vignini e Zé Helder. A dupla transforma clássicos do rock em versões para a viola caipira, aproximando a sonoridade do instrumento de um repertório conhecido do público.

Com quatro álbuns de estúdio e um DVD, os músicos se preparam para celebrar 20 anos de carreira em 2027. Em Parauapebas, o projeto contará com a participação especial do guitarrista JR Tostoi, produtor, compositor e vencedor do Grammy Latino pela produção do álbum Carbono, de Lenine.

O repertório inclui clássicos de Led Zeppelin, Iron Maiden e Titãs, além de músicas de Lenine, interpretados com duas violas caipiras e a guitarra de Tostoi.

O encerramento ficará por conta da Tribo de Jah, banda fundada em 1985, em São Luís, no Maranhão, cidade conhecida como a “Jamaica Brasileira”. Com quatro décadas de trajetória, o grupo é um dos principais representantes do reggae roots no país.

A banda conquistou uma legião de fãs com músicas como “Morena Raiz”, “Reggae na Estrada” e “Babilônia em Chamas”. Sua trajetória ultrapassou as fronteiras brasileiras, com apresentações em países da Europa, da América Latina e do Caribe.

Ao longo de sua história, a Tribo de Jah manteve a essência do reggae e uma mensagem ligada à paz, ao amor e à transformação social.

Parauapebas reúne floresta, cidade e cultura

A escolha de Parauapebas como sede do festival está relacionada às características ambientais e sociais do município. De acordo com dados do Radar de Indicadores das Regiões de Integração – 2020, da Fundação Amazônia de Amparo a Estudos e Pesquisas (Fapespa), em parceria com o Governo do Pará, a cidade possui 6.886 km² de área territorial.

Desse total, 5.546 km² são áreas protegidas, o equivalente a 80,54% do território municipal. A área inclui 2.908 km² de Unidades de Conservação de Uso Sustentável federais e 2.638 km² de Terras Indígenas.

Parauapebas também possui uma população estimada em 305.771 habitantes, segundo o IBGE em 2025, e PIB per capita de R$ 98.646,44, conforme dados de 2023.

Esses números ajudam a contextualizar a proposta do Pebas Multi: apresentar a Amazônia como um território que reúne biodiversidade, vida urbana, atividades econômicas, manifestações culturais e diferentes populações.

Vale e Equatorial patrocinam a iniciativa

O Pebas Multi é uma iniciativa da LC Produções, com patrocínio master da Vale e patrocínio da Equatorial, por meio da Lei Federal de Incentivo à Cultura, conhecida como Lei Rouanet.

A Vale afirma que a cultura tem papel transformador e informa que, pelo quinto ano consecutivo, é a maior apoiadora privada da cultura no Brasil. A empresa patrocina e fomenta projetos em parceria com diferentes iniciativas e territórios, com o objetivo de ampliar o acesso à cultura, promover a pluralidade e fortalecer a economia criativa.

A Equatorial Energia, por sua vez, mantém histórico de apoio a iniciativas culturais no Pará. Segundo as informações divulgadas pela empresa, ela foi reconhecida por sete anos consecutivos como a maior apoiadora da cultura no estado e somou mais de R$ 34 milhões em investimentos por meio de leis de incentivo no Pará em 2025.

A companhia também mantém projetos sociais que alcançam diversos municípios paraenses.

Com uma programação que aproxima artistas, estilos musicais e manifestações culturais, o Pebas Multi estreia com a proposta de valorizar a diversidade amazônica e ampliar o espaço para a produção artística regional e nacional.

 

 

Fontes – Ascom – Equatorial Pará

Texto com apoio da Inteligência Artificial/Edição da Coopnews

Foto – Divulgação/Equatorial Pará

 

Pebas Multi Festival cultural em Parauapebas

 

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