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Cooperativas extrativistas ampliam participação no Coopera+ Amazônia

Iniciativa prevê investimentos para fortalecer 50 cooperativas em cinco estados da Amazônia Legal.
Representantes de comunidades extrativistas passam a integrar o Comitê de Governança do programa.
Projeto busca agregar valor à produção, ampliar mercados e beneficiar cerca de 6 mil famílias.

As cooperativas extrativistas da Amazônia Legal passam a ocupar um espaço maior nas decisões do Coopera+ Amazônia, programa executado pelo Sebrae com apoio do Banco Nacional de Desenvolvimento Econômico e Social (BNDES). Representantes de organizações do Maranhão, Pará e Rondônia participaram, em 29 de outubro, de um encontro na sede do Sebrae Nacional, em Brasília, onde dois cooperados tomaram posse no Comitê de Governança da iniciativa. A medida amplia a participação de comunidades tradicionais, povos originários e trabalhadores da floresta na condução do projeto. Com previsão de beneficiar 50 cooperativas em cinco estados — Pará, Rondônia, Maranhão, Acre e Amazonas —, o programa pretende alcançar aproximadamente 6 mil famílias, cerca de 12 mil pessoas. As ações incluem inovação na gestão, melhoria dos processos produtivos, acesso a novos mercados e fortalecimento da cultura cooperativista. Entre as cadeias produtivas contempladas estão babaçu, açaí, cupuaçu e buriti. A proposta é conciliar geração de renda, valorização dos produtos da sociobiodiversidade e conservação ambiental, reconhecendo o papel das comunidades que vivem e trabalham na floresta.

O encontro realizado na sede do Sebrae Nacional, em Brasília, marcou a entrada de representantes das cooperativas extrativistas no Comitê de Governança do Coopera+ Amazônia.

Anderson Uruam Suruí, liderança indígena, presidente e fundador da Cooperativa Suruí de Desenvolvimento e Produção Agroflorestal Sustentável (COOPSUR), de Rondônia, tomou posse como membro titular. Divina Lopes, da Cooperativa Mista dos Assentamentos de Reforma Agrária da Região Tocantina (COOMARA), de Imperatriz, no Maranhão, assumiu como suplente.

A participação das lideranças busca aproximar as decisões da realidade das comunidades envolvidas no projeto. A proposta é garantir que as experiências e necessidades dos cooperados sejam consideradas durante a execução das ações.

O presidente do Sebrae, Décio Lima, destacou a importância da iniciativa para promover inclusão, geração de renda e sustentabilidade, ressaltando o papel da organização coletiva no desenvolvimento do projeto.

Programa fortalece cadeias produtivas da floresta

O Coopera+ Amazônia prevê ações para agregar valor às cadeias produtivas do babaçu, açaí, cupuaçu, buriti e outros produtos da sociobiodiversidade.

A iniciativa contempla 50 cooperativas nos estados do Pará, Rondônia, Maranhão, Acre e Amazonas. A expectativa é alcançar cerca de 6 mil famílias, aproximadamente 12 mil pessoas.

Entre as frentes de atuação estão a inovação gerencial, a melhoria dos processos produtivos, o acesso a novos mercados e o fortalecimento da cultura cooperativista.

O objetivo é ampliar as oportunidades comerciais das organizações, melhorar a gestão dos empreendimentos coletivos e contribuir para que os produtos da floresta alcancem novos consumidores.

O projeto também busca demonstrar que a atividade econômica pode caminhar junto com a conservação ambiental, valorizando o trabalho das comunidades extrativistas.

Lideranças destacam valorização dos produtos e dos territórios

Anderson Uruam Suruí destacou a importância de transformar os conhecimentos e produtos das comunidades indígenas em oportunidades econômicas, sem deixar de preservar a identidade e os valores dos povos originários.

Segundo ele, o desafio é ampliar a presença desses produtos no mercado brasileiro, a partir de uma visão empreendedora que reconheça a história e o trabalho das comunidades.

A analista de Inovação e coordenadora do Coopera+ Amazônia no Sebrae, Ana Carolina Westrup, afirmou que a participação das cooperativas no Comitê é simbólica e necessária para aproximar a execução do projeto das realidades locais.

O chefe de gabinete da Diretoria Técnica do Sebrae, Alessandro Machado, também ressaltou que a iniciativa demonstra a possibilidade de gerar riqueza por meio do extrativismo sustentável, mantendo a floresta em pé.

Mulheres extrativistas recebem reconhecimento

Durante a programação, Maria Domingas Marques, representante das mulheres extrativistas e suplente no Fórum das Cooperativas do projeto, recebeu uma homenagem por sua trajetória e atuação em defesa da força coletiva.

Ela integra a Cooperativa das Quebradeiras de Coco Babaçu de Itapecuru-Mirim, no Maranhão.

Maria Domingas destacou que o trabalho das quebradeiras de coco representa uma história de resistência, preservação e geração de renda. Para ela, o reconhecimento também valoriza as famílias e comunidades que dependem da atividade extrativista.

A iniciativa reforça a importância da participação das mulheres e das organizações comunitárias no desenvolvimento de atividades econômicas sustentáveis na Amazônia.

Coopera+ Amazônia reúne instituições parceiras

O Comitê de Governança do Coopera+ Amazônia conta com representantes de diferentes instituições, entre elas os ministérios do Desenvolvimento, Indústria, Comércio e Serviços (MDIC), do Meio Ambiente e Mudança do Clima (MMA) e do Desenvolvimento Agrário e Agricultura Familiar (MDA).

Também participam a Organização das Cooperativas Brasileiras (OCB) e a União Nacional das Cooperativas da Agricultura Familiar e Economia Solidária (Unicafes).

A articulação entre as instituições e as cooperativas busca fortalecer a gestão participativa e ampliar as condições para que as organizações extrativistas avancem na produção, na comercialização e na valorização dos produtos da floresta.

 

 

Fonte – Agência Sebrae de Notícias — ASN Nacional.

Texto com apoio da Inteligência Artificial/Edição da Coopnews

Foto – Divulgação/Ascom

 

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