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Sistema OCB apresenta pesquisas sobre cultura e crédito cooperativo em congresso na Espanha

Estudos desenvolvidos pelo Núcleo de Inteligência e Inovação foram destacados na ICA CCR European Research Conference 2026, em Valência.
Levantamento inédito sobre identidade cooperativista revelou que 89% dos participantes mantêm interesse em relacionamento de longo prazo.
Análise comparativa com dados do Banco Central demonstrou que cooperativas de crédito operam com custos menores e retornos mais estáveis.

O Sistema OCB apresentou dois estudos inéditos sobre o cooperativismo brasileiro durante a ICA CCR European Research Conference 2026, realizada entre os dias 4 e 6 de novembro em Valência, na Espanha. Organizado pelo Comitê de Pesquisa Cooperativa da Aliança Cooperativa Internacional (ACI), o evento reuniu especialistas para debater o setor a partir de perspectivas acadêmicas globais. Os trabalhos foram desenvolvidos por Arthur Nery, Thiago Victorino e Rodrigo Rangel, analistas e coordenador do Núcleo de Inteligência e Inovação do Sistema OCB. As pesquisas abordam a preservação da identidade cooperativista com base na primeira pesquisa nacional realizada no Brasil — que ouviu mais de 9,7 mil pessoas em 1.321 cooperativas — e o comportamento de cooperativas de crédito frente a bancos sob regras prudenciais comuns, utilizando dados do Banco Central entre 2017 e 2024. A participação reforça a presença internacional do modelo cooperativo brasileiro e consolida o histórico de premiações da equipe em fóruns mundiais.

O Sistema OCB levou a expertise do cooperativismo brasileiro para o cenário internacional ao apresentar dois estudos durante a ICA CCR European Research Conference 2026, ocorrida de 4 a 6 de novembro, em Valência, na Espanha. O evento, promovido pelo Comitê de Pesquisa Cooperativa da Aliança Cooperativa Internacional (ACI), reuniu pesquisadores e especialistas de diversas partes do mundo para discutir o movimento cooperativista.

Os trabalhos foram desenvolvidos por Arthur Nery e Thiago Victorino, analistas do Núcleo de Inteligência e Inovação do Sistema OCB, e por Rodrigo Rangel, coordenador do núcleo, com apresentação realizada por Arthur no congresso europeu. As investigações centram-se em dois eixos fundamentais para o desenvolvimento e a sustentabilidade do setor: a identidade cultural nas cooperativas e as particularidades econômicas das instituições financeiras cooperativas sob marcos regulatórios comuns.

“Participar de fóruns acadêmicos internacionais é uma oportunidade de compartilhar evidências sobre o cooperativismo brasileiro e levar ao debate global questões importantes sobre a identidade, a gestão e as características econômicas das cooperativas”, destacou Arthur Nery.

Cultura cooperativista e identidade

O primeiro artigo, intitulado Quem vê a cultura cooperativista? Evidências da primeira pesquisa nacional de identidade cooperativista no Brasil, detalhou os resultados da 1ª edição da Pesquisa Nacional de Cultura Cooperativista realizada pelo Sistema OCB em 2026. O levantamento colheu a percepção de 9.753 cooperados, empregados e dirigentes vinculados a 1.321 cooperativas, examinando a relação com os princípios e valores do modelo.

Os dados apontam forte engajamento: 89% dos participantes manifestaram interesse em manter um vínculo de longo prazo com suas cooperativas e o mesmo percentual indicou que recomendaria a organização a outras pessoas. Além disso, 93% afirmaram sentir o dever moral de honrar compromissos assumidos, enquanto 87% mantêm fidelidade mesmo em momentos de crise. Por outro lado, o estudo identificou desafios operacionais para a participação ativa, como a escassez de tempo e barreiras no acesso à informação, subsidiando novas estratégias de educação e governança corporativa.

Cooperativas de crédito e regulação prudencial

O segundo estudo, Perfis institucionais sob um marco prudencial comum: evidências de cooperativas de crédito e bancos brasileiros, examinou o comportamento de cooperativas de crédito em comparação a bancos de porte equivalente submetidos às mesmas exigências de capital e risco estabelecidas pelo Banco Central. A análise abrangeu dados trimestrais de 2017 a 2024, compreendendo 130 cooperativas singulares e 144 bancos enquadrados na metodologia completa de Basileia.

A pesquisa demonstrou que, apesar do arcabouço regulatório idêntico, as cooperativas operam com custos operacionais menores, apresentam retornos mais estáveis e direcionam uma fatia maior de seus ativos para operações de crédito. Os resultados fortalecem o debate internacional sobre a necessidade de adaptar parâmetros regulatórios às características estruturais do modelo cooperativo, evitando que normas concebidas exclusivamente para bancos tradicionais distorçam a realidade do setor.

A inserção em Valência sucede a premiação obtida pela mesma equipe em 2025 no congresso global da ACI CCR em Montreal, Canadá, cujo estudo premiado foi posteriormente publicado no periódico científico Annals of Public and Cooperative Economics em 2026.

 

Fonte – Sistema OCB

Texto com apoio da Inteligência Artificial/Edição da Coopnews

Foto – Sistema OCB

 

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