Na próxima quinta-feira, 12, o Instituto Nacional de Pesquisas da Amazônia (Inpa/MCTI) realiza mais uma edição dos Seminários da Amazônia, com a participação do Coordenador Geral da empresa Munguba Soluções Ambientais, Stefan Kepler. O evento é presencial e gratuito, e acontece a partir das 16h no Centro de Convivência do Instituto (prédio 97), campus I.
Com o tema “Da Economia da Borracha para a Bioeconomia de Escala na COP30”. Kepler abordará os ciclos econômicos na Amazônia e seus impactos na maior floresta tropical do mundo. Segundo Kepler, a Amazônia já foi palco da poderosa Economia da Borracha, tornando-se o maior exemplo de Bioeconomia em escala global, entretanto, também foi profundamente afetada por um modelo econômico que se sustentou sobre o sacrifício dos povos originários e gerou graves impactos sociais e ambientais.
“Um verdadeiro holocausto amazônico, onde a vida foi explorada indiscriminadamente em nome de lucros exorbitantes. Tal ecocídio jamais pode se repetir, pois deixou cicatrizes irreparáveis no maior bioma tropical do planeta. A nova Bioeconomia deve se pautar pelas lições aprendidas com esse período, aproveitando seus aspectos positivos enquanto evita os impactos cruéis do passado”, afirma.
Kepler também abordou as expectativas quanto ao impacto da realização da 30ª Conferência das Partes (COP30) em Belém do Pará sobre uma bioeconomia como impulsionadora do desenvolvimento sustentável.
Palestrante
Stefan Keppler é CEO da Munguba Soluções Ambientais, que atua no mercado de bioeconomia amazônica com a produção de mantas isolantes termoacústicas a partir da fibra do fruto de Munguba, árvore típica da várzea amazônica. O biólogo com doutorado em ciência do ambiente e sustentabilidade na Amazônia, vai trazer reflexões sobre caminhos para uma bioeconomia justa, sustentável e em escala. Atua no ensino superior em Gestão Ambiental e Metodologia em Saneamento Básico. Atualmente, trabalha com Bioeconomia de Escala Amazônica e Adaptações Básicas na Natureza com ênfase no Desenvolvimento Sustentável na Amazônia.
Fonte – Ascom
Foto – Ascom/Divulgação




