Com curadoria de Marcelo Rufi e organização do coletivo Arte Ocupa, a exposição Amazônia Preta em Movimento integra a programação do Mês da Consciência Negra e fica em cartaz de 19 a 28 de novembro, das 8h30 às 12h e das 13h às 16h30, exceto feriados, no Museu Amazônico da Universidade Federal do Amazonas (Ufam), na Rua Ramos Ferreira, 1036, Centro. A abertura será nesta quarta-feira, 19 de novembro de 2025, às 15h, com entrada gratuita.
A mostra reúne produções individuais de Daniel Esteves, Yires, Geci, Sìsí Rolim, Anete Valdevino, Vick, Vivian Evangelista, Maur, Rana Mariwo, Ventinho e Shek Rosas. As obras apresentam diferentes linguagens e narrativas que atravessam temas como saúde, corpo, ancestralidade, memória e vivências do cotidiano.
Amazônia Preta em Movimento é um desdobramento da Residência Artística Pretoberâncias, projeto que promove encontros, trocas e criações voltadas à valorização da arte preta amazônida e ao enfrentamento do racismo estrutural. A iniciativa é promovida pela Comissão de Prevenção ao Assédio e à Discriminação do Tribunal de Justiça do Amazonas (TJAM).
Conforme o curador, Marcelo Rufi, a exposição reconhece a expressão artística como instrumento essencial no combate ao racismo estrutural, atuando como ferramenta de letramento racial e sensibilização coletiva. “‘Por meio das obras, o público é convidado a refletir sobre a urgência de práticas antirracistas e sobre o papel transformador da arte na construção de espaços mais equitativos, conscientes e inclusivos. Amazônia Preta em Movimento propõe um percurso sensível pelas histórias, corpos e territórios das artistas, criando uma atmosfera de resistência e cuidado coletivo. O espaço expositivo se converte em lugar de escuta, aprendizado e presença, reafirmando a importância da arte negra feminina amazônica como força transformadora na produção cultural brasileira”, enfatizou.
Segundo o diretor do Museu Amazônico, Rodrigo Oliveira Braga Reis, a exposição contempla memória, resistência e afirmação da população negra no contexto amazônico. “Ao ocupar simbolicamente o Museu Amazônico da Ufam, Amazônia Preta em Movimento propõe uma presença artística e política em um espaço de saber e cultura. A ação amplia o alcance da arte para além dos circuitos culturais tradicionais, estabelecendo pontes entre arte, saúde e justiça social. Destaco também a proposta de acessibilidade da exposição desenvolvida por Henry Martínez, antropólogo, ativista da inclusão e membro do coletivo Arte Ocupa, que amplia a experiência artística e a torna mais democrática, ao valorizar a diversidade de corpos, percepções e modos de estar no mundo”, finalizou o diretor.
Fonte – Ascom
Foto – Divulgação/Ascom




