ANANIAS ALVES CRUZ – 1
ANTÔNIO JOSÉ BITTENCOURT ROSA – 2
BRENA DE OLIVEIRA ANCHIETA – 3
BRUNNO DANTAS – 4
CLEINALDO DE ALMEIDA COSTA – 5
EVANDRO DA SILVA BRONZI – 6
JOHNSON PONTES DE MOURA – 7
RANNI PEREIRA SANTOS DANTAS – 8
RODINEI LUIZ DA SILVA BUCCO JÚNIOR – 9
JULIANE DOS SANTOS RIBEIRO – 10
CARLOS EDUARDO MENDES PINTO – 11
CARLOS VICTOR BESSA CORREA – 12
1 – PROFESSOR ADJUNTO DOS CURSOS DE ENFERMAGEM, ODONTOLOGIA E MEDICINA DA UNIVERSIDADE DO ESTADO DO AMAZONAS-UEA E DOUTOR EM CIÊNCIAS EM FITOPATOLOGIA- USP;
2 – MESTRE EM IMPLANTODONTIA – SÃO LEOPOLDO MANDIC- CAMPINAS/SP;
3 – DISCENTE DO CURSO DE MEDICINA DA UNIVERSIDADE ESTADUAL DO AMAZONAS;
4 – MÉDICO OFTAMOLOGISTA- CRM 5270201-3;
5 – REITOR DA UNIVERSIDADE DO ESTADO DO AMAZONAS-UEA E DOUTOR EM MEDICINA PELA FACULDADE DE MEDICINA DA UNIVERSIDADE DE SÃO PAULO- FMUSP;
6 – Especialista em ortodontia e ortopedia facial – UNESP – SP / CFO;
Mestre em Odontologia – área de Ortodontia – UNESP / Araraquara /SP-
Doutor em ciências odontológicas – área de Ortodontia – UNESP / Araraquara / SP;
7 – ENGENHEIRO QUÍMICO E MESTRE EM ENGENHARIA QUÍMICA PELA UFRN; DISCENTE DO CURSO DE ODONTOLOGIA DA UNIVERSIDADE ESTADUAL DO AMAZONAS- UEA;
8 – Médica oftalmologista CRM PR 39762. Especialização em oftalmologia pela Clínica Oftalmológica de Pernambuco com conclusão em 2005, Fellow em Catarata e glaucoma pela Fundação Leiria de Andrade em 2006, observership em glaucoma pelo Jules Stein Eye Institute em UCLA/Califórnia/USA em 2006, Membra do Conselho Brasileiro de Oftalmologia e da Academia Americana de Oftalmologia;
9-Possui Graduação em Odontologia pela Universidade Federal de Santa Maria; Mestre e Doutor em Implantodontia pela São Leopoldo Mandic Campinas/SP.
10 -DISCENTE DO CURSO DE MEDICINA DA UNIVERSIDADE ESTADUAL DO AMAZONAS
11 – PROFESSOR DO CURSO DE MEDICINA DA UNIVERSIDADE ESTADUAL DO AMAZONAS (UEA), MÉDICO PELA FACULDADE DE MEDICINA DE PETRÓPOLIS (RJ) E MESTRANDO EM CIRURGIA PELA UFAM- UNIVERSIDADE FEDERAL DO AMAZONAS;
12 – COORDENADOR-GERAL DO CURSO SUPERIOR DE TECNOLOGIA EM ALIMENTOS DA UNIVERSIDADE DO ESTADO DO AMAZONAS-UEA
EMAIL: jsolar07@gmail.com
CONSIDERAÇÕES INICIAIS
No final do ano de 2019, na China, apareceram os primeiros casos de pacientes infectados pelo SARS-COV-2. O que parecia ser apenas um surto, foi rapidamente se transformando em uma epidemia e logo chegou à uma pandemia. Até o momento, nenhuma terapêutica precisa foi determinada para o tratamento da doença. Este artigo tem como objetivo revisar todas as terapêuticas que estão sendo estudadas para combater o novo Coronavírus. ?
A forma de transmissão do SARS-CoV-2 é semelhante ao da gripe comum, assim como ao de outros patógenos respiratórios.
Ocorre principalmente por meio de gotículas respiratórias produzidas quando uma pessoa infectada tosse ou espirra.
A transmissão pode ocorrer inclusive por aperto de mão com pessoas infectadas e contato com objetos e superfícies contaminadas, seguido de contato com a boca, nariz ou olhos.
Entretanto, a probabilidade de uma pessoa infectada contaminar mercadorias comerciais é baixa e o risco de contrair o vírus que causa o COVID-19 a partir de um pacote que foi movido, transportado ou exposto a diferentes condições e temperaturas também é baixo.
Assim como é improvável a contaminação a partir de alimentos bem cozidos e corretamente manipulados.
Em conformidade a orientações do Ministério da Saúde para tratamento medicamentoso precoce dos pacientes diagnosticados com a COVID-19 e considerando que até a data do término de elaboração deste artigo científico (03 de junho de 2020) que não existem evidências científicas robustas que possibilitem a indicação de terapia farmacológica específica para a COVID-19 e também que vale ressaltar a manutenção do acompanhamento da comunidade científica dos resultados de estudos com medicamentos é de extrema relevância para atualizar periodicamente as orientações para o tratamento da COVID-19, que existem muitos medicamentos em teste, com muitos resultados sendo divulgados diariamente, e vários destes medicamentos têm sido promissores em testes de laboratório e por observação clínica, mesmo com ainda muitos ensaios clínicos em análise e apesar de serem medicações utilizadas em diversos protocolos e de possuírem atividade in vitro demonstrada contra o coronavírus, fica evidente que ainda não há meta-análises de ensaios clínicos multicêntricos, controlados, cegos e randomizados que comprovem o benefício inequívoco dessas medicações para o tratamento da COVID-19. Desta forma, fica a critério do médico a prescrição, sendo necessária também a vontade declarada do paciente diagnosticado com COVID-19.
O diagrama melhor descritivo do novo Coronavírus evidencia em sua estrutura a pequena coleção de moléculas que lançou o mundo inteiro em um caos. Seu genoma codifica cerca de 25 proteínas necessárias ao vírus para infectar humanos e se autorreplicar. Entre elas, a glicoproteína spike (S), que reconhece uma enzima humana no estágio inicial da infecção, duas proteases, que clivam proteínas virais e humanas, a RNA-polimerase, que sintetiza o RNA viral e a endoribonuclease (conforme figura a seguir):

Observem a bicamada lipídica exposta. O sabão é tão letalmente eficaz, pois assim como os detergentes, possuem sais de ácidos graxos, que são aquela longas moléculas formadas por uma parte apolar (hidrofóbica) e uma extremidade polar (hidrófila). As moléculas de sabão “competem” com os lipídios na membrana do vírus e com ligações não-covalentes que ajudam as proteínas, o RNA e os lipídios a se unirem, “dissolvendo” a cola que mantém a integridade do vírus. As pesquisas científicas mostram que os pacientes com Covid-19 evoluem para quadros críticos de tromboembolia cardíaca e pulmonar. Por isso os pacientes internados são tratados com anticoagulantes como a heparina. Porém, nos primeiros sintomas da doença (2 a 5 dias), o melhor é tratar o paciente com retrovirais, antiinfamatorios (devido a resposta-imune da tempestade de citocinas) e antibióticos. Como já evidenciados em alguns artigos da Literatura médica, o SARS-CoV-2 liga-se, através de sua proteína “spike” (S), a diversos receptores do tipo ACE2 presentes na membrana plasmática de muitos tecidos. Desta forma, os tecidos com maiores números de células com receptores ACE2 estão na mucosa da boca, nariz, traqueia e pulmão. Por isso, foi observado nestes estudos científicos que esses tecidos são os primeiros a ser invadidos pelo novo CoronaVirus. Quando lavamos as mãos com água e sabão, todos os micro-organismos da pele são envolvidos com as moléculas de sabão. As caudas hidrofóbicas buscam fugir da água, se envolvendo em envelopes lipídicos do vírus. Desta forma, ocorre uma desestabilização do sistema e o rompimento da membrana lipídica. As proteínas e o material genético atravessam as membranas rompidas e são lançados na água, matando os vírus. As moléculas de sabão têm duas “pontas”: uma hidrofílica que é capaz de se unir às moléculas de água, e outra hidrofóbica, que se une às moléculas de óleos, gorduras e sujeiras. Uma vez que você enxágua a mão e outras partes do corpo, essa combinação age como uma conexão entre as moléculas de água e de restos de vírus e sujeiras. As moléculas de sabão também não permitem que os vírus fiquem retidos na superfície da pele, e as micelas formadas aprisionam os vírus. Assim, quando lavamos as mãos com água e sabão, todos os micro-organismos (danificados, presos e mortos) são excluídos.
Conforme pontua a doutora em Biotecnologia da Universidade Estadual Paulista (UNESP)- Laura de Freitas: “As bactérias e boa parte dos vírus têm capas de gordura, chamadas de membrana e envelope, respectivamente. A função dessa capa é proteger o micro-organismo do ambiente. O sabão rompe essa proteção, fazendo com que essas bactérias e vírus morram”.

Figura 2- Efeito emulsificante do sabão no combate eficaz ao novo CoronaVirus
Referência: https://www.who.int/gpsc/clean_hands_protection/en). Acessado em: 12 de maio de 2020.
Agente etiológico
Coronavírus (CoV) é uma família de vírus (Coronaviridae) que causa infecções respiratórias.
Os vírus que pertencem a essa família pertencem, principalmente, a 4 gêneros: alphacoronavírus, betacoronavírus, gammacoronavírus e deltacoronavírus.
Além do SARS-CoV-2, identificado pela primeira vez em 2019, e que pertence ao gênero beta, outros seis coronavírus humanos (HCoV) já foram identificados anteriormente, a saber:
Alphacoronavírus:
HCoV-229E
HCoV-NL63
Betacoronavírus:
HCoV-OC43
HCoV-HKU1
SARS-CoV
MERS-CoV
Histórico da Nomenclatura
Em 30 de janeiro de 2020, a OMS recomendou que o nome provisório do novo coronavírus deveria ser 2019-nCoV.
Em 11 de fevereiro de 2020, a OMS anunciou que o nome para a doença causada pelo novo CoV seria COVID-19.
No mesmo dia, o vírus foi designado pelo Comitê Internacional de Taxonomia de Vírus como SARS-CoV-2, devido à semelhança do novo vírus com o CoV causador da Síndrome Respiratória Aguda Grave (SARS-CoV), identificado no final de 2002. Ou seja, o vírus SARS-CoV-2 é o causador da doença COVID-19.
Período de incubação do coronavírus
O período de incubação se caracteriza pelo tempo decorrido entre a exposição de um animal ou ser humano a um organismo patogênico e a manifestação dos primeiros sintomas da doença.
Neste período não há doença e o hospedeiro não manifesta sintomas, pois todo o processo está acontecendo no âmbito celular.
No caso da infecção pelo SARS-CoV-2, este período varia entre 2 e 14 dias, sendo 5 dias o período médio de incubação.
Transmissibilidade do coronavírus
É o intervalo de tempo em que há transmissão do agente etiológico para o ambiente, pelo humano contaminado.
A estimativa da transmissibilidade dos pacientes infectados por SARS-CoV-2 é em média 7 dias após o início dos sintomas.
Dados preliminares sugerem que a transmissão possa ocorrer também mesmo antes do surgimento de sinais e sintomas e até mesmo por pacientes assintomáticos.
Medidas de prevenção
As medidas preventivas mais eficazes são:
Lavar as mãos com água e sabão ou com desinfetantes para mãos à base de álcool gel 70%;
Ao tossir ou espirrar, cobrir a boca e o nariz com o cotovelo flexionado ou com um lenço – em seguida, jogar fora o lenço e higienizar as mãos.
Manter uma distância mínima de 1 metro de pessoas com sintomas de infecção respiratória, evitando o contato.
A OPAS Brasil divulgou uma imagem educacional útil para você e ler e imprimir para seus pacientes, promove

Manifestação clínica
Os sinais e sintomas clínicos do coronavírus são principalmente respiratórios, semelhantes a um resfriado comum.
Febre, tosse e dificuldade para respirar são alguns destes sintomas.
Na admissão hospitalar, a febre e a tosse aparecem em mais de 80% dos pacientes, enquanto a dificuldade para respirar aparece em cerca de 30%.
Nos casos mais graves podem ocorrer infecção do trato respiratório inferior e quadros de pneumonia, síndrome respiratória aguda grave, insuficiência renal e até mesmo óbito.
Linfopenia, dor muscular, mal-estar, rinorreia, confusão, dor de garganta, dor no peito, aumento das secreções respiratórias, náuseas, vômitos e diarreia podem ocorrer em pacientes com quadros de pneumonia.
Suscetibilidade e Imunidade
Por se tratar de um vírus identificado recentemente, todas as pessoas são suscetíveis.
Grupos de risco
Pacientes imunodeprimidos, idosos, bem como pacientes com alguma doença crônica (hipertensão, diabetes, doenças cardiovasculares) estão mais suscetíveis a contrair a desenvolver as formas graves da infecção por SARS-CoV-2.
Nesse grupo de pacientes a mortalidade é maior, por isso as medidas de prevenção e isolamento domiciliar tornam-se mais importantes.
Em princípio não é possível afirmar se a infecção em humanos que não foram a óbito resultará em imunidade contra novas infecções futuras e se essa imunidade permanece por toda a vida.
Diagnóstico do COVID-19
O diagnóstico da COVID-19 pode ser dividido em clínico, laboratorial e diferencial.
Diagnóstico clínico
O quadro clínico parece muito com uma gripe comum, entretanto a febre aumenta e persiste por mais de três a quatro dias.
No início da epidemia o histórico de viagem ou contato próximo com pessoas que tinham viajado para áreas de transmissão local era crucial no diagnóstico clínico mas agora o Brasil já é considerado área de transmissão local e esses requisitos não são mais definitivos para o diagnóstico.
Diagnóstico laboratorial
O diagnóstico laboratorial é realizado por meio de exames de biologia molecular que detectem o RNA viral do coronavírus em secreções respiratórias.
Para esta detecção é utilizada a técnica de PCR (Reação em Cadeia da Polimerase). Mesmo que laboratórios clínicos possam realizar o exame, uma contraprova é encaminhada para laboratórios de referência.
Diagnóstico diferencial
É imprescindível a realização do diagnóstico diferencial para COVID-19.
As características clínicas não são específicas e podem ser confundidas com infecções causadas por outros vírus respiratórios, como influenza, vírus sincicial respiratório, adenovírus e outros CoV, que também ocorrem sob a forma de surtos e podem circular num mesmo local simultaneamente.
Distribuição da Pandemia de Coronavírus
O surto de coronavírus iniciado em Wuhan na China acelerou exponencialmente desde seu surgimento, em dezembro de 2019, e tornou-se uma preocupação global.
No início de março de 2020 a OMS declarou a COVID-19 como pandemia.
Pandemia é o termo que se refere ao momento em que uma doença já está espalhada por diversos continentes com transmissão sustentada entre as pessoas.
Segundo a OMS, o número de pacientes infectados, de mortes e de países atingidos deve aumentar nos próximos dias.
Referências:
Plataforma IVIS (Plataforma Integrada de Vigilância em Saúde, do Ministério da Saúde) – http://plataforma.saude.gov.br/novocoronavirus/. Acessado em: 03 de junho de 2020.
Universidade americana “Johns Hopkins” – https://www.arcgis.com/apps/opsdashboard/index.html#/bda7594740fd40299423467b48e9ecf6. Acessado em: 03 de junho de 2020.




