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Assembleias fortalecem o crédito e ajudam no combate à inadimplência

Esse movimento coletivo se torna um aliado importante no combate à inadimplência, fortalecendo a saúde financeira dos grupos.
Participar das assembleias é uma forma direta de acompanhar decisões que impactam o uso responsável do crédito.
Quando há mais participação, cresce também a transparência e a consciência financeira entre os integrantes.

Em tempos de orçamento apertado e custo de vida em alta, o crédito pode ser aliado ou armadilha. Tudo depende de como ele é usado. O chamado crédito consciente tem ganhado força como estratégia para evitar dívidas descontroladas e ajudar no combate à inadimplência, que em janeiro chegou a 5,5%, o maior índice desde 2017, segundo dados do Banco Central.

Na prática, o crédito consciente significa planejamento. É usar o recurso de forma responsável e alinhada à realidade financeira. Em vez de resolver qualquer necessidade imediata, ele deve servir para objetivos claros, como investir em educação, melhorar a moradia ou reorganizar dívidas.

No cooperativismo, as assembleias têm papel importante nesse processo. Elas ampliam a participação dos associados, fortalecem a transparência e estimulam decisões mais responsáveis sobre o uso do crédito, contribuindo diretamente para o combate à inadimplência.

Antes de contratar um empréstimo, especialistas recomendam avaliar pontos essenciais: entender se o crédito é realmente necessário, analisar se a parcela cabe no orçamento e garantir que despesas básicas continuem protegidas. Quando esse cuidado existe, o crédito deixa de ser risco e passa a ser ferramenta de crescimento.

No Sicredi, o relacionamento próximo, o diálogo nas assembleias e a orientação fazem parte do processo de concessão de crédito, ajudando o associado a tomar decisões mais conscientes e fortalecendo, na prática, o combate à inadimplência. Porque crédito responsável começa com informação, confiança e escolha bem feita.

Outro ponto importante é comparar taxas de juros, prazos e o custo total da operação, não apenas o valor da parcela. Muitas vezes, parcelas menores significam prazos mais longos e um custo final bem maior. Além disso, o consumidor deve verificar se já tem outras dívidas em andamento e qual o nível de comprometimento da renda, para evitar sobreposição de dívidas e ter uma surpresa desagradável quando for fazer as contas no final do mês.

Entre os erros mais comuns cometidos por quem busca empréstimos estão a contratação por impulso, a falta de leitura detalhada do contrato e o acúmulo de diferentes financiamentos simultaneamente. Para evitar a inadimplência, a orientação é clara: informação, planejamento e diálogo com a instituição financeira. Nesse caso, o planejamento financeiro aparece como ferramenta indispensável nesse processo. Organizar receitas e despesas, manter controle dos gastos e criar uma reserva de emergência são atitudes que reduzem significativamente o risco de atraso nas parcelas.

No Sicredi, por exemplo, o relacionamento próximo e a orientação fazem parte do processo, ajudando o associado a tomar decisões mais conscientes e sustentáveis. “Entender como funciona a nossa relação com o dinheiro é o primeiro passo para iniciar uma construção de hábitos saudáveis em nossa vida financeira. Para dar esse primeiro passo nós ajudamos as pessoas através do programa Cooperação na Ponta do Lápis, em que de forma presencial ou on-line, oferecemos cursos e diversos materiais gratuitos pra diversas idades, inclusive um dos cursos oferecidos é sobre como ter acesso ao crédito de forma consciente”, explica Eber Ostemberg, consultor de Sustentabilidade e Cooperativismo do Sicredi.

Desenvolvido pelo Sicredi, o programa contabiliza o alcance de mais de 17 milhões de pessoas, com mais de 17 mil ações realizadas com foto em associados e comunidades em todo o país. São mais de 900 mil pessoas impactadas por cursos, oficinas e palestras. No site sicredi.com.br/educacaofinanceira há uma variedade de materiais, jogos e cursos que qualquer pessoa pode acessar e começar a ter uma vida financeira mais sustentável.

 

 

Fonte – Ascom

Edição – Coopnews

Foto – Divulgação/Ascom

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