A batata-doce, alimento presente em diferentes culturas e momentos da história, é o ponto de encontro entre a Amazônia e o Japão no novo livro da Editora Inpa. Intitulada “Batata-doce: raízes que salvam vidas. Histórias da Amazônia à Hokkaido”, a obra será lançada nesta sexta-feira, 2 de outubro, às 9h30, no Centro de Convivência, prédio 97, campus I do Instituto Nacional de Pesquisas da Amazônia (Inpa/MCTI), em Manaus. Editado em português, Baniwa, japonês e inglês, o livro reúne memórias afetivas, ciência e saberes tradicionais a partir das experiências das autoras Carina Silva Valencia-Baniwa e Kyoko Asano. A publicação apresenta histórias do povo Baniwa, do alto Rio Negro (AM), e de comunidades japonesas da ilha de Hokkaido, mostrando como um alimento cotidiano assumiu importância histórica em contextos culturais distintos. O lançamento também será transmitido ao vivo pelo canal @EditoraInpa no YouTube.
Da Amazônia ao Japão, a batata-doce atravessou culturas e desempenhou papel importante na alimentação de populações, inclusive em períodos marcados por conflitos e eventos climáticos extremos. Essa trajetória é apresentada no livro “Batata-doce: raízes que salvam vidas. Histórias da Amazônia à Hokkaido”, publicado pela Editora Inpa.
A obra foi editada em quatro línguas — português, Baniwa, japonês e inglês — e combina memórias afetivas, ciência e saberes tradicionais para contar a trajetória de um alimento popular em diferentes partes do mundo.
O lançamento será realizado no dia 2 de outubro, sexta-feira, às 9h30, no Centro de Convivência, prédio 97, campus I do Instituto Nacional de Pesquisas da Amazônia (Inpa/MCTI). O evento também será transmitido ao vivo pelo YouTube, no canal @EditoraInpa.
Memórias que aproximam Amazônia e Japão
A partir das experiências das autoras Carina Silva Valencia-Baniwa e Kyoko Asano, o livro reúne histórias do povo Baniwa, do alto Rio Negro (AM), e de comunidades japonesas da ilha de Hokkaido relacionadas ao consumo da batata-doce e à importância histórica do tubérculo para as duas culturas.
À primeira vista, são realidades distintas, mas a publicação mostra como um ingrediente simples e cotidiano pode estabelecer conexões entre diferentes povos, territórios e experiências culturais.
Para Carina, o processo de construção do livro representou um momento de resgate pessoal e de aprendizado sobre sua própria cultura a partir de um alimento carregado de significado.
“Indescritível reencontrar uma parte de mim que estava guardada no tempo. No final fiquei muito feliz por ver a minha história registrada em um livro e poder compartilhá-la com o mundo”, conta.
Para Kyoko, o compartilhamento de memórias e experiências tendo a batata-doce como ponto de partida trouxe novas formas de perceber e viver a Amazônia.
“Sinto como se tivesse encontrado uma segunda terra natal. É uma sensação muito especial.”
Da América ao Japão e até o espaço
O livro reconstrói a origem da batata-doce nas Américas Central e do Sul e acompanha o processo pelo qual o alimento foi gradualmente levado para outras regiões do planeta até chegar ao Japão.
A publicação também destaca a dimensão internacional alcançada pelo tubérculo. A batata-doce se tornou tão popular que já foi enviada ao espaço para pesquisas relacionadas à possibilidade de utilização em cultivos espaciais.
Publicado pela Editora Inpa, o livro é resultado da participação das autoras no projeto “Diálogos científicos multiculturais sobre a sociobiodiversidade na Amazônia com potencial bioeconômico”, financiado pelo Conselho Nacional de Desenvolvimento Científico e Tecnológico (CNPq), por meio da chamada PPBio 2023.
Amazônia Chibata
A obra integra a série Amazônia Chibata, criada para evidenciar a Amazônia como um território biocultural singular a partir de perspectivas científicas e ancestrais.
A série foi criada em 2024 pelas pesquisadoras do Inpa Noemia Kazue Ishikawa, Ana Carla Bruno e Tiara Sousa Cabral, além das egressas dos programas de Pós-Graduação em Agricultura no Trópico Úmido e em Botânica Ruby Vargas-Isla e Laura C. C. Leite.
O primeiro volume da série aborda o Ariá.
Segundo Noemia Ishikawa, a série foi criada com o objetivo de promover o diálogo entre as narrativas dos povos tradicionais e as narrativas acadêmicas.
“Temos como objetivo popularizar o conhecimento sobre a sociobiodiversidade amazônica dentro e fora da Amazônia, por isso [o livro] foi publicado em quatro línguas”, declara Ishikawa.
O segundo volume da série Amazônia Chibata conta com prefácio de Eli Minev-Benzecry, primeiro autor do volume 1, e posfácio do cineasta Estêvão Ciavatta Pantoja e da atriz e apresentadora Regina Casé. A obra também traz uma apreciação do arqueólogo Eduardo Góes Neves.
O exemplar físico pode ser adquirido na Livraria Inpa, localizada na Editora Inpa, prédio 97, Campus I. A versão digital está disponível gratuitamente no repositório do Inpa.
batata-doce Amazônia e Japão
Inpa e UFLA articulam parceria para transformar ciência amazônica em inovação – https://radiowebcoopnews.com.br/inpa-e-ufla-articulam-parceria-para-transformar-ciencia-amazonica-em-inovacao/
Fontes – Instituto Nacional de Pesquisas da Amazônia (Inpa/MCTI)
Texto com apoio da Inteligência Artificial/Edição da Coopnews
Foto – Divulgação/Instituto Nacional de Pesquisas da Amazônia (Inpa/MCTI)




