Finalmente Bob Dylan vai receber Nobel de Literatura e fazer show em Estocolmo

O cantor e compositor Bob Dylan vai receber o diploma e a medalha de seu Prêmio Nobel de Literatura nos próximos dias em Estocolmo, onde deve tocar no próximo final de semana, anunciou a secretária da Academia Sueca nesta quarta-feira.

A decisão da Academia de dar a honraria ao intérprete de “Blowin’ in the Wind” causou polêmica, agravada pelo silêncio de Dylan a respeito da homenagem durante semanas e por sua ausência do banquete anual de dezembro.

“A boa notícia é que a Academia Sueca e Bob Dylan decidiram se reunir neste final de semana”, disse Sara Danius em um blog. “A Academia vai entregar o diploma do Nobel e a medalha do Nobel a Dylan e parabenizá-lo pelo Prêmio Nobel de Literatura”.

O músico de 75 anos deve fazer shows na capital sueca em 1o de abril e no dia seguinte, e outro em Lund, cidade do sul da Suécia, em 9 de abril.

Danius disse que Dylan, notoriamente avesso à mídia, não fará a tradicional palestra do Nobel nesta altura.

“A Academia Sueca espera com ansiedade o final de semana e vai comparecer a uma de suas apresentações. Por favor reparem que a palestra do Nobel não será realizada”, escreveu ela na postagem.

“A Academia tem motivos para acredita que uma versão filmada será enviada em um momento posterior”, acrescentou.

Para poder receber o prêmio equivalente a 903 mil dólares, Dylan precisa fazer uma palestra até seis meses depois de 10 de dezembro, mas ela não precisa ser feita necessariamente em Estocolmo.

A decisão de conceber o Nobel a Dylan, que a Academia disse ter “criado novas expressões poéticas dentro da tradição da grande canção americana”, foi visto por algumas pessoas como uma afronta a escritores de poesia e prosa propriamente ditos.

Mas a instituição tem a tradição de sair das fronteiras convencionais da forma literária, tendo concedido a mesma honraria ao primeiro-ministro britânico Winston Churchill em 1953 em parte por sua “oratória brilhante na defesa dos valores humanos mais elevados”.

Reuters

Deixe uma resposta

O seu endereço de e-mail não será publicado. Campos obrigatórios são marcados com *