A exposição fotográfica “Amazônia a Olhos Vistos” chega a Manaus e abre ao público no dia 9 de janeiro, no Bosque da Ciência, espaço de visitação do Instituto Nacional de Pesquisas da Amazônia (Inpa/MCTI). Depois de integrar um intenso circuito de visitas durante a 30ª Conferência das Nações Unidas sobre Mudanças Climáticas, a COP 30, realizada em novembro em Belém, a mostra convida o público a refletir sobre as crescentes ameaças à Amazônia e as soluções que já estão em curso para a proteção do bioma.
Desenvolvida pela Rede Bioamazonia, que reúne os principais institutos de pesquisa e inovação em biodiversidade da Pan-Amazônia, a exposição apresenta 20 fotografias feitas por pesquisadores e fotógrafos integrantes da rede. Com curadoria de João Valsecchi do Amaral e Miguel Monteiro, do Instituto Mamirauá, as imagens revelam os impactos das mudanças climáticas e das ações humanas sobre os ecossistemas, a biodiversidade e as comunidades tradicionais da região.
Para o diretor do Inpa, professor Henrique Pereira, a exposição fotográfica vai além da estética e cumpre um papel essencial de sensibilização científica. Segundo ele, “Amazônia a Olhos Vistos” convida o público a enxergar a floresta com atenção e consciência, mostrando que as ameaças à biodiversidade são reais, mas que a ciência aponta caminhos concretos para proteger o futuro da Amazônia.
Entre os registros expostos está uma imagem do pesquisador Jochen Schöngart, do Grupo de Pesquisa Ecologia, Monitoramento e Uso Sustentável de Áreas Úmidas (GP Maua), que mostra uma floresta morta de igapó no rio Uatumã, em decorrência da barragem de Balbina, no Amazonas. Outra fotografia é de autoria do jornalista Lucas Batista, ex-integrante da Assessoria de Comunicação do Inpa (Ascom/Inpa), e apresenta a Coleção Científica Biológica de Invertebrados do Instituto.
A mostra foi concebida especialmente para a COP 30 e apresentada inicialmente ao público no Parque Zoobotânico do Museu Paraense Emílio Goeldi, onde registrou visitação expressiva nas duas semanas da programação paralela da Conferência do Clima. No Bosque, a mostra será instalada na Ilha da Tanimbuca e a expectativa é que fique disponível ao público durante um ano.
De acordo com o chefe do Bosque da Ciência, Jorge Lobato, a exposição marca a primeira programação de 2026 no espaço científico-cultural do Inpa, que registrou recorde de visitantes em 2025. “Por ser janeiro um mês de férias, preparamos uma programação especial para esse período. Iniciamos com esta exposição, que é um trabalho extremamente bonito e significativo, e que convida o público a refletir sobre as crescentes ameaças que a região amazônica vem sofrendo”, afirmou.
O Bosque da Ciência funciona de terça a domingo, das 9h às 16h30, com permanência permitida até às 17h. As visitas são gratuitas, mediante agendamento prévio pelo link disponível Aqui.
Sobre a Rede Bioamazonia
A Rede Bioamazonia é um instrumento regional com a missão de fortalecer a cooperação transfronteiriça, integrar capacidades de pesquisa e inovação em biodiversidade e estimular a bioeconomia amazônica como alternativa ao modelo extrativista convencional.
Criada em 2024, a iniciativa surgiu diante de um contexto global marcado por múltiplas crises e mudanças aceleradas que vêm alterando drasticamente as condições de vida no planeta, em especial na Amazônia.
São institutos membros da Rede Bioamazonia:
• Instituto de Pesquisa de Recursos Biológicos Alexander Von Humboldt (Humboldt) – Colômbia
• Instituto Amazônico de Pesquisas Científicas SINCHI (SINCHI) – Colômbia
• Instituto de Desenvolvimento Sustentável Mamirauá (Instituto Mamiraruá) – Brasil
• Instituto Nacional de Pesquisas da Amazônia (Inpa) – Brasil
• Museu Paraense Emílio Goeldi (MPEG) – Brasil
• Instituto de Pesquisas da Amazônia Peruana (IIAP) – Peru
• Instituto Nacional de Biodiversidade (InaBio) – Equador
• Instituto de Ecologia da Universidade Mayor de San Andrés (IE/UMSA) – Bolívia
Fonte – Ascom
Edição – Coopnews
Foto – Divulgação/Ascom




