A castanha do Acre consolida espaço como um dos principais símbolos da nova bioeconomia amazônica. Com R$ 115 milhões movimentados, o chamado “Ouro da Floresta” fortalece o extrativismo e amplia oportunidades para comunidades que vivem da floresta em pé. O crescimento da cadeia produtiva também reforça o papel do Acre como referência em desenvolvimento sustentável na Amazônia. Além da geração de renda, a atividade contribui para preservar territórios e valorizar saberes tradicionais. A castanha deixa de ser apenas um produto regional e ganha destaque como motor econômico da floresta.
No coração da Amazônia, o Acre consolida sua vocação sustentável ao transformar o extrativismo vegetal em um motor econômico de escala global, alcançando a marca histórica de R$ 115,8 milhões em valor de produção em 2024.
A castanha-do-brasil assume o protagonismo absoluto deste cenário, representando sozinha 51% de toda a riqueza gerada pela extração florestal no estado
Impulsionada por tecnologias de manejo da Embrapa, a atividade deixou de ser apenas uma tradição para se tornar o pilar de uma bioeconomia moderna, que une ciência, preservação da floresta e desenvolvimento social para milhares de famílias extrativistas.
Esse ciclo produtivo de alta performance prova que, no solo acreano, a floresta em pé é sinônimo de progresso econômico e vanguarda ambiental
A força produtiva e a tecnologia do campo
O setor alcançou a produção de 9.945 toneladas em 2024, tendo como polos principais os municípios de Xapuri, Brasiléia e Rio Branco
O sucesso dessa cadeia deve-se, em grande parte, à adoção de Boas Práticas de Produção (BPP), que garantem um rendimento 15% superior nas usinas de beneficiamento e permitem o armazenamento seguro do produto para venda estratégica em períodos de entressafra
Recordes de exportação e mercado global
O início de 2026 aponta para um novo recorde histórico: apenas nos meses de janeiro e fevereiro, as exportações de castanha somaram US6,5 milhôes
O preço do produto exportado com casca disparou para US 2,91/kg, o maior valor desde 2020, refletindo uma forte valorização internacional diante da escassez global causada por fenômenos climáticos recentes
O desafio da industrialização local
Apesar dos números expressivos, 97% das exportações acreanas ainda concentram-se no produto in natura, o que motiva debates entre governo e empresários para ampliar o processamento da matéria-prima dentro do estado
O foco agora é agregar valor localmente para potencializar a geração de empregos e renda, consolidando o Acre como o grande centro industrial de produtos florestais não madeireiros da Amazônia.
Estima-se que a tecnologia de manejo da castanha gera cerca de 496 novos postos de trabalho anualmente.
Fonte – Agência Acre e Embrapa
Texto com apoio da Inteligência Artificial e edição da Coopnews.
Foto – Agência de Notícias do Acre




