A Pandemia da desinformação: professor de Direito Digital da UEA alerta sobre Fake News

Ciência e Tecnologia

Um estudo desenvolvido pela Associação civil sem fins lucrativos (AVAAZ) aponta que 9 em cada 10 brasileiros entrevistados viram pelo menos uma informação falsa sobre a COVID-19, e 7 em cada 10 brasileiros entrevistados acreditaram em, ao menos, um conteúdo desinformativo sobre a pandemia. O professor da disciplina de Direito Digital do curso de Direito da Escola Superior de Ciências Sociais da Universidade do Estado do Amazonas (ESO/UEA), Aldo Evangelista, afirma que esses dados sobre as desinformações (tradução adequada de “Fake News” no Brasil) é fruto de uma grande falta de Educação Digital.

“É preciso se preocupar em dar dicas às pessoas de como se proteger desse mundo, é necessário ter cautela, não compartilhar o que se tem dúvida, não abrir qualquer link e checar informações em sites confiáveis”, explicou.

Além disso, o advogado declara que a responsabilização pela disseminação dessas desinformações não cai apenas para o criador, mas também para aquele que compartilha. “É crime criar, como também é crime compartilhar, dependendo da situação a pessoa pode receber um indenização cível ou ter responsabilidade administrativa”, salienta.

Fake News é crime

O criador ou o indivíduo que compartilhou uma desinformação pode estar cometendo crimes contra a honra (Calúnia, Injúria ou Difamação). Esse pode sofrer variados tipos de punição.

Pânico na População

Aldo ainda expressa surpresa ao relembrar fato ocorrido no último sábado (23), onde um áudio foi compartilhado em grupos de um aplicativo de mensagem, alegando fechamento dos supermercados em um novo decreto de medidas para conter a Pandemia do Coronarírus no Amazonas. A desinformação causou aglomeração e grandes filas em supermercados para estocar produtos em casa. “Fiquei muito preocupado, nunca tinha visto uma desinformação se materializar desse jeito! A Pandemia abriu um campo para proliferação dessas desinformações, uma vez que as pessoas estão sensíveis e a flor da pele, é preciso ter cuidado”.

Por fim, o professor indicou dois sites que combatem a disseminação das desinformações, um promovido pelo Ministério da Saúde e outro, pelo Governo do Amazonas. Acesse através dos links um , link dois.

 

 

Fonte – UEA

Foto – Divulgação

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