Infectologista do Sistema Hapvida tira dúvidas sobre a vacinação contra o Covid-19

Ciência e Tecnologia

A vacinação contra a Covid-19 iniciou em todo o Brasil na última segunda-feira (18), neste primeiro momento serão vacinados profissionais de saúde e idosos que estão vivendo em situações de risco.

Enquanto boa parte da população brasileira aguarda ansiosamente a vacinação, várias dúvidas começaram a surgir entre familiares e amigos.

Uma recente pesquisa divulgada pelo RealTime Big Data, apontou que 69% dos brasileiros pretendem se vacinar contra a Covid-19, já 25% dos entrevistados afirmaram que não planejam se vacinar, e os outros 6% não souberam ou não responderam.

A pesquisa revelou ainda que entre os principais motivos dos entrevistados na recusa em tomar a vacina estariam: não confiar na vacina (14%), medo dos efeitos colaterais (6%) e já ter tido Covid-19 (4%). No entanto, em relação a esse último item, vale ressaltar que os especialistas recomendam a vacinação até mesmo a quem já foi infectado pelo coronavírus.

Por outro lado, outro ponto destacado pela pesquisa foi a confiança nas vacinas já validadas no país. A CoronaVac, fabricada pela chinesa Sinovac em parceria com o Instituto Butantan, aparece como a mais confiável com 24%, seguida da vacina da Universidade de Oxford/AstraZeneca, produzida no Brasil pela Fiocruz com 14%.

A médica infectologista Sílvia Fonseca, diretora regional de infectologia do Sistema Hapvida, que administra o Grupo São Francisco, respondeu algumas das principais dúvidas sobre o assunto. Confira:

O que é preciso para tomar a vacina?

Para receber a vacina, você deve estar em boas condições de saúde. Você não pode estar tendo febre e não pode estar se recuperando de uma doença grave. Mas isso quem vai saber é a pessoa que está no posto de vacinação, então siga as instruções e vá ao posto de saúde, quando for a sua vez.

Quem deve ser vacinado nessa primeira fase?

As pessoas, para se vacinarem, devem seguir as instruções do Ministério da Saúde, porque essa nova vacina faz parte do Programa Nacional de Imunização. O Ministério da Saúde definiu datas e está desenvolvendo a lista das pessoas que devem se vacinar primeiro. Inicialmente, serão os profissionais de saúde que estão na linha de frente combatendo a Covid-19 e os idosos que estão morando em asilos e vivendo em situações de risco, depois vão ser vacinadas as pessoas menos idosas, mas com outros problemas de saúde.

Porque devo me vacinar?

As pessoas têm que se vacinar, porque as vacinas são a melhor forma de nos prevenirmos de uma série de infecções que no passado matavam muitas pessoas, principalmente as crianças. As vacinas são seguras e principalmente as que já foram validadas pela Agência Nacional de Vigilância Sanitária (Anvisa). Então, vacine-se que isso só trará coisas boas pra você e para sua família.

As vacinas aprovadas no Brasil são realmente seguras?

As vacinas são seguras sim e a gente já não vê mais doenças como paralisia infantil ou a difteria (crupe), atualmente, por causa delas. Em relação a Covid-19, agora nós temos duas vacinas que já foram autorizadas pela Anvisa, portanto você deve se vacinar quando for a sua vez.

Após ser vacinado(a), já estarei livre da contaminação?

Mesmo que você já tenha recebido uma ou até duas doses de vacina, você não deve deixar de usar a máscara. Porque pra combater a Covid, nós precisamos de máscara, álcool em gel e é claro das vacinas. Até que todo mundo esteja imunizado, a máscara ainda vai ser muito importante, então por favor não deixe de usar a máscara.

Sobre o Sistema Hapvida

Com mais de 6,7 milhões de clientes, o Sistema Hapvida hoje se posiciona como um dos maiores sistemas de saúde suplementar do Brasil presente em todas as regiões do país, gerando emprego e renda para a sociedade. Fazem parte do Sistema as operadoras do Grupo São Francisco, RN Saúde, Medical, Grupo São José Saúde, além da operadora Hapvida e da healthtech Maida. Atua com mais de 36 mil colaboradores diretos envolvidos na operação, mais de 15 mil médicos e mais de 15 mil dentistas.

Os números superlativos mostram o sucesso de uma estratégia baseada na gestão direta da operação e nos constantes investimentos: atualmente são 45 hospitais, 191 clínicas médicas, 46 prontos atendimentos, 175 centros de diagnóstico por imagem e coleta laboratorial.

 

 

Fonte – Ascom

Foto – Divulgação

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