Região Norte: 68% dos entrevistados passaram a utilizar apps de entrega de comida mais vezes durante a pandemia de Covid-19, revela pesquisa

Ciência e Tecnologia

• O estudo qualitativo realizado pela Ipsos e o quantitativo realizado pelo Datafolha, ambos encomendados pelo app de delivery 99Food, busca compreender a relação dos entrevistados com a alimentação e o uso de apps de delivery nesse processo

• Os pedidos durante o jantar representam 55% de segunda a sexta-feira, o que aponta uma mudança de hábito dos consumidores;

• Ticket médio por pedido é de R﹩ 27,47 durante a semana e R﹩ 29,59 aos fins de semana

Desde o início da pandemia de Covid-19, 68% dos participantes da pesquisa na região Norte de todas as classes sociais, passaram a pedir mais comida nas plataformas. Esse dado foi revelado nas pesquisas realizadas pelo Ipsos (qualitativa) e pelo Datafolha (quantitativa), ambas encomendadas pelo app de delivery 99Food. O estudo busca conhecer os hábitos das pessoas em relação à alimentação e identificar quem são os que cozinham, além do papel do delivery na vida dessas mesmas pessoas, quando e por que é utilizado, possibilitando compreender os perfis e hábitos dentro dos apps.

A pesquisa mostra que esse novo hábito veio para ficar. É o que demonstra 63% dos entrevistados, ao sinalizar que, mesmo após o fim da pandemia, pretendem manter os pedidos de comida por app, enquanto 20% planejam ampliar a utilização no futuro.

Outro dado que impressiona diz respeito a um outro novo público dos deliveries, as pessoas acima de 60 anos. O índice de uso por eles, em todo Brasil, nesse período é de 80%. Parte considerada grupos de risco, tiveram que redobrar os cuidados desde que a pandemia se instaurou, o que implicou no isolamento social mais severo, razão pela qual podem ter aderido à tecnologia para receber comida em casa, já que estavam evitando ao máximo sair para fazer compras, o que os impedia de cozinhar, provavelmente.

Quem cozinha?

A pesquisa do Datafolha aponta que 75% dos entrevistados da regiões Norte são os principais responsáveis pela preparação do alimento em casa, sendo que 51% recebem ajuda de outras pessoas e 24% cuidam de tudo sozinhos. Referente à frequência, quase metade (47%) cozinham diariamente, enquanto 15% apenas durante a semana (segunda-feira a sexta-feira). O estudo revela que para 32% a preocupação com alimentação saudável não muda de acordo com o dia da semana e 25% percebem que a preocupação é menor aos finais de semana.

Por que o delivery de comida?

Seja pela ausência de uma rede de apoio, por falta de tempo, conhecimento ou ainda devido às questões históricas e culturais, o brasileiro na pandemia foi em busca de segurança, praticidade e qualidade para não abrir mão de uma boa alimentação. Diante desse cenário, os serviços de delivery têm sido aliados no cotidiano, antecipando, inclusive, uma tendência esperada pelo mercado.

Segundo o estudo, 51% dos entrevistados disseram que utilizam os apps para comer algo diferente, que saia da rotina. Já 32% pedem pratos em para não ter que sair de casa.

Os pedidos durante o jantar representam 55% durante a semana e 61% aos sábados e domingos. Segundo a pesquisa, de R﹩ 27,47 durante a semana e R﹩ 29,59 aos fins de semana. Com base no estudo, Danilo Mansano, conclui que “a compra de comida por aplicativo tem como ponto central a busca por diferentes sabores, qualidade e a praticidade proporcionada por esse serviço”.

Considerando o Brasil inteiro, entre as principais razões para pedir delivery estão comer algo diferente e que saia da rotina (48%); Comer algo específico sem ter de cozinhar (43%); Praticidade (33%); Não precisar cozinhar (31%); E não precisar sair de casa (25%). Os pedidos durante o almoço já representam 28% de segunda a sexta-feira e 26% aos fins de semana. “Esse é um dado muito interessante, pois mostra que o delivery não é usado apenas para compras de pratos, como uma pizza aos fins de semana durante a noite. Acredito que seja uma transformação que está em progresso de um mercado de pedidos esporádicos para um de alimentação diária. É muito provável que a pandemia tenha colaborado com essa mudança de comportamento mais rápido do que imaginávamos”, analisa Danilo Mansano, diretor-executivo da 99Food. 50% pedem para comer refeições especiais que não conseguem cozinhar (se relaciona com o fato de a maioria não elaborar pratos, ou seja, cozinham o que é mais simples (trivial). Se não cozinham, recorrem aos que sabem fazer).

Metodologia Datafolha: Pesquisa quantitativa, realizada mediante autopreenchimento online de questionário estruturado em painel de internautas, entre os dias 8 de abril a 7 de maio deste ano. Foram entrevistadas 1.515 pessoas (46% homens, 54% mulheres), distribuídas em todas as regiões do Brasil. Os entrevistados possuem entre 16 anos ou mais, pertencentes a todas as classes econômicas e que utilizaram apps de delivery de comida no último mês, anterior à pesquisa. A margem de erro máxima para o total da amostra é de 3 pontos percentuais, para mais ou para menos, dentro do nível de confiança de 95%.

Metodologia Ipsos: Pesquisa qualitativa, realizada com homens e mulheres de 25 a 55 anos, moradores de São Paulo e Jundiaí, através de entrevistas em profundidade online. Os resultados foram usados como base e direcionamento para a elaboração da etapa quantitativa posterior, conduzida pelo instituto Datafolha.

 

 

Fonte – Ascom

Foto – Ascom

 

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