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Com apoio da Emater, extrativista de açaí em Belém comemora conquista de crédito rural

Com orientação da Emater e apoio da linha Acredita, do Banco da Amazônia, o extrativista conseguiu investir e melhorar a produção.
A conquista beneficia um balneário na Estrada da Ceasa e representa mais renda, segurança e perspectivas para o negócio familiar.
Trabalhar com açaí sempre fez parte da rotina, mas o acesso ao crédito rural abriu novas possibilidades de crescimento.

O réveillon de Reginaldo Chagas, de 55 anos, vai ser diferente este ano. Morador de Belém, ele começa o novo ciclo celebrando uma conquista importante: o acesso ao primeiro crédito rural da zona periurbana da capital. Extrativista e empreendedor do turismo rural, Reginaldo recebeu o apoio da Emater para tirar o projeto do papel e dar um novo passo no próprio negócio.

O recurso de R$ 12 mil, concedido pela linha Acredita, do Banco da Amazônia, será usado no manejo de um hectare de açaí nativo dentro do, balneário Paraíso Verde, na Estrada da Ceasa, no bairro Curió-Utinga. A área, com cinco hectares às margens do Rio Guamá, é cuidada pela família e funciona como um espaço de lazer e turismo agroecológico aberto ao público. Além do açaí, o local também abriga o cultivo de 200 pés de cacau.

No restaurante do balneário, o açaí de várzea batido na hora é um dos destaques do cardápio. O caroço do fruto também gera renda extra e é vendido no Porto da Palha, no bairro do Condor. Durante a safra, a produção chega a cerca de 450 quilos por dia, garantindo sustento e movimento ao negócio.

Para Reginaldo, o acompanhamento técnico da Emater foi decisivo. Com orientação especializada, ele espera facilitar a colheita, melhorar o manejo e manter a qualidade do açaí ao longo de todo o ano. Mais do que investimento, o crédito rural representa segurança, crescimento e valorização da comunidade. “A Emater é uma grande ajuda. Com esse apoio, estamos fazendo o negócio crescer e fortalecendo todo o entorno”, conta.

Segundo o veterinário Lázaro José Silva, técnico da Emater em Belém, a presença da instituição na periferia da capital ajuda a dar visibilidade a uma realidade pouco conhecida. A produção rural segue viva dentro da cidade, preservando tradições amazônicas, gerando renda e mantendo o vínculo com a natureza. Na Estrada da Ceasa, esse trabalho fortalece o chamado Cinturão Verde, onde campo e cidade caminham juntos.

Demanda

Pelo menos outras dez famílias da Estrada da Ceasa estão se preparando para receber crédito rural por meio da parceria entre Emater e Basa, no começo de 2026.

Algumas das estratégias das Instituições perpassam por adaptar a exigência de documentos à realidade habitacional, com a referência dos termos de uso expedidos pela Secretaria do Patrimônio da União (SPU), e desburocratizar o processo de financiamento, via tecnologias de aplicativos de smartphones.

O assessor de microfinanças do Basa Acredita, Felipe Rodrigues, salienta a importância dos esforços conjuntos de Basa e Emater. “Estamos comprometidos com a missão de levar crédito rural. O produtor tem a força, tem o conhecimento, porém às vezes falta o recurso, falta o investimento. A Emater presente é de suma importância, porque não existe quem conheça melhor o produtor rural. Com ela, o Basa chega ao produtor com mais confiança, porque vem atrelado à confiança que o produtor deposita no trabalho da Emater. É uma parceria que regamos sempre”, resume.

O representante do Basa explica que o microcrédito é um elemento transformador: ” É um valor que permite suprir necessidades, que impulsiona ou permite início de produção, com um retorno subsidiado, de resultado social. São créditos do FNO [ Fundo Constitucional de Financiamento do Norte], do Pronaf [Programa Nacional de Fortalecimento da Agricultura Familiar], do Plano Safra com vantagens consideráveis: 40% de desconto, dois anos de prazo para pagar, taxa de juros de meio por cento ao ano”, esmiuça.

 

 

Fonte – Agência Pará

Foto – Divulgação/Agência Pará

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