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Cooperativas ganham força na expansão da conectividade rural no Brasil

Nova lei abre caminho para internet e telefonia chegarem a regiões historicamente isoladas.
Modelo cooperativista aposta na presença regional para acelerar inclusão e desenvolvimento.
Produtores rurais poderão acessar com mais facilidade tecnologias digitais no campo.

A aprovação da Lei 15.324/2026 marca um novo capítulo para a conectividade rural no Brasil. A nova legislação autoriza cooperativas a atuarem oficialmente na oferta de serviços de internet e telefonia, ampliando as possibilidades de acesso digital em regiões que há décadas convivem com sinal precário ou ausência total de cobertura. A expectativa do setor é que a medida acelere investimentos no interior do país e leve mais tecnologia ao campo. Para produtores rurais, a conectividade deixou de ser apenas comodidade: hoje ela representa produtividade, competitividade e acesso a oportunidades. Com forte presença regional e conhecimento da realidade local, as cooperativas passam a ocupar papel estratégico na transformação digital das áreas rurais brasileiras.

A expansão da conectividade rural é vista pelo setor agropecuário como uma das principais ferramentas para reduzir desigualdades históricas de infraestrutura no interior do país. A nova legislação permite que cooperativas obtenham concessões, permissões e autorizações para atuar formalmente na prestação de serviços de telecomunicações, fortalecendo a presença digital em comunidades afastadas dos grandes centros urbanos.

Na prática, a medida pode acelerar o acesso de milhares de produtores às tecnologias que já fazem parte da rotina do agronegócio moderno. Ferramentas como agricultura de precisão, monitoramento climático, rastreabilidade da produção, comercialização digital e acesso remoto a crédito rural dependem diretamente de conexão estável com a internet.

Autor da proposta, o deputado federal Evair de Melo, diretor da Frente Parlamentar do Cooperativismo (Frencoop), afirma que a iniciativa atende uma demanda antiga do campo brasileiro.

Segundo ele, o cooperativismo possui capilaridade e proximidade com os produtores, características que podem fazer diferença justamente em regiões onde grandes operadoras de telecomunicações não conseguiram avançar.

“Estamos levando oportunidade para áreas onde o mercado tradicional não conseguiu chegar. As cooperativas conhecem a realidade local e conseguem organizar soluções coletivas para atender produtores, comunidades e pequenos municípios”, destacou.

O parlamentar também reforça que a conectividade rural se tornou uma necessidade econômica. “A internet hoje é ferramenta de produção. Quem permanece desconectado perde acesso à tecnologia, à informação, ao mercado e até mesmo às oportunidades de financiamento”, afirmou.

A expectativa do setor é que o modelo cooperativista contribua para acelerar investimentos em áreas consideradas de baixo retorno financeiro pelas grandes teles. A atuação regionalizada e a relação direta com os produtores são apontadas como diferenciais importantes para ampliar a cobertura em municípios menores e localidades mais afastadas.

Os números mostram a força da estrutura cooperativista no interior do Brasil. Dados do Anuário do Cooperativismo Brasileiro 2025, do Sistema OCB, apontam que o setor reúne atualmente 25,8 milhões de cooperados e conta com 4.384 cooperativas distribuídas em todos os estados brasileiros. Juntas, elas estão presentes em 3.586 municípios.

Somente em 2024, o cooperativismo movimentou R$ 757,9 bilhões em ingressos e gerou mais de 578 mil empregos diretos no país.

No ramo agropecuário, são mais de 1 milhão de cooperados espalhados por 1.172 cooperativas. Já no setor de infraestrutura, três cooperativas que atuam no Rio Grande do Sul já operam empresas prestadoras de serviços de telecomunicações, atendendo mais de 74 mil usuários em comunidades rurais.

Para o coordenador do ramo infraestrutura do Sistema OCB, Rodolfo Jordão, a ampliação da conectividade rural representa um movimento natural dentro do cooperativismo.

“As cooperativas já fazem parte da rotina do produtor rural. Elas ajudam a conectar informação, assistência técnica, gestão e acesso a oportunidades. A internet amplia ainda mais essa capacidade de transformação”, afirmou.

Ele também destaca que o avanço da internet no campo pode impulsionar o desenvolvimento econômico regional e reduzir desigualdades entre áreas urbanas e rurais.

“Políticas públicas como essa fortalecem o diálogo entre o setor produtivo e o poder público. Esse alinhamento é essencial para enfrentar desafios históricos e construir soluções mais eficientes para quem vive e produz no interior do país”, concluiu.

 

 

Fonte – OCB

Texto com apoio da Inteligência Artificial/ Redação e Edição da Coopnews.

Foto – MundoCoop

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