O Sistema OCB participou da Câmara das Mulheres Rurais levando experiências do cooperativismo voltadas ao fortalecimento feminino no campo. Durante o encontro, a superintendente Tania Zanella ressaltou a força das mulheres na construção de novas oportunidades econômicas e sociais nas comunidades rurais. O debate reuniu lideranças e representantes do setor para discutir inclusão, empreendedorismo e desenvolvimento sustentável. A iniciativa também destacou o impacto do cooperativismo na geração de renda e na valorização do trabalho feminino. As Mulheres Rurais foram apontadas como protagonistas de mudanças importantes no agronegócio e na agricultura familiar. O encontro reforçou ainda a necessidade de ampliar políticas e ações voltadas à equidade no meio rural.
O Ministério da Agricultura e Pecuária (Mapa) instalou formalmente, nesta quarta-feira (10), a Câmara Temática das Mulheres Rurais, colegiado vinculado ao Conselho Nacional de Política Agrícola (CNPA) criado pela Portaria 892, de março deste ano. A cerimônia aconteceu na Esplanada dos Ministérios, em Brasília, e reuniu representantes do poder público e do setor produtivo. Tania Zanella, presidente executiva do Sistema OCB, representou o cooperativismo no evento.
Sistema OCB leva experiência do coop à Câmara das Mulheres Rurais
Tania Zanella durante sua fala no lançamento da Câmara. Foto: Ministério da Agricultura
A instalação da Câmara ganhou ainda mais relevo pelo fato de a Organização das Nacões Unidades (ONU) ter declarado 2026 como o Ano Internacional da Mulher Agricultora, coordenado pela FAO. Mulheres respondem por 40% da força de trabalho agroalimentar global, mas enfrentam uma lacuna de produtividade de 24% em relação aos homens, por falta de acesso a terra, crédito e tecnologia. Recebem, em média, 78 centavos para cada dólar pago a um homem no setor. Empoderar essas mulheres poderia ampliar o PIB global em US$ 1 trilhão e tirar 45 milhões de pessoas da insegurança alimentar. Os dados são da própria ONU.
Primeira mulher a presidir o Sistema OCB em seus 57 anos de história, Tania destacou em sua fala o cooperativismo como um dos principais instrumentos de inclusão produtiva feminina no Brasil e apresentou números do Anuário do Cooperativismo Brasileiro 2025: as mulheres representam 41,8% do total de 25,8 milhões de cooperados e 52% dos empregados no movimento. “O cooperativismo já é um espaço onde as mulheres do campo encontram estrutura para produzir, se organizar e crescer. Mas precisamos avançar na liderança. Hoje, apenas 22% dos dirigentes são mulheres. Essa Câmara chega para fazer um trabalho muito importante, e o cooperativismo vai estar junto nessa construção”, disse Tania.
A presidente executiva também destacou a capilaridade do cooperativismo agropecuário como canal para que as diretrizes desta Câmara cheguem ao público-alvo. “As cooperativas estão presentes em 3.586 municípios brasileiros e em todos os estados. Essa capilaridade, com certeza, contribui para levar os objetivos desta iniciativa às mulheres de todos os rincões do nosso país”.
A cerimônia foi presidida por Ângela Peres, diretora do Departamento de Promoção do Agronegócio do Mapa e presidente da Câmara Temática. Participaram ainda Teresa Vendramini, ex-presidente da Sociedade Rural Brasileira; Vera Lucia de Oliveira Daller, ex-Coordenadora no Ministério da Agricultura, consultora e especialista em Gênero e Cooperativismo; e o secretário de Política Agrícola do Mapa, Guilherme Campos. O ministro André de Paula encerrou o ato.
A instalação da Câmara aconteceu dois dias após a Comissão de Agricultura da Câmara dos Deputados aprovar, em 8 de junho, projeto que institui a Política Nacional de Valorização da Mulher Rural — texto que agora segue para tramitação no Senado com foco em autonomia econômica e fortalecimento da liderança feminina no campo.
Fonte – Ascom
Texto com apoio da Inteligência Artificial/ Edição da Coopnews.
Foto – Divulgação/Ascom




