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Cota capital – o que é, como funciona e por que importa para o cooperado

Entender como funciona a cota capital ajuda o cooperado a aproveitar melhor os benefícios e resultados.
Veja como ela é formada, quando pode ser resgatada e como contribui para o crescimento da cooperativa.
A cota capital é a parte financeira que liga o cooperado à cooperativa e fortalece sua participação.

Quando você entra em uma cooperativa financeira, é preciso adquirir a cota capital. Esse valor é mais do que uma formalidade: ele garante a estabilidade da cooperativa e, ao mesmo tempo, faz de você um dos donos do negócio. Investir na cota capital é uma maneira inteligente de fortalecer seu patrimônio e participar ativamente dos resultados da cooperativa.

Neste guia, você vai descobrir de forma simples o que é a cota capital, como ela se conecta com o capital social, quais são as regras de remuneração e por que ela é um dos maiores diferenciais do cooperativismo.

O que é cota capital? Sua participação na cooperativa

A cota capital é a parcela do capital social que representa a participação econômica do cooperado dentro de uma cooperativa financeira. Em outras palavras, quando você ingressa em uma instituição financeira cooperativa, adquire ao menos uma cota-parte, tornando-se parte do capital social dessa cooperativa. Isso significa que você se torna dono do negócio.

Cota capital, capital social e conta capital

Embora as expressões sejam usadas de forma intercambiável, existe uma diferença técnica entre elas:

Cota capital/cota-parte: é o valor unitário mínimo que um cooperado adquire (a “ação” do cooperativismo).

Capital social: é a soma de todas as cotas-partes de todos os cooperados. Ou seja, é o patrimônio líquido da cooperativa, que demonstra sua solidez no Sistema Financeiro Nacional.

Conta capital: é a conta específica, individual e intransferível na qual o valor da cota capital e seus rendimentos (juros e sobras) ficam depositados.
Quais são as vantagens da cota capital?

O diferencial Cresol

Investir na cota capital traz benefícios únicos que vão além da simples rentabilidade de um investimento tradicional. Isso porque o cooperativismo é um modelo que integra retorno financeiro com participação democrática e segurança.

Ponto-chave Vantagem para o cooperado Benefício direto

Segurança do investimento Previsão na legislação e proteção do patrimônio da cooperativa. Investimento de longo prazo com baixo risco.
Retorno financeiro Remuneração anual sobre o valor investido (juros e sobras). Lucro proporcional à sua participação e uso dos serviços.
Poder de voto Direito a voto em Assembleias (independentemente do número de cotas). Influência nas decisões e gestão democrática.
Acesso a crédito A cota parte funciona como lastro e fortalece o relacionamento. Facilidade e juros mais baixos em empréstimos e financiamentos.

1. Poder decisório e gestão democrática

Ao adquirir sua cota-parte numa cooperativa financeira, você assegura o direito de participar das Assembleias. Esses encontros são a oportunidade para cada cooperado exercer o poder de voto nas decisões administrativas da instituição, independentemente de quanto investiu. A ideia é manter uma gestão transparente e democrática, que leve em conta os interesses coletivos, e não apenas as vontades de um chefe. No sistema cooperativista, qualquer participante é dono. Por isso, vence o que for melhor para todo mundo.

2. Acesso facilitado a crédito justo

A cota parte funciona como uma espécie de garantia e estabelece um vínculo de confiança. Um cooperado que investiu seu capital social demonstra compromisso com a instituição. Como resultado, a pessoa conquista acesso a todos os serviços de crédito disponibilizados pela instituição, inclusive empréstimos e financiamentos, muitas vezes com taxas de juros mais baixas, pois a cooperativa não visa ao lucro, mas sim ao benefício do quadro social.

3. Capitalização e acúmulo de patrimônio

O investimento inicial traz ganhos pessoais no longo prazo. Isso porque a cota capital rende juros anualmente e tem participação nas sobras. Dessa forma, à medida que o tempo passa, o seu patrimônio financeiro vai crescendo. Ao mesmo tempo, o capital investido na cooperativa a torna mais forte, gerando melhores resultados para todos os envolvidos no negócio.

Rentabilidade da cota capital: juros e sobras

O rendimento da cota capital é um grande atrativo, composto por duas formas principais de retorno financeiro, o que o torna um investimento de longo prazo único:

Remuneração com juros sobre capital

A cota capital rende juros sobre anualmente o saldo médio investido. A regra para o pagamento de juros sobre capital (ou juros ao capital) é definida anualmente pelo Conselho de Administração e pela Assembleia, mas deve respeitar o limite máximo da Taxa Selic anual.

Na Cresol, todos os anos, seu capital social poderá ser remunerado conforme os fatores econômicos da atualidade. A remuneração das cotas-partes na Cresol é um compromisso de valorização do investimento do cooperado.

Participação nos resultados (sobras)

No sistema cooperativista, o resultado positivo da instituição (o lucro) é chamado de “sobras”. Ao final do exercício, as sobras podem ser distribuídas entre os cooperados, conforme a deliberação em Assembleia.

Cálculo da distribuição: a distribuição das sobras é proporcional à participação e ao volume de movimentação do cooperado com a cooperativa. Ou seja, quem mais usa os serviços (crédito, investimentos, seguros) tende a ter uma maior participação nas sobras, maximizando o retorno.

A segurança da cota capital e a participação no SFN

O investimento em cota capital é seguro e estável, diferentemente de aplicações de renda variável.

Previsão legal e estabilidade

A cota capital está prevista na Lei nº 5.764/71 (Lei do Cooperativismo). Assim, o valor só pode ser resgatado sob regras específicas do estatuto da cooperativa, o que garante que o capital social permaneça na instituição para financiar suas operações e dar solidez no longo prazo.

Participação das cooperativas de crédito no sistema financeiro

As cooperativas de crédito são parte integrante do Sistema Financeiro Nacional (SFN) e estão sujeitas à fiscalização do Banco Central do Brasil. Dessa forma, é possível garantir a transparência e a solidez da instituição. O capital social é o lastro que permite essa participação das cooperativas de crédito no sistema financeiro e o acesso a todos os serviços que você encontraria em um banco, mas com o diferencial do propósito social e do retorno financeiro.

 

 

Fonte – Ascom

Edição – Coopnews

Foto – Divulgação/Ascom

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