Adalberto Holanda, Eliberto Barroncas e Osmar Oliveira lançam álbuns com composições inéditas em transmissão ao vivo

Cultura

O canto preso na garganta durante a pandemia retorna aos palcos no próximo dia 30.12, às 19h, com direito à transmissão ao vivo: os músicos amazonenses Adalberto Holanda, Eliberto Barroncas e Osmar Oliveira se unem em apresentação inédita para o lançamento dos álbuns mais recente de cada um. A live show será no Teatro da Instalação, às 19h, com participação de público reduzido. Os projetos foram contemplados no edital Prêmio Manaus de Conexões Culturais, da Fundação Municipal de Cultura, Turismo e Eventos (Manauscult), com recursos da Lei Federal Aldir Blanc.

Intitulada “Imaginando … Cantos da Floresta”, a apresentação traz composições inéditas e regravações com nova roupagem e arranjos diferenciados de grandes sucessos dos artistas que se consagraram com o grupo Raízes Caboclas. Serão apresentadas oito músicas, quatro de cada projeto: “Mulheres que cantam”, de autoria de Eliberto Barroncas em parceria com Adalberto Holanda; e “Minha Vida Música”, de Osmar Oliveira.

O projeto e a transmissão levam a assinatura da produtora cultural e visual Carla Batista, que também é responsável pelo design de divulgação.

O pocket show será transmitido por meio da página do facebook criada para o projeto “Mulheres que cantam” (@MulheresQueCantamAm). Para assistir ao show presencialmente é preciso inscrever-se no site https://cultura.am.gov.br/portal/. Serão disponibilizadas 25 vagas em atendimento ao protocolo sanitário de segurança do espaço.

Eliberto e Adalberto colocam em verso e canção uma coletânea de momentos da vida eternizados ao longo de muitos anos. Exemplo disso são as canções “Imaginando”, que fala sobre a circularidade, e que faz menção à capoeira. O álbum possui também “Canto das margens” e “Um choro para Marseille”, composta para uma artista francesa que Eliberto conheceu em uma viagem pela França, além de outras sete músicas. Todas são interpretadas por mulheres convidadas.

“São músicas minhas em parceria com o Adalberto Holanda. E são canções que não foram feitas nesse momento. Elas foram compostas ao longo dos anos. E surgiram com a proposta de serem interpretadas por mulheres. Seja para um espetáculo de dança, festival, entre outros momentos. Elas estavam na ‘gaveta’ há uns 15 anos e agora selecionamos 10 composições para o ‘Mulheres que cantam’”, afirma.

As cantoras Enna Carvalho, Edilene Farias, Guerline Richard, Suzana Cláudia Freitas, intérpretes mais próximas da Música Popular Brasileira e Amazônica, além da cantora Daniela Nascimento, que atua também no segmento de Rock e composições autorais, soltam a voz ao lado de outros nomes como a soprano Izabel Barros, a atriz e produtora cultural Carol Sant’Ana, a biblioteconomista Railda Vitor, com experiência em artes e cultura popular, a artista plástica Eliana Chaves e a artesã Dora Moreira.

Eliberto explica que a partir da convivência com as intérpretes no estúdio percebeu como cada uma compreendeu o projeto musical, o que trouxe novos horizontes a partir do álbum. “Um exemplo é que, além dos CD’s, haverá confecções de camisas, canecas que, futuramente, estarão também em um site próprio que terá novos direcionamentos”.

Novas fronteiras que dialogam com outras formas de expressão artística como artes visuais, performances, dança também estão na perspectiva. “O projeto vai ultrapassar o álbum e é um caminho que está sendo desmembrado não só no sentindo do cantar, mas também no sentindo de realizar a arte para conquistar a própria voz nesse mundo patriarcal que tanto silencia as mulheres”, completou.

Vida e música

Esta é a primeira vez que Osmar Oliveira subirá aos palcos desde o início da pandemia e ele se diz ansioso para soltar a voz. Além disso, o retorno à música tem um sabor especial de celebração após ter enfrentado problemas de saúde que adiaram a realização do lançamento.

“Fui diagnosticado com câncer na garganta, pneumonia e outros problemas de saúde, mas que consegui superar, então é um projeto com sabor a mais de vitória. É um CD que contém músicas de minha autoria, em parceria com amigos, e acredito que será bem recebido pelo público. Nós tivemos todo o cuidado de fazer nova roupagem de músicas já conhecidas e de canções inéditas”, conta.

O álbum traz 12 músicas, sendo seis inéditas, além de um poema e registra 38 anos da carreira do artista natural de Benjamin Constant e sua trajetória até o reconhecimento em Manaus. Osmar Oliveira é compositor de várias canções marcantes, entre elas, Amazonas Moreno e Cheiro de Caboca.

“Apesar de tudo que passamos nesse ano com a pandemia, estamos muito ansiosos com esse projeto ‘Minha vida música’. Estou com vontade de subir no palco, de falar com as pessoas e cantar junto! Até porque é um CD que foi feito com meus amigos e foram eles que incentivaram a fazer essa obra com as minhas composições”, conta.

A curadoria e produção executiva é de Jean Antunes. A produção musical ficou a cargo do parceiro de grupo, Eliberto Barroncas. Por conta da pandemia e por ser do grupo de risco, Osmar acompanhou o trabalho de estúdio remotamente.

“Com o desenvolvimento do trabalho notamos a necessidade de estender essa homenagem a outros mestres da cultura popular e vimos a oportunidade de estender o projeto ‘Minha Vida Música’. Então, em breve teremos outras edições deste projeto para contemplar outros grandes artistas da nossa região”, afirma Jean Antunes.

Os álbuns “Mulheres que cantam” e “Minha Vida Música” estão disponíveis para venda nas lojas Objeto de Papel e também no dia do evento.

 

Fonte – Ascom

Foto – Divulgação

 

Deixe um comentário