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Custo-Brasil é o maior entrave para expansão do setor em 2022

Conjunto de dificuldades estruturais, burocráticas, trabalhistas e econômicas que atrapalham o crescimento do país, o chamado Custo-Brasil retira R$ 1,5 trilhão por ano das empresas instaladas no Brasil. Isso corresponde a 20,5% do Produto Interno Bruto, segundo estimativa da Confederação Nacional da Indústria (CNI).

E na visão dos profissionais que participaram da última enquete do Panorama Farmacêutico, o Custo-Brasil é mesmo a maior barreira para a expansão do setor em 2022. Dos 1.979 respondentes, 46% (914) manifestaram essa opinião. Para 25% (499), a complexidade tributária é a grande vilã. Já o ambiente de incerteza política teve 21% dos votos (413) e a corrupção, 8% (153).

Segundo um relatório da CNI sobre o tema, divulgado em janeiro deste ano, o Custo-Brasil influencia negativamente a economia e o ambiente de negócios, encarece a mercadoria e a operação logística, o que leva a uma excessiva carga tributária.

No comércio varejista, o cenário é ainda mais preocupante. A Confederação Nacional do Comércio de Bens, Serviços e Turismo (CNC) lembra que o comércio varejista só repassou ao consumidor metade dos aumentos de custos acumulados nos últimos 12 meses.

“E a guerra no Leste Europeu deve manter as pressões inflacionárias persistentes nos próximos meses, sobretudo em atividades como a venda de combustíveis, o que afeta diretamente o preço no atacado e se estenderá rapidamente ao varejo”, ressalta Fabio Bentes, economista-sênior da CNC.

Farmácias de pequeno e médio porte, dependentes do trabalho de distribuidoras, estão entre os nichos que mais poderão ter impactos negativos.

Fonte – Ascom

Foto – Divulgação

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