Turismo

Da cozinha ribeirinha ao turismo de base comunitária – negócio do Pará se reinventa

Com a transformação estrutural e de gestão, o turismo de base comunitária se consolida como alternativa de renda e valorização da cultura ribeirinha.
Em Belterra, no oeste do Pará, um pequeno negócio deu um salto ao apostar no turismo de base comunitária como novo caminho de crescimento.
A iniciativa integra um projeto do Sebrae voltado à bioeconomia, que apoia empreendedores locais com orientação técnica e estratégica.

Cores vivas da cultura ribeirinha, cheiro de peixe fresco do Tapajós e o som da floresta ao redor. A antiga “Casa do Elton”, que começou como um restaurante simples na Flona do Tapajós, hoje é referência em turismo de base comunitária e bioeconomia em Belterra, no Pará.

Localizado na comunidade de Piquiatuba, dentro da Floresta Nacional do Tapajós, o espaço comandado por Elton John Vasconcelos passou por uma virada após participar de um programa intensivo de capacitação do Sebrae. Foram mentorias, consultorias e treinamentos que envolveram atendimento, hospitalidade, organização, identidade visual e gestão.

A transformação foi além da cozinha. O negócio ganhou nova identidade e ambientação, fortalecendo o conceito de turismo de base comunitária. O estilista Walter Rodrigues, em parceria com a Assintecal e o Sebrae, criou uniformes exclusivos para a equipe, confeccionados por mulheres da própria comunidade, valorizando a cultura local e gerando renda.

De restaurante regional, a Casa do Elton se tornou um espaço de experiência. O visitante não encontra apenas pratos típicos, mas vivência, acolhimento e conexão com a floresta. O projeto incluiu também qualificação gastronômica e incentivo ao artesanato local.

Hoje, a Casa do Elton mostra na prática como o turismo de base comunitária pode transformar realidades. O que antes era um pequeno restaurante se consolidou como exemplo de desenvolvimento sustentável, mantendo a floresta em pé e a comunidade como protagonista da própria história.

Newman Costa, coordenadora nacional de Biomas e Bioeconomia do Sebrae

“O que antes era um restaurante simples se tornou um modelo de negócio sustentável, integrado à bioeconomia e preparado para receber o mundo. A gente enxergou nele o potencial de mudança. Hoje ele é referência. É um exemplo de como é possível crescer sem perder a identidade”, conclui Newman.

O negócio avança agora para uma nova etapa. A Casa do Elton em breve vai oferecer serviços de hospedagens em chalés ecológicos no estilo pousada. As obras começaram em fevereiro, com inauguração prevista para abril. Sempre dedicado ao trabalho, Elton está confiante sobre os projetos para crescimento: “Estamos começando com o pé direito e vamos terminar com o pé direito”.

Sobre o Projeto

O programa de Bioeconomia do Sebrae, desenvolvido inicialmente no bioma amazônico, ganhou destaque com o lançamento de um livro durante a COP30. A iniciativa estruturou uma metodologia específica para fortalecer empreendimento da bioeconomia na região, considerando as oportunidades geradas pelo evento e as particularidades do território.

Agora, o projeto avança para Amapá, Acre e Amazonas e inicia a expansão do modelo para outros biomas brasileiros, como Cerrado, Mata Atlântica, Pantanal, Caatinga e Semiárido. A proposta é replicar a metodologia desenvolvida na Amazônia, adaptando-a às realidades locais para impulsionar a bioeconomia em diferentes regiões do país.

 

Fonte – Agência Sebrae

Edição – Coopnews

Foto – Divulgação/Agência Sebrae

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