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Dedo em gatilho – quando o dedo trava e o corpo pede atenção

O dedo em gatilho é uma condição comum que provoca dor, estalos e dificuldade para movimentar os dedos. Embora incomode, tem tratamento eficaz e pode ser curado quando diagnosticado precocemente.
A doença pode atingir qualquer dedo, inclusive o polegar, mas ocorre com mais frequência nos dedos médio e anelar.
Identificar os sinais logo no início faz toda a diferença para evitar a piora dos sintomas.

O dedo em gatilho é uma condição comum das mãos que afeta muitas pessoas e segue sendo tema de estudos recentes. A doença provoca a inflamação dos tendões responsáveis por dobrar os dedos, fazendo com que eles passem a “prender” dentro da bainha, uma espécie de túnel por onde o tendão desliza. Esse processo pode causar dor, estalos e até o travamento do dedo.

Segundo o ortopedista João Nakamoto, especialista em Cirurgia da Mão pelo Hospital das Clínicas da Faculdade de Medicina da USP, o dedo em gatilho costuma surgir após o uso repetitivo das mãos, movimentos de força e trabalhos manuais. A condição também pode estar associada a doenças como diabetes, artrite e hipertireoidismo, sendo mais frequente entre as mulheres.

A doença pode afetar qualquer dedo, incluindo o polegar, mas é mais comum nos dedos médios e anelar e pode atingir mais de um dedo ao mesmo tempo, e até as duas mãos juntas.

Os primeiros sinais incluem dor na base do dedo, dificuldade de movimentar ao acordar e, com o tempo, aquele famoso estalo. Em casos mais avançados, o dedo pode até ficar preso e só destravar com ajuda da outra mão.

O especialista explica que nem sempre é possível evitar essa condição do dedo em gatilho. Mas a boa notícia é que tem tratamento e cura. Os cuidados iniciais incluem repouso, uso de calor local, pequenas adaptações no trabalho e, às vezes, talas para proteger o dedo.

Papel da fisioterapia

A fisioterapia ajuda bastante, com exercícios e técnicas para reduzir a inflamação. Quando o quadro é mais resistente, o médico pode indicar uma injeção de corticoide e ácido hialurônico, que costuma aliviar rapidamente e é aplicada normalmente no consultório.

Nos casos mais graves, a solução é um procedimento simples, feito muitas vezes no próprio consultório, que libera o tendão e devolve o movimento normal. O importante é não ignorar a dor. Quanto mais cedo a procura por um especialista, mais fácil é o tratamento e maior a chance de evitar cirurgia.

 

 

Fonte – Ascom USP

Foto – RCraig09/Wikimedia Commons/CC BY-SA 4.0er_-_right_middle_finger.jpg”>Wikimedia Commons

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