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Embrapa e Idam promovem o curso Produção Sustentável e Serviços Ecossistêmicos na Amazônia

A Embrapa Amazônia Ocidental (Manaus, AM), em conjunto com a Embrapa Territorial (Campinas, SP) e o Instituto de Desenvolvimento Agropecuária e Florestal Sustentável do Amazonas (Idam) promoveram, de forma remota, de 1 a 3 de março, o 2º Treinamento em Produção Sustentável e Serviços Ecossistêmicos na Amazônia. O evento contou com a participação de 45 extensionistas do Idam e profissionais da Secretaria de Produção Rural do Amazonas (Sepror).

O treinamento teve por objetivo apresentar conceitos sobre a biodiversidade e preocupações com o meio ambiente na Amazônia. Contou com instrutores do Instituto de Conservação e Desenvolvimento Sustentável da Amazônia (Idesam), da Universidade Federal de Goiás, Universidade Federal do Amazonas, o Senado Federal e de instrutores do próprio Idam e da Embrapa Territorial.

Foi o primeiro curso realizado pela parceria firmada dia 11/2, entre a Embrapa e o Idam, para um programa de capacitações que será realizado durante o ano de 2021. O Acordo de Cooperação Técnica entre as duas instituições prevê a realização de uma série de iniciativas para treinamento, capacitação e transferência de tecnologias para o setor primário do estado do Amazonas até 2024.

Segundo Luiz Carlos do Herval Filho, diretor de Assistência Técnica e Extensão Rural (Diter/Idam), o evento foi muito objetivo e prático, no qual foram discutidos os conceitos e debatidas as experiências dos participantes, sobre a problemática que existe, principalmente no que diz respeito ao meio ambiente. A Embrapa Territorial planeja realizar mais um curso com o Idam, por volta de setembro 2021, o qual será voltado para o pagamento de serviços ambientais. “Nós, da diretoria do Idam, temos muito a agradecer aos instrutores e a todos os participantes pela dedicação e profissionalismos nesses dias de evento”, comentou.

O pesquisador Lindomar de Jesus, da Embrapa Amazônia Ocidental, explica que o treinamento foi uma contribuição do projeto “Construção do conhecimento e sistematização de experiências sobre valoração e pagamento por serviços ecossistêmicos e ambientais no contexto da agricultura familiar amazônica (Aseam)”, que faz parte do Projeto Integrado da Amazônia (PIAmz), iniciativa financiada pelo Fundo Amazônia e operacionalizado pelo Banco Nacional de Desenvolvimento Econômico e Social (BNDES), em cooperação com o Ministério do Meio Ambiente (MMA), e tem por meta contribuir para formação de novos agentes de Assistência Técnica e Extensão Rural (Ater). Segundo ele, o evento foi importante por que atendeu os novos técnicos da extensão que foram contratados recentemente pelo Governo do Estado.

O pesquisador da Embrapa Territorial, Sérgio Gomes Tôsto, líder do projeto Aseam e um dos organizadores do evento, explica que a valoração da natureza em termos de suas contribuições para o bem estar humano tem se tornado um tema recorrente nas discussões sobre preservação e conservação do capital natural. Assim, a quantificação e a valoração econômica dos Serviços Ecossistêmicos (SEs) devem ser vistas como uma parte de um conjunto de informações úteis e necessárias para a gestão dos ecossistemas.

Na proposta do projeto, serão quantificados e valorados três Serviços Ecossistêmicos: água, solo e carbono, em territórios previamente escolhidos com características voltados à agricultura familiar: assentamentos rurais, quilombolas e agricultura familiar.

Conhecer o valor econômico dos SEs é útil para a sua efetiva gestão, o que, em alguns casos, pode incluir incentivos econômicos, tais como “Pagamento de Serviços Ambientais” para a sua preservação. O projeto tem como objetivo geral quantificar e valorar SEs e ampliar a rede de beneficiários de conhecimentos e de experiências consolidadas sobre serviços ecossistêmicos e ambientais no Bioma Amazônico, incluindo grupos de interesse como, agricultores, mulheres e jovens rurais, técnicos e tomadores de decisões, além de catalisar novas propostas de projetos que visem a sustentabilidade do tema e da rede de trabalho.

 

 

Fonte – Embrapa Amazônia Ocidental

Foto – Divulgaçaõ

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