A Embrapa Amazônia Ocidental esteve presente na 21ª edição da Semana do Pescado, com apresentação de palestra e curso sobre as tecnologias da criação de peixes em cativeiro. A Semana do Pescado é um evento nacional, criado pela iniciativa privada com apoio do Ministério da Pesca e Aquicultura para fomentar o comércio e consumo deste alimento de alto valor nutricional. Este ano teve início no domingo (1/9) e vai até o dia 15 de setembro em vários estados brasileiros.
No Amazonas, a 21ª edição da Semana do Pescado aconteceu dias 9, 10 e 11 de setembro em Manaus e Careiro, AM. Sob a coordenação da Secretaria de Estado da Produção Rural (Sepror) e Cooperativa de Aquicultores e Produtores Rurais do Careiro (Capruc), tem como apoiadoras instituições de ensino, pesquisa, extensão e cooperativas e associações que atuam na cadeia do pescado.
A abertura conteceu dia 10/9, às 9h30, no Auditório da Sepror, com a presença do secretário executivo adjunto de Pesca e Aquicultura (Sepa/Sepror), Alessandro Cohen, o superintendente federal de Pesca e Aquicultura (SFPA-AM/MPA), Algemiro Ferreira Lima Filho, o presidente da Associação dos Engenheiros de Pesca do Amazonas (AEP-AM), Ivo da Rocha Calado.
O pesquisador Roger Crescêncio, da Embrapa Amazônia Ocidental, vai ministrar o curso “Criação de Peixes”, dia 11/9, às 9h30, no hotel Hotel Torre Forte, no Eixo da BR-319, Km 119, Careiro Castanho. No dia 12/9, apresentará a palestra “Melhoramento Genético de Peixes”, às 9h, no auditório do Ifam Campus Manaus Centro (CMC).
Dentre as pesquisas desenvolvidas pela Embrapa estão a produção intensiva de tambaqui (Colossoma macropomum)em tanque escavado, estudos de sanidade, nutrição, reprodução e fisiologia das espécies aquícolas, com destaque ao tambaqui, matrinxã e pirarucu.
Sobre a importância do peixe de cativeiro, Roger explica que os supermercados, feiras, peixarias de Manaus são abastecidos há cerca de 20 anos com tambaqui de cativeiro. Sendo esta a espécie de peixe mais consumida pelo amazonense. Em seguida tem a matrinxã e o pirarucu.
“A matrinxã de cativeiro tem uma participação maior na entressafra, quando falta a capturada de rio”, explica. No caso do tambaqui, não. O tambaqui abastece o ano todo. O tambaqui já ficou muito difícil capturar na natureza, então a pesca ficou muito cara. “Se a gente fosse depender só do peixe de rio, ia ter pouco tambaqui, e ainda seria caríssimo. Só gente com muito dinheiro ia poder comer tambaqui. O que mantém o abastecimento e o preço baixo do tambaqui é o cativeiro”, afirma.
Fonte – Ascom
Foto – Divulgação




