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Empreendedoras negras no Brasil faturam quase 60% menos que homens brancos, aponta Sebrae

Sebrae destaca necessidade de ampliar acesso a crédito, capacitação e inovação para reduzir a diferença de renda.
Desigualdade no empreendedorismo expõe desafios estruturais enfrentados por mulheres negras no país.
Cenário reforça urgência de políticas que fortaleçam negócios liderados por empreendedoras negras.

Um levantamento do Sebrae acende um alerta sobre a desigualdade no empreendedorismo brasileiro: empreendedoras negras no Brasil faturam, em média, quase 60% menos que homens brancos. O dado evidencia barreiras históricas e estruturais que ainda limitam o crescimento desses negócios. Para mudar esse cenário, a instituição defende ações concretas que ampliem o acesso a crédito, capacitação e inovação, abrindo caminhos mais justos para que essas mulheres possam desenvolver seus empreendimentos e alcançar maior autonomia financeira.


As mulheres negras donas de negócios no Brasil têm um faturamento, em média, 59% inferior ao de homens brancos e 46% abaixo do registrado por empreendedoras brancas. É o que aponta um estudo do Sebrae realizado a partir de dados trimestrais da Pesquisa Nacional por Amostra de Domicílio Contínua (PNAD Contínua).

Segundo o levantamento, o recorte racial impacta a posição que as mulheres assumem na manutenção das famílias. Entre as empreendedoras negras, 58% são chefes de domicílio, enquanto entre as mulheres brancas donas de negócio esse percentual cai 8 pontos percentuais (p.p.).

Os dados da PNAD Contínua indicam que as desigualdades raciais também aparecem no nível de escolaridade das mulheres à frente de negócios. Entre as brancas, 48% possuem ensino superior incompleto ou mais, contra 25% das mulheres negras.

“O cenário do empreendedorismo feminino no Brasil é de vitalidade e de crescimento, com mulheres demonstrando capacidade de formalizar e gerir seus negócios e assumir a chefia de seus lares. Contudo, as barreiras raciais e de gênero persistem e se manifestam em rendimentos consideravelmente menores e em um acesso desigual à educação superior para mulheres negras”, afirma a diretora de Administração e Finanças do Sebrae Nacional, Margarete Coelho.

Atuamos com empenho para fortalecer as oportunidades de crescimento e de autonomia dessas mulheres, por meio de garantias no acesso ao crédito, capacitações e consultorias.

Margarete Coelho, diretora de Administração e Finanças do Sebrae Nacional

Dados da pesquisa

Mulheres negras donas de negócio: 57,9% são chefes de domicílio, 29,6 % são cônjuges.
Mulheres brancas donas de negócio: 49,5 % são chefes de domicílio, 36,4% são cônjuges.
Renda média dos empreendedores e empreendedoras no Brasil segundo o recorte racial e de gênero:

Homens brancos: R$ 5.143,68

Mulheres brancas: R$ 3.874,44

Homens negros: R$ 2.868,40

Mulheres negras: R$ 2.090,16

Empreendedorismo Feminino

Empreendedorismo negro

 

 

Fonte – Ascom

Edoção – Coopnews

Foto – Divulgação/Ascom

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